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08/11/2019

Além da eficiência

Fórum de Sustentabilidade Previ 2019 promove o debate sobre como empresas participadas e mercado devem conduzir os negócios frente aos desafios atuais de ASGI.

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A inclusão de aspectos Ambientais, Sociais, de Governança e de Integridade (ASGI) nos processos de trabalho já é uma realidade. Para falar sobre o tema, conselheiros e agentes de mercado participaram do Fórum de Sustentabilidade Previ 2019, realizado em São Paulo, no dia 1/11, e no Rio de Janeiro, em 7/11. Nos encontros, foram abordadas as melhores práticas de mercado para garantir a continuidade e a sustentabilidade dos negócios face aos desafios do cenário político e socioeconômico atual.

O debate foi pautado na Agenda 2030 e nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), elaborados pela Organização das Nações Unidas (ONU), que convocam todo o mercado a avançar na redução de seus impactos negativos na medida em que aumenta a contribuição positiva para um futuro desenvolvido de forma sustentável.

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Na abertura, o presidente da Previ, José Maurício Coelho, destacou o reposicionamento da Previ enquanto investidor institucional no mercado. “Nos últimos anos, a Previ vem implementando uma estratégia de investimento para reduzir a sua participação no controle de empresas e ampliar a base de companhias nas quais será minoritária, com foco em manter a sua relevância nessa participação. Esse fato reforça a importância de buscar o aperfeiçoamento cada vez maior no mercado de capitais brasileiro”.

José Maurício acrescentou ainda que repensar a forma como fazemos negócios é essencial. “É preciso deixar claro o desejo de investidores de que as empresas incorporem em seus negócios a agenda de sustentabilidade, porque o desempenho financeiro deixou de ser o único critério para avaliação do valor de uma companhia”, concluiu.

Governança e Integridade enquanto pilares

A Previ é signatária da iniciativa Princípios para o Investimento Responsável (PRI), que tem como foco o estímulo à inserção dos critérios ASGI nos processos de investimento responsável. Rafael Castro, gerente executivo de Controles Internos da Previ, foi um dos palestrantes do evento e falou sobre por que considerar essas questões para uma atuação responsável no mercado. Ele atualmente concorre a um assento no Conselho do PRI, que dedica duas vagas a investidores institucionais.

“As maiores motivações dos investidores institucionais para adotar as práticas de investimento responsável atualmente são a mitigação do risco das questões ASGI, o efeito positivo no desempenho financeiro dos investimentos e o cumprimento do dever fiduciário.  A Previ, além de incorporar essas questões nos seus processos de investimento, tem um importante papel de indutora de melhores práticas socioambientais, de governança e de integridade nas suas empresas investidas”, afirma Rafael. 

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Cultura das empresas

Cada vez mais a sociedade espera uma postura ativa do setor empresarial em relação às demandas sociais, com o objetivo de criar uma cultura capaz de trazer benefícios essenciais e de mitigar potenciais riscos e impactos atrelados ao negócio. Investidores e analistas estão cada vez mais atentos à forma como as companhias lidam com as questões ASGI e em como a integração desses temas tem o potencial de transformar aspectos do negócio. A partir dessa premissa, questões relacionadas à oferta de produtos e serviços, segmentos do cliente, gerenciamento da cadeia de abastecimento, escolha e uso de matérias-primas, redes de transporte e distribuição e ciclo de da vida do produto foram o foco dos painéis.

Nas palestras, os participantes do evento puderam conhecer exemplos de sucesso aplicados por empresas participadas da Previ. Um dos caminhos apontados foi o investimento na diversificação e na transição da geração das fontes de energia, entre elas a energia fotovoltaica e a eólica, vistas como soluções reais que conferem ganhos de eficiência e produtividade, além de reduzirem o impacto ambiental.

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A geração de resíduos, que produz elevados impactos ambientais, foi um dos grandes desafios citados dentre as experiências debatidas. Inovações apresentadas por parceiros vêm surgindo como exemplos de alternativas sustentáveis para o manejo e destinação adequada desses resíduos. Entender a mudança da economia linear para o modelo circular é fundamental para se reposicionar no mercado e desenvolver novas ideias.

A urbanização de espaços foi outra questão amplamente debatida. Projetar empreendimentos imobiliários que reconheçam seu papel estratégico foi apontada como uma das prioridades para o mercado, pois impacta positivamente toda a sociedade a seu redor.

Com a exigência cada vez maior da sociedade de que as empresas adotem uma postura ativa frente às demandas sociais, entender quais são as oportunidades e os riscos associados ao investimento social e ao negócio é fundamental. Para agregar valor a seus negócios, as empresas têm buscado estreitar suas relações com as comunidades em que atuam por meio de ações que fortaleçam os valores e possibilitem o crescimento e o desenvolvimento dessas comunidades.

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A semente que plantamos

Para Ivanyra Maura de Medeiros, conselheira fiscal do Bradesco, dada a relevância da Previ no contexto brasileiro, promover discussões quanto à sustentabilidade alerta os demais participantes do mercado sobre a importância do tema. “Achei muito interessante a abordagem da Previ, que evidencia a preocupação de executivos de diferentes setores, responsáveis por empresas investidas pela Previ, em imprimir o papel de protagonismo na transição energética em suas respectivas empresas. Vários executivos ainda veem erroneamente como gasto e não investimento os projetos vinculados à melhoria da governança e da sustentabilidade. Como conselheira de uma empresa em que a Previ possui participação, acho fundamental esse tipo de discussão, que evidencia o protagonismo da Previ na promoção de uma melhor governança corporativa nas empresas brasileiras para garantir solidez ao nosso ambiente de negócios”.

Sidney Ito, sócio líder de Consultoria em Riscos e Governança Corporativa da KPMG Brasil e América do Sul, destacou a importância da atuação da Previ enquanto referência para outros investidores institucionais. “Acompanho a Previ por muitos anos e tenho visto mudanças significativas nas práticas de governança corporativa no Brasil e o quanto a Previ tem sido uma das protagonistas dessas mudanças. É imprescindível que as empresas adotem esse modelo como balizador de boas práticas”.

Governança como pilar

É importante que as empresas transformem todos os aspectos do negócio: oferta de produtos e serviços, segmentos de cliente, gerenciamento da cadeia de abastecimento, escolha e uso de matérias-primas, redes de transporte e distribuição e ciclo de da vida do produto. Mais do que isso, os valores da governança corporativa devem ser disseminados para que o mercado financeiro no Brasil se desenvolva à altura da necessidade do país.

Nesse sentido, a importância de acreditar cada vez mais no desenvolvimento do mercado de capital local foi destacada por Renato Proença, diretor de Participações da Previ, no encerramento do evento. “Ao sair da posição de controlador e se direcionar para acionista minoritário relevante em uma quantidade maior de empresas, a Previ assume a importância desse reposicionamento de mercado. A nossa expectativa é de que as empresas adquiram essa cultura e olhem com cuidado para essas exigências fundamentais de ASGI no seu dia a dia”.

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