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06/03/2020

Plano 1 em equilíbrio

Rentabilidade do plano em 2019 foi de 10,55%, acima da meta atuarial de 9,71%

O resultado do Plano 1 em 2019 foi positivo em R$ 968,32 milhões, com uma rentabilidade dos investimentos de 10,55%, superior à meta atuarial apurada no período, de 9,71%. Após o impacto de R$ 5,11 bilhões da revisão das premissas atuariais, o resultado do exercício ficou deficitário em R$ 4,15 bilhões. Ainda assim, o resultado acumulado continua positivo em R$ 2,38 bilhões, com a utilização de parte do resultado superavitário de 2018, de R$ 6,52 bilhões.

A meta atuarial é um indicador fundamental na gestão dos investimentos de um plano previdenciário de benefício definido, como o Plano 1, já que ela estabelece o percentual mínimo que o plano precisa rentabilizar para ficar em uma situação de equilíbrio. Desde janeiro de 2020 a meta do plano passou de 5% + INPC para 4,75% + INPC. Com o cenário econômico de taxa de juro baixa e redução da rentabilidade de investimentos em renda fixa – especialmente títulos públicos – a mudança trouxe mais segurança para o Plano 1. 

Equilíbrio

O Plano 1 terminou o ano com R$ 196,1 bilhões em ativos totais e 112.190 associados – desses, 92,9% já estão em fase de recebimento de benefício. Um plano maduro como o Plano 1 requer menos risco e mais liquidez. O equilíbrio atuarial é um dos objetivos da Previ – em que a rentabilidade das aplicações é equivalente à meta atuarial, o que permite o cumprimento do contrato previdenciário.

O resultado acumulado de R$ 2,38 bilhões do Plano 1 passa a constituir a reserva de contingência – um colchão de recursos que ajuda a proteger o plano contra eventos futuros e incertos. De acordo com a legislação vigente, o Plano 1 só voltaria a distribuir superávit se tivesse um resultado positivo acumulado acima de R$ 35,68 bilhões por três anos consecutivos.

Desempenho

Os segmentos que tiveram melhor rentabilidade foram os investimentos estruturados, com um desempenho no ano de 30,19%, e de investimentos no exterior, de 29,44%.

O desempenho dos investimentos conjugado com a boa gestão da liquidez viabilizaram o adequado cumprimento dos compromissos junto aos associados. Em 2019 foram pagos R$ 12,6 bilhões em benefícios.

Um ponto de destaque dos investimentos em renda variável foi o desempenho da empresa Neoenergia, que realizou oferta pública inicial de ações (IPO) em junho de 2019 e apresentou valorização de 57,76% em seus papéis desde então.

Confira a rentabilidade dos ativos do Plano 1, por segmento:

Segmento Rentabilidade acumulada Alocação Alocação (em % da carteira)
Renda variável 7,57% R$ 90,76 bilhões 47,46%
Renda fixa 12,97% R$ 83,15 bilhões 43,48%
Investimentos imobiliários 12,75% R$ 10,56 bilhões 5,52%
Investimentos estruturados 30,19% R$ 1,12 bilhão 0,58%
Investimentos no exterior 29,44% R$ 209,81 milhões 0,11%

Mudança de velocidade

O objetivo estratégico do Plano 1 (“Balanceamento da gestão de ativos e passivos visando ao equilíbrio”) foi mantido em 2019 e subsidiou as principais decisões de investimento do ano. Entre elas a diminuição na velocidade do desfazimento da renda variável, já prevista na Política de Investimentos para o ciclo 2020-2026, divulgada em dezembro do ano passado. A mudança, derivada do cenário atual de juro baixo, não altera a estratégia de desconcentração e rebalanceamento da carteira.

O conceito de desinvestimento líquido permaneceu, mas foi expandido. Além de realocar parte dos recursos levantados em novas companhias com expectativa de valorização – como já aconteceu com a participação da Previ nas ofertas públicas de ações (IPO) de BR Distribuidora, Hapvida e Magazine Luiza –, também serão realizados investimentos em outros segmentos. A Previ selecionou gestores para investimentos em fundos imobiliários e multimercado. A Política de Investimentos do plano também aumentou a alocação permitida para investimentos no exterior, que passou de 0,1% para até 1,5% do total do portfólio.