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13/11/2017

Mineração com sustentabilidade

Diretores e conselheiros da Previ visitaram as instalações da Vale em Carajás, no Pará

O avião se aproximava do destino e o piloto fez o tradicional aviso à tripulação: "preparem-se para o pouso". Mas quando os passageiros olhavam pela janela, tudo o que se via era um imenso tapete verde, sem nenhuma pista de aterrissagem por perto. As árvores se estendiam até o horizonte, infindáveis ao olho nu. Mas o aeroporto estava lá, incrustado na Floresta Nacional de Carajás. O avião enfim começa a descida e a pista surge, o cinza brilhando com o sol quente da Região Norte. Mas a selva ainda nos abraça, mesmo no pouso. Nessa hora, o contato com a natureza torna impossível não pensar nos pioneiros, naqueles que primeiro chegaram àquele paraíso verde. A história da Vale no Pará começou em 1967, quando o geólogo Breno dos Santos descobriu a primeira jazida de minério de ferro da região de Carajás. Cerca de 20 anos depois, começavam as operações da companhia no estado, que hoje abriga o maior complexo minerador do Brasil e está entre os primeiros do setor mineral do mundo. Diretores e conselheiros da Previ visitaram nos dias 8 e 9 de novembro as principais instalações da Vale no Pará, e puderam conhecer de perto a mais importante operação do maior investimento da Previ. 

A vista aérea da Floresta Nacional de Carajás

A Floresta Nacional de Carajás, que faz parte da Amazônia, é uma presença viva e constante, com sua terra vermelha se espalhando por toda parte, até mesmo nas áreas urbanizadas. O núcleo habitacional da Vale, cercado de vegetação por todos os lados, tem cerca de seis mil habitantes e fica próximo da cidade de Parauapebas . Em ruas com casas de portas abertas e sem muros, crianças pequenas vão de bicicleta sozinhas para a escola e os funcionários da maior mineradora do país vivem tranquilos com seus familiares. A apenas dez minutos de carro está o centro de controle operacional da Serra Norte de Carajás, visitado em 9/11 pelos diretores Marcus Madureira (Planejamento), Marcus Moreira (Investimentos), Renato Proença (Participações) e pelos conselheiros deliberativos Antônio Carvalho, Carlos Alberto Guimarães de Souza, Carlos Celio de Andrade Santos, Odali Dias Cardoso e Wagner Nascimento. 

O diretor de Participações Renato Proença explicou um pouco sobre a importância da visita: “Numa viagem como essa, a gente consegue identificar o verdadeiro valor da companhia. Além, evidentemente, de verificar in loco  o investimento, a grandiosidade, a alta tecnologia, conseguimos identificar como a empresa se relaciona com o meio. A preocupação não só com as questões ambientais, mas com as questões sociais. Isso confirma que esse ativo realmente faz todo sentido na nossa carteira. Vamos continuar colhendo bons frutos do investimento na Vale. Mais do que isso: esse investimento, mais do que trazer um retorno financeiro, traz um retorno para a sociedade como um todo”.

Diretores e conselheiros com técnico da Vale, no S11D

Marcus Madureira, diretor de Planejamento, destacou o engajamento dos funcionários, que proporcionou uma visão mais ampla do papel da companhia: “É extremamente relevante ver na prática aquilo que não conseguimos perceber no papel. Estar dentro da Vale conversando com gestores, supervisores, técnicos, traz uma temperatura de como está a empresa de fato. Encontramos pessoas com um grande sentimento de pertencimento. Pessoas apaixonadas pelo que fazem. Isso de alguma forma traz tranquilidade. Na visita conseguimos ver que quem está ali, no dia a dia da companhia, são profissionais extremamente técnicos, capacitados e apaixonados pelo trabalho que desenvolvem. É o tipo de coisa que não se vê em relatórios. Foi enriquecedor acompanhar na prática o papel de uma empresa tão relevante para a economia brasileira e mundial”.

Em 8/11, o grupo já tinha visitado um dos projetos mais novos da Vale, o S11D, localizado na Serra Sul, a duas horas do núcleo habitacional e próximo da cidade de Canaã dos Carajás. Inaugurado em dezembro de 2016, o complexo é o maior projeto de minério de ferro da história da companhia e da indústria da mineração. Lá, tudo parece superlativo. Com um sistema de mineração que não utiliza caminhões (tanto o minério de ferro quanto o estéril – como é chamada a terra que não contém minério – são transportados em esteiras que cruzam todo o complexo) e equipamentos gigantescos movidos a eletricidade, o S11D usa tecnologia de ponta, que aumenta a eficiência, diminui o custo e reduz consideravelmente os danos para o meio ambiente. Todos os sistemas do complexo fazem a mineração à seco, o que reduz em 93% o consumo de água (o equivalente ao abastecimento de uma cidade de 400 mil habitantes ) e torna desnecessária a criação de barragens. Até o fim de 2017 o S11D gerará aproximadamente 23 milhões de toneladas do mais alto teor de minério de ferro.

