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27/11/2019

Por que a integridade e os controles internos são fundamentais para a sustentabilidade da Previ?

Seminário de Controles Internos debateu modelos e tendências que fortalecem a governança corporativa e a gestão de riscos na Entidade e no mercado.

A Previ promoveu na última quinta-feira, 21/11, o Seminário de Controles Internos, que contou com palestras sobre melhores práticas em linhas de defesa e programas de integridade. Com a presença de funcionários da Entidade e do Banco do Brasil, integrantes do Comitê de Auditoria, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal da Previ, o evento incentivou o debate sobre práticas, experiências e tendências que fortaleçam a gestão de controles internos e a governança corporativa no setor de previdência complementar fechada.

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Na abertura, o presidente da Previ, José Maurício Coelho, destacou que a gestão dos controles internos é responsabilidade de toda a instituição. “Todo gestor tem de ter uma consciência muito grande da importância da primeira camada das três linhas de defesa, porque são vocês, funcionários, os primeiros responsáveis por essa gestão e os grandes disseminadores dessa cultura. São vocês que conhecem os processos, de que forma devem ser tratados e quais serão os controles necessários. O mundo tem mudado de forma muito veloz, por isso é tão importante reforçar a nossa cultura interna, os nossos sistemas de controles externos e internos e a nossa gestão de risco, para nos adaptarmos com sucesso”, afirmou.

Um modelo a seguir

Iram Alves de Souza, gerente executivo de Compliance em Gestão de Riscos e Capital da Diretoria de Controles Internos (Dicoi), falou sobre a estrutura organizacional da unidade do Banco do Brasil e como ocorre o processo de tomada de decisão. “A segregação de responsabilidades garante um sistema de controle adequado para mitigar conflitos de interesses. Já a estrutura de comitês descentraliza o processo decisório enquanto a decisão colegiada faz com que os executivos sejam envolvidos na definição de estratégias e propostas negociais. Mas a base fundamental está no nosso Modelo Referencial de Linhas de Defesa (MRLD), que tem se mostrado o mais efetivo e eficaz para gerenciar riscos e controles”, declarou.

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Na sequência, o auditor-chefe da Previ, Marcos Alexandre Teixeira, reforçou a importância de estar atento às três linhas de defesa e como um modelo sólido é fundamental para incentivar o comportamento de controle. “O controle é um indutor de comportamento para estimular o que mais quero na instituição e inibir o que não desejo. A partir do que medimos em riscos e falhas operacionais, perdas financeiras e outros indicadores, vemos qual padrão existe e como aprimorar a nossa atuação. Por isso, o aperfeiçoamento do trabalho da Auditoria é uma atividade constante e necessária”, concluiu.

A visão dos conselhos e do Comitê de Auditoria

Em sua apresentação, o conselheiro deliberativo da Previ, Carlos Renato Bonetti, falou sobre as cinco forças principais que estão promovendo mudanças na gestão de riscos e controles internos. “As instituições estão sendo desafiadas a evoluir suas ferramentas e modelos. O ambiente regulatório, a pressão da economia, os avanços tecnológicos, os novos riscos emergentes e a transformação das forças de trabalho fazem com que seja necessário repensar a forma como atuamos hoje para atingir um nível de evolução na excelência dos controles internos”, afirmou.

Rosalina Ferreira Amorim, conselheira fiscal da Previ, destacou a importância da existência e da atuação do Conselho Fiscal na essência da Previ, definida em seu Estatuto. “É imprescindível termos controles mais integrados com os processos de negócio para garantir uma melhoria contínua dos processos e da eficiência operacional da Previ, bem como uma melhor atuação das