Notícias e Publicações

Notícias

05/02/2020

Fazendo o dever de casa

Em 2019 a Previ construiu uma Tábua de Entrada em Invalidez própria, com características específicas dos associados de seus planos de benefícios.

A Previ fechou o ano de 2019 com um total de 5.961 aposentados por invalidez, dos quais 5.510 são do Plano 1 e 451 do Previ Futuro. Na Capec, no período de um ano, foram registrados novos 29 pecúlios por invalidez.

Para melhor refletir a sua realidade, e assim estimar da forma mais exata possível a quantidade de novos benefícios decorrentes de invalidez permanente que serão concedidos pelos planos, o corpo técnico da Entidade realizou um estudo interno para criar a Tábua de Entrada em Invalidez - Experiência Previ 2019.

A construção dessa tábua considera a aproximação da expectativa de concessões de aposentadorias por invalidez aos números observados nos últimos anos. Ou seja, no seu cálculo, são analisados o total de pessoas que fazem parte do Plano 1 e do Previ Futuro e o total de pessoas que solicitaram a aposentadoria por invalidez ao longo dos anos.

Apesar do crescimento da população, a quantidade de aposentadorias por invalidez apresentou tendência de queda. Para a construção da tábua Previ, foi utilizado efetivamente o período entre 2014 e 2018. Veja mais no gráfico abaixo:

grafico_site.png

De acordo com os regulamentos dos planos de benefícios da Previ, o pré-requisito para solicitar o Complemento de Aposentadoria por Invalidez pela Previ e Pecúlio Invalidez é o participante já ter a concessão de uma aposentadoria por invalidez pela Previdência Oficial.

A criação e a utilização de tábua própria é um feito raro nas entidades fechadas de previdência complementar (EFPC) no Brasil, pois nem todas possuem a quantidade de participantes e dados históricos suficientes para tal estudo. A grande vantagem é a mensuração mais realista dos passivos atuariais dos planos de benefícios no curto, médio e longo prazo.

Com a utilização da nova tábua, as reservas matemáticas dos planos foram alteradas. Mas os impactos foram distintos entre os planos, tanto pela concentração da população em faixas etárias distintas, quanto pelo grau de maturidade diferentes: o Previ Futuro possui muito mais participantes em atividade e ainda expostos ao risco de invalidez, enquanto no Plano 1 mais de 90% dos participantes estão aposentados.

O corpo técnico da Previ é um dos pilares da sua governança. Formado por participantes com expertise em gestão previdenciária, atuarial e de investimentos, esse é um diferencial importante que ajuda a Entidade na proteção no longo prazo. São funcionários que cuidam da aposentadoria de 200 mil participantes e do próprio futuro.

Compromisso com a Missão da Previ

Anualmente, a Entidade faz um estudo para analisar a aderência de todas as tábuas biométricas, pois uma quantidade de falecimentos ou aposentadorias por invalidez muito distante da projetada, por um período longo de tempo, pode trazer desequilíbrios aos planos de benefícios da Previ.

A legislação exige que os estudos de aderência das tábuas biométricas sejam realizados pelo menos a cada três anos, mas a Previ vai além ao fazer anualmente essa revisão, na qual considera os fundamentos da gestão baseada em riscos e as melhores práticas da gestão atuarial.

A ideia é monitorar os riscos relacionados aos compromissos da Entidade para agir sempre de forma planejada e equilibrada, com foco no cumprimento da missão da Previ, de pagar benefícios a todos nós, associados, de forma eficiente, segura e sustentável.