Notícias e Publicações

Notícias

21/12/2015

Olha o trem

Uma viagem nos trilhos para explicar sobre as reservas da PREVI.

Recentemente, falamos sobre reservas da PREVI e sobre as novas regras de solvência definidas pela Previc, que é o órgão regulador dos fundos de pensão. Explicar alguns termos técnicos como duration, por exemplo, não é tarefa das mais fáceis. Mas vamos tentar novamente deixar tudo mais claro, desta vez usando uma metáfora bem simples: uma viagem de trem.


Imagine que todos nós, associados da PREVI, vamos fazer uma viagem longa de trem. Durante o trajeto, vamos atravessar desertos, terrenos acidentados, campos férteis, florestas. Enfim, paisagens bem diferentes entre si. Algumas belas e tranquilas; outras mais inóspitas.

A estação de partida dessa viagem é o balanço anual da PREVI e o destino final é o natural fim do Plano 1 lá na frente. Nós temos um mapa aproximado do percurso, que são nossas projeções contidas na politica de investimentos atualmente aprovada para 2016/2023, e também sabemos que há diversos pontos de controle e de reabastecimento.

Ou seja, não precisamos viajar com excesso de bagagem, carregando peso demais, e muito menos recarregar o trem desnecessariamente, só porque estamos passando por um deserto no momento, por exemplo. Para que a viagem corra bem, temos que seguir com os suprimentos necessários e alguma margem de segurança para encararmos os imprevistos - até a próxima estação, onde reabastecemos o trem com os recursos que precisamos.

Agora, vamos trazer este trem para o mundo da previdência complementar:

Qual o diário de bordo do trem? É o balanço anual, onde estão refletidos o quanto temos de suprimentos naquele momento (ATIVOS) e o quanto seria necessário para viagem (PASSIVO).

Qual é a quantidade de suprimentos necessária para o trem cumprir a jornada completa? É a Reserva Matemática, contida no passivo, ou seja, os recursos necessários para pagar os benefícios ao longo de todo o caminho.

Qual a distância a ser percorrida e o tempo estimado? É o período em que estimamos que o Plano 1 irá se extinguir, por volta de 2080, quando todos os associados e pensionistas já terão falecido.

Qual é a velocidade do trem? É a Duration, ou seja, uma métrica que calcula a Duração Média do Passivo. A duração do passivo é uma métrica que corresponde à média dos prazos dos fluxos futuros de pagamentos de benefícios de determinado plano, líquidos de contribuições incidentes sobre esses benefícios, ponderada pelos valores presentes desses fluxos No caso da PREVI, o resultado dessa fórmula complexa é de 12,4 anos.

Qual a provisão de suprimentos para a viagem? Os recursos que temos para a viagem estão no nosso Balanço Anual. São nossos Ativos em renda variável, renda fixa, imóveis etc. 

Qual a quantidade mínima de suprimentos que eu preciso carregar em cada trecho da viagem? É a Duration menos 4. Ou seja, no caso da PREVI, com base no balanço de 2014 seria, 8,4% de todos os nossos compromissos (Reserva Matemática). Esse seria o "déficit" admitido sem a necessidade de que os passageiros façam compras de suprimentos (aporte). Somente se por acaso, durante o percurso do trem, o déficit superar esse limite (suprimentos mínimos necessários), é que os passageiros teriam que fazer aporte para equilibrar novamente a quantidade mínima de suprimentos.

Qual o volume máximo permitida de carga? O trem pode carregar a Duration mais 10%. No caso, da PREVI algo em torno de 23% dos nossos compromissos. Esse seria o "superávit acumulado" admitido sem a necessidade de descarregar o trem e dividir os suprimentos com os associados (distribuição do superávit)

Muito bem, sabemos que as condições da viagem neste momento não estão as melhores. Atravessamos um terreno árido agora. Mais adiante o nosso mapa aponta que há pontos de reabastecimento de suprimentos e melhores condições de viagem. Estamos monitorando e conduzindo o trem nos trilhos, sem riscos de descarrilamento. A PREVI segue em frente. Aproveite a viagem.