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Investimentos

Cenários Econômicos

11/03/2019

Fevereiro de 2019

O “Boletim Macroeconômico” é um relatório periódico que tem como objetivo informar aos participantes da Previ sobre os principais acontecimentos e atualizações referentes à conjuntura econômica. Nesse relatório também são expostas projeções realizadas pelo mercado, provenientes de fontes públicas.

 

Brasil

Inflação – A recuperação gradual da economia brasileira contribui para uma inflação mais moderada  (dados coletados até 08/02/2019)

A inflação (IPCA) de janeiro apresentou uma variação de 0,32% em relação ao mês passado.

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Fonte: IBGE

 

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No grupo de alimentação e bebidas, que representa 25% do índice de inflação, as maiores altas foram do leite e derivados (1,08% ante -3,78%), cereais (4,39% ante 1,32%), frutas (5,45% ante 3,11%). A queda da inflação de carnes (0,78% ante 2,04%) e tubérculos, raízes e legumes (-3,1 ante 9,01%) contribuíram para que conter a alta de alimentos.

No grupo de habitação, que representa 16% do índice, houve uma dissipação dos efeitos baixistas do acionamento da bandeira verde em dezembro sobre as contas de luz.

No grupo de transportes (0,02% ante -0,54%), que representa 18% do índice de inflação, houve uma pressão baixista de passagens aéreas (-3,59%) em relação a dezembro (29,12%), mês que sazonalmente apresenta elevação neste item. No entanto, o reajuste do transporte público impactou o índice para cima.

Seta azul .jpg

No grupo de vestuário (-1,15% ante 1,14), os preços cederam de forma mais intensa que o esperado ao mês do Natal.

No grupo de saúde e cuidados pessoais, que representa 12% do índice houve uma queda em cuidados pessoais (-0,31% ante 0,34%).

Quanto às expectativas da inflação para o mês de fevereiro, espera-se uma ligeira alta em relação a janeiro ocasionada por reajustes de mensalidades escolares e menor retração do grupo de vestuário. Espera-se que alguns itens do setor de alimentos e bebidas continuem pressionando, especialmente leite e derivados e feijão.

A expectativa do mercado para a inflação em 2019 continua contida. E devido às surpresas baixistas para a inflação, a média das expectativas dos agentes de mercado para o IPCA tem diminuído. Hoje é de 3,87%, abaixo da meta da inflação do Banco Central.
 

Economia Brasileira - Melhora das expectativas (dados coletados até 01/02/2019)

Indicador de expectativa.jpg

A trajetória do Índice de Confiança Empresarial (ICE), mostra que a confiança empresarial tem avançado. Em janeiro, o ICE, medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE), apresentou um crescimento de 1,9 pontos em relação a dezembro de 2018.

Essa foi a quarta alta consecutiva do indicador, que atingiu o maior nível desde janeiro de 2014. Este indicador é formado por dois componentes principais: A percepção do momento atual e das perspectivas do empresário para o ambiente de negócios. Os dois componentes têm avançado, porém o avanço mais relevante tem sido das expectativas.  A alta observada em janeiro foi a mais significativa desde o final do período eleitoral.

De acordo com a sondagem industrial, a intenção de investimento está aumentando e encontra-se em um campo positivo, já que acima de 50 indica expansão dos negócios para períodos a frente.

Indicador de Confiança Empresarial -FGV

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Fonte: FGV

Sondagem industrial: Intenção de Investimento

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Fonte: CNI

A retomada das expectativas é importante para a retomada da economia, no entanto, é necessário monitorar os fatores geradores. Se os ajustes necessários à economia não forem feitos há o risco de frustração das expectativas que causaria um retrocesso nas intenções dos empresários investirem e contratarem. 

Din_mica.jpg

No ambiente interno, o fator decisivo para a retomada da economia é a dinâmica fiscal. Nos últimos anos, a deterioração das contas públicas provocou a piora da expectativa quanto a economia, aumentando o risco país. Por sua vez, a elevação do risco contribuiu para a alta da taxa de câmbio (depreciação do real), a inflação também é impactada e o Banco Central tende a aumentar a taxa de juros básica da economia (Selic) para conter os preços. O ambiente econômico desfavorável acarreta na postergação dos investimentos das empresas e do consumo das famílias.

Atualmente as expectativas estão se recuperando, o risco país está controlado, a taxa de câmbio contida, a inflação bem ancorada e os juros estão baixos.

Contudo, é fundamental que as expectativas positivas, no que tange a dinâmica fiscal, sejam confirmadas e possibilitem a retomada dos investimentos e do mercado de trabalho.

 

Taxa de desemprego (dados coletados até 26/02/2019)

Após três anos consecutivos de números negativos, o ano de 2018 encerrou com saldo positivo entre as admissões e demissões, com destaque para o setor de serviços que representou em torno de 80% deste resultado.

Nos últimos meses, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), houve um aumento na geração líquida de vagas formais de emprego.

A taxa de desemprego do último trimestre encerrado em janeiro foi de 12%. Embora o contingente de desocupados tenha reduzido, na comparação com o mesmo período de 2018, este número supera a marca de 12,5 milhões.

 

Taxa de Desemprego e Saldo CAGED (Admitidos-Demitidos)

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Fonte: PNAD Contínua IBGE e CAGED, elaborado por DIPLA/GEPOC

 

Por outro lado, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), a evolução do emprego informal tem superado a parcela formal, de 44 milhões empregados no setor privado, cerca de 11 milhões trabalham sem carteira assinada. Se adicionarmos estes aos que trabalham por conta própria, a quantidade supera os empregados com carteira assinada.

Além disso, ainda há uma parcela de pessoas desalentadas, ou seja, indivíduos que estão fora da força de trabalho por se acharem muito jovens, muito idosos, pouco experientes ou acreditarem que não encontrarão oportunidades.

 

Empregados no Setor Privado (Em Milhões) 

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Fonte: PNAD Contínua IBGE e CAGED, elaborado por DIPLA/GEPOC

 

Trabalhadores por Conta própria (Em Milhões) 

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Fonte: PNAD Contínua IBGE e CAGED, elaborado por DIPLA/GEPOC

 

Economia mundial (dados coletados até 11/01/2019)

Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou o relatório World Economic Outlook de janeiro. O documento mostra como a expansão da atividade econômica mundial tem enfraquecido. Apesar da baixa performance de alguns países, principalmente, da Europa e da Ásia, a instituição estima um crescimento de 3,7% do PIB global em 2018. Porém, o FMI projeta um crescimento de 3,5% e 3,6% em 2019 e 2020, respectivamente.

Entre outros fatores, este cenário envolve um sentimento de fragilidade do mercado financeiro, incertezas nas políticas comerciais e a perspectiva quanto ao desempenho da economia chinesa. Além desses fatores, a duração da expansão da economia dos Estados Unidos, a segunda mais longa da história, também tem sido considerada um dos fatores da desaceleração da economia mundial.

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Fonte: FMI

Este cenário tem afetado o comportamento dos preços de algumas commodities no mercado internacional, principalmente, o preço do petróleo, que nos últimos meses vem declinando, tendo atingido US$ 62/barril em janeiro de 2019. A queda do preço do petróleo está diretamente relacionada à perspectiva de desaceleração da economia mundial, com a consequente redução do ritmo de crescimento da demanda.

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O presente boletim, de caráter informativo, foi produzido com base em dados publicamente divulgados. A Previ não declara, tampouco garante, de forma expressa ou tácita, que tais dados sejam imparciais, precisos, completos ou corretos. Cenários, análises, projeções, prognósticos e estimativas com base em tais dados estão sujeitos a riscos e incertezas e podem ser, ainda, e a qualquer momento, prejudicados, desconsiderados e descartados, até mesmo como decorrência, por exemplo, de mudanças na conjuntura nacional e/ou internacional, divergências nos critérios e métodos interpretativos e/ou nos fatores de riscos sistêmicos e/ou associados a alterações geopolíticas, políticas, econômicas, sociais, legislativas ou regulatórias. Este boletim não deve, em nenhuma circunstância, ser considerado como indicação, orientação, recomendação ou fonte para tomada de decisões. Compete a cada leitor realizar pesquisas, estudos e análises devidas. Qualquer eventual decisão ou ação é de sua exclusiva responsabilidade, não podendo a Previ, em nenhuma hipótese, ser de qualquer forma responsabilizada, inclusive, por qualquer perda ou dano, direto ou indireto. A Previ não assume qualquer compromisso ou obrigação, inclusive de revisar, atualizar ou complementar este boletim. A reprodução, divulgação, distribuição ou compartilhamento não expressamente autorizado deste boletim,  ou de qualquer parte dele, sujeitará o infrator às penalidades legais.

Previ - Diretoria de Planejamento