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18/02/2020

O futuro é agora

Em reunião do PRI, Previ e outros signatários debateram estratégias em investimento responsável e quais as principais iniciativas locais e globais da rede.

Na última quarta-feira, 12/2, a Previ se reuniu com signatários dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI) para debater as principais iniciativas locais e globais do PRI, a evolução da rede local, o compartilhamento de experiências de integração dos princípios Ambientais, Sociais e de Governança (ASG), a elaboração de estratégias para aumentar o engajamento dos asset owners – proprietários de ativos – e a agenda de atividades em 2020.

O encontro aconteceu no Centro Empresarial Mourisco, no Rio de Janeiro, e reuniu o representante do PRI no Brasil, Marcelo Seraphim, o diretor do PRI nas Américas, Chris Fowle, e representantes da Previ e das signatárias Fapes, Infraprev, Valia, OABPrev-RJ, Fundação Real Grandeza e Fundação Atlântico.

Na abertura, Seraphim deu o tom do encontro ao falar sobre a importância de entender a situação atual e identificar oportunidades de avanços em negócios responsáveis e sustentáveis. Em sua visão, há uma demanda crescente da sociedade e dos investidores por um compromisso maior com a sustentabilidade e o investimento responsável. “Quem adota os princípios ASG consegue uma rentabilidade maior”, comentou.

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Ao final de 2018, a rede brasileira no PRI era composta por 42 signatários e, até janeiro de 2020, houve a adesão de 21 novos signatários. O crescimento da rede local reflete uma mudança no comportamento mundial em relação ao tema. “Esse crescimento obviamente tem um componente global. Está crescendo no mundo inteiro o número de signatários, o que é um indicador do aumento da consciência com relação a investimentos responsáveis e de que estamos indo no caminho certo. Precisamos fazer um esforço maior de melhorar o engajamento dos signatários que já temos e buscar outros parceiros”, afirmou Seraphim.

Para ele, a partir disso, é preciso projetar ações que o PRI e seus signatários devem adotar enquanto indutores dessa consciência no mercado. “É preciso aumentar o número de asset owners, porque são eles os decisores do investimento. Temos de nos esforçar para atrair mais parceiros e fortalecer o investimento responsável”.

O papel do investidor

A Previ intensificou sua atuação em temas ligados a sustentabilidade principalmente a partir de 2006, quando participou da elaboração dos Princípios para o Investimento Responsável e tornou-se a primeira signatária latino-americana do PRI. O Planejamento Estratégico da Entidade, bem como as análises e as Políticas de Investimentos, refletem a importância de assumir o papel de investidora responsável e atuar como indutora de boas práticas perante o mercado.

Um ponto de destaque apresentado na reunião por Luis Omena, gerente do núcleo de planejamento estratégico e sustentabilidade do Gabinete da Presidência, é o quanto estar atento às questões ASGI é um fator estratégico para os investidores institucionais. “Fazer uma gestão ativa do seu portfólio, observado o dever fiduciário na gestão de recursos de terceiros e o olhar ASGI quanto à materialização de riscos trazem um efeito positivo no desempenho financeiro e para a sustentabilidade dos planos de benefícios no longo prazo”.

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Ele destacou ainda o destaque dado pela Previ à integridade como um de seus valores corporativos. “O que normalmente se vê dentro do ‘G’ de Governança, na Previ entendemos que precisava ser tratado com um olhar específico. Por isso adotamos a expressão ASGI, em que o ‘I’ trata de integridade”.

A incorporação da integridade se dá de forma institucional e orgânica na Previ. O Programa de Integridade da Entidade, criado em 2014 e revisado em 2017, conta com o apoio da alta gestão e inclui a definição de normas claras, como o código de ética e o manual de conduta, ações de comunicação e treinamento para os funcionários. Além desses fatores, o programa tem ainda pilares relacionados a auditoria e monitoramento, mapeamento e avaliação de risco e canal de denúncias com garantia de anonimato.

Como forma de buscar difundir as melhores práticas sobre integridade, o PRI formou em 2019, em parceria com 35 investidores signatários nacionais e internacionais, o Grupo de Trabalho Brazil anti-corruption engagement. O Grupo é presidido pela Previ e tem como objetivo estimular o desenvolvimento do tema em empresas de mercado. Para isso foram selecionadas 19 empresas de capital aberto, de diferentes setores, cujos representantes estão participando de entrevistas de engajamento em melhores práticas de integridade.

Ao final da reunião, o representante do PRI nas Américas, Chris Fowle, fez um balanço dos avanços da iniciativa no ano passado e destacou projetos e ações a serem desenvolvidos em 2020. Em sua visão, pensar em investimento responsável e nos critérios ASG é cada vez mais urgente para a sociedade e o mercado. “Estamos enfrentando uma crise climática e é imprescindível um ano de ação para ajudar a mitigar os efeitos das mudanças climáticas em todo o mundo. Como signatários do PRI, o papel que você desempenha individual e coletivamente na realização dessa ambição – e de maneira mais ampla na formação de mercados de capitais sustentáveis – é gigante”, afirmou.

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