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18/08/2017

Novo acordo de acionistas da Vale avança

Etapa de conversão de ações preferenciais para ordinárias foi bem-sucedida. Incorporação da Valepar pela companhia foi realizada nesta segunda, 14/8.

Sexta-feira, 11/8, foi o último dia para conversão de ações preferenciais em ordinárias da Vale, uma etapa obrigatória para a implementação do novo acordo de acionistas da companhia, cujo prazo de vigência será de três anos. A adesão dos preferencialistas, que deveria ser de no mínimo 54,09% para as mudanças prosseguirem, superou as expectativas e atingiu 84,4%. O sucesso da transação evidencia como a operação foi bem aceita pelo mercado e pelos investidores. O novo acordo de acionistas da Vale fortalece a governança da companhia, trazendo mais liquidez e agregando valor para a participação da PREVI.


A relação de conversão das ações de 0,9342 foi definida com base no preço médio do fechamento das ações ordinárias e preferenciais apurado nos últimos 30 pregões da B3, a antiga BM&FBovespa, anteriores a 17 de fevereiro de 2017 (inclusive). Essa relação foi aprovada na Assembleia Geral de Acionistas da Vale realizada em junho, que também aprovou a incorporação da Valepar pela Vale e a alteração do estatuto da mineradora. O documento agora está adequado às regras do Novo Mercado da B3, que exige padrões mais elevados de governança e transparência. Em uma nova Assembleia Geral, realizada nesta segunda-feira, 14/8, a Valepar foi incoporada pela Vale.

A Valepar era a empresa veículo que reunia as participações de Litel (holding na qual a PREVI tem participação direta), Mitsui, Bradespar, BNDESpar e Eletron. Essa incorporação resulta em um incremento dos atuais acionistas controladores, mediante um aumento de 10% no número de ações que a Valepar detinha até ser incorporada, além de permitir que participem diretamente da Vale.

Com as mudanças a Vale evolui para a adoção de um controle pulverizado, com perspectivas de crescimento e perenidade. O novo acordo de acionistas é fruto de uma longa negociação entre a Litel e os demais controladores da companhia. Um dos desafios a serem superados pela entidade era a estrutura societária atual da mineradora, em que a participação do Plano 1 não tinha liquidez em bolsa de valores. A Vale representa 14,6% dos investimentos da PREVI e 30,6% da carteira de Renda Variável, considerando os recursos do Plano 1 e do PREVI Futuro. Atualmente o Plano 1 detém, direta e indiretamente, 15,50% do capital total da companhia, uma participação avaliada em dezembro de 2016 em R$ 24,2 bilhões.

Sobre o aumento de liquidez que o processo traz para a participação da PREVI, Gueitiro Genso, presidente da entidade, ressalta: “Isso não significa que a PREVI irá se desfazer rapidamente de seus ativos na Vale. Somos um fundo de pensão, temos uma perspectiva de longo prazo. Quando as ações da companhia forem vendidas será de forma gradual, sempre aproveitando as melhores oportunidades”. O maior e mais antigo plano da PREVI deve pagar benefícios aos seus participantes até 2090.

A busca por liquidez para os investimentos do Plano 1 está prevista no Planejamento Estratégico 2017-2021 da PREVI, que tem como um de seus objetivos “balanceamento da gestão de investimentos com necessidades do passivo do Plano 1”. A previsão é que a partir de fevereiro de 2018 aproximadamente 50% do investimento da PREVI na Vale estará livre para negociação em Bolsa de Valores. O restante ainda estará vinculado ao acordo de acionistas até 2020.

Para Gueitiro o novo acordo proporciona outras oportunidades, não apenas para a mineradora: “Quando uma empresa como a Vale se adequa às regras do Novo Mercado, traz mais transparência não só para a companhia, mas para o sistema como um todo. É uma nova instância de governança, com melhores práticas, para uma empresa muito relevante no mercado de capitais brasileiro. O novo acordo de acionistas pode contribuir também para a atração de novos investidores, o que garante a expansão das atividades da Vale”, conclui. Confira os principais méritos da transação:

  • Estabilidade e Segurança para a Companhia – A definição da estrutura societária e de governança da Vale após o vencimento do acordo de acionistas atual da Valepar confere maior segurança a todas as partes e uma transição gradual para cenário de true corporation
  • Melhores práticas de Governança Corporativa – O novo acordo promove o alinhamento de interesses entre grupos de acionistas e entre acionistas e administradores, além de fortalecer a administração, já que o Conselho de Administração será o órgão mais importante de deliberação
  • Aumento de liquidez – Os acionistas da Vale terão os mesmos direitos e benefícios com ações de uma única classe, o que promove mais liquidez
  • Maior acesso a mercados de capitais – A adequação às melhores práticas de governança e unificação das classes de ações permitem que a Vale cumpra os pré-requisitos para acessar novos segmentos do mercado de capitais
  • Diversificação da Base Acionária – Dissolução do atual bloco de controle da Vale, trazendo maior independência à administração da companhia
A participação da PREVI na Vale

A Vale é o maior ativo da carteira de investimentos do Plano 1. Na década passada, foi responsável em grande parte pela geração de superávits que ajudaram a constituir reservas especiais que propiciaram aos participantes do Plano 1, por exemplo, a suspensão da cobrança das contribuições de 2007 a 2013 e ainda o recebimento do Benefício Especial Temporário (BET).

A participação da PREVI na companhia é via Litel, holding na qual a entidade possui participação direta, junto com os fundos Funcef, Petros e Funcesp. A PREVI detém 80,62% do capital total da Litel, e 15,67% do capital total da Vale, com 15,50% no Plano 1 e 0,17% no Previ Futuro.

Próximos passos

No período de três anos de duração do novo acordo de acionistas, os sócios manterão influência relevante sobre a Vale, com o objetivo de conferir estabilidade para a companhia no período de transição para um novo modelo de governança de controle difuso, o que contribui para o crescimento da mineradora.

A PREVI se orgulha de participar da história da Vale, uma das maiores mineradoras do mundo. A companhia é o maior ativo da carteira de investimentos da PREVI, que acompanha de perto o ativo.