O engenheiro da Vale Antônio Schettino mostra detalhes da maquete do complexo S11D

Para o diretor de Investimentos Marcus Moreira, o novo projeto da Vale é impactante: “Fiquei muito impressionado com o gigantismo das instalações, com a modernidade que é o S11D. Um processo de mineração totalmente automatizado, à seco, com o uso de uma tecnologia que não usa água e, consequentemente, não tem barragem. A preocupação da Vale com a preservação ambiental impressiona, com projetos bacanas  que abrangem flora, fauna, reflorestamento, criação de empregos diretos e indiretos. Um processo muito bom de um ativo tão importante para a Previ, que colaborou durante tantos anos para a entidade cumprir a sua missão e, tenho certeza, continuará representando grande parte do resultado da Previ nos próximos anos”.

As reservas geológicas de Carajás abrangem um total de 6,822  bilhões de toneladas de minério de ferro, cobre e níquel. Faz parte de todo complexo uma estrada de ferro, mantida pela Vale, com 978,3 km de extensão que tem como destino final o Terminal Marítimo da Ponta da Madeira, em São Luís do Maranhão. O trem, o maior do mundo, é capaz de carregar até 33 mil toneladas de minério por viagem em seus 330 vagões. Na Estrada de Ferro de Carajás também viajam passageiros: um outro trem, também mantido pela Vale, atende cerca de 400 mil pessoas por ano, passando por 27 cidades em seu trajeto.

Um dos equipamentos no complexo da Vale no S11D

Para Wagner Nascimento, conselheiro deliberativo eleito pelos associados, foi enriquecedor conhecer a Vale: “Além da importância de poder conhecer o maior investimento da Previ, um ativo de longo prazo, que tem muito minério para extrair, que pode dar uma boa rentabilidade para os participantes da Previ e que contribui para o desenvolvimento do país, é poder conhecer a responsabilidade que a Vale tem com a parte ambiental. A companhia precisa dar mais conhecimento sobre a preservação que promove em toda essa área da Amazônia”.

A responsabilidade socioambiental é uma das diretrizes da Vale. Desde o início da operação da mina de Carajás em 1985, a companhia, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, ajuda a preservar a floresta por meio de um trabalho contínuo de fiscalização, pesquisa e educação ambiental. Dos 412 mil hectares de área de concessão – uma área maior do que a de países como Cabo Verde e a Polinésia Francesa  – somente 3% são utilizados pela mineradora. A Vale mantém uma série de iniciativas na região, como a gestão de recursos hídricos e de resíduos, a coleta de sementes e mudas e a recuperação de áreas degradadas, com a produção de 100 mil mudas por ano. A previsão é que em 2017 esse número duplique para 200 mil mudas. O Parque Zoobotânico de Carajás, mantido pela companhia, fica dentro da Floresta e recebe em média 10 mil visitantes por mês. No local, a Vale promove cursos de educação ambiental para os moradores da região. O Relacionamento com a população é uma prioridade, e por isso são tomadas diversas iniciativas sociais,  que proporcionam a geração de trabalho e renda, com incentivo a negócios sociais e agricultura familiar, além da contratação de mão de obra local, apoio à cultura e projetos de parceria nas áreas de saúde e educação.

A experiência de conhecer as ações de uma empresa do tamanho da Vale em um ambiente de enorme complexidade é única, definitiva. Quando o avião decola de volta, o que se vê não são apenas selva e pista de pouso. O que se vê é o futuro. Um futuro sustentável e próspero.

O Gavião Real, uma das aves preservadas no Parque Zoobotânico Vale

A Vale e a Previ

A Vale representa 35,5% da carteira de renda variável do Plano 1 e 16,6%  do patrimônio da Previ, que acompanha de perto a gestão na mineradora e participa das tomadas de decisões estratégicas, além de eleger membros para os Conselhos de Administração e Fiscal da companhia.

 

Um dos equipamentos da Vale no complexo S11D, sob o céu de Carajás

Em fevereiro de 2017 a empresa divulgou um novo acordo de acionistas, em que a Previ participou ativamente das negociações. Com o novo acordo, a Vale evolui para a adoção de um controle pulverizado, com perspectivas de crescimento e perenidade. Em agosto foi efetuada com sucesso a etapa de conversão de ações preferenciais para ordinárias, que teve a adesão de 84,4% dos preferencialistas. Em 18/10 foi aprovada em assembleia a conversão das ações preferenciais remanescentes em ordinárias e a eleição de dois membros independentes no Conselho de Administração, cumprindo mais uma etapa necessária para a Vale aderir ao Novo Mercado, mais alto segmento da B3 (antiga BM&FBovespa) no que se refere à governança corporativa.

No período de três anos de duração do novo acordo de acionistas, os sócios manterão influência relevante sobre a Vale, com o objetivo de conferir estabilidade para a companhia no período de transição, o que contribui para o crescimento da mineradora.

Marcele Fernandes, associada do Previ Futuro e analista na Gerência de Comunicação e Marketing da Previ, acompanhou a viagem a Carajás a convite da Vale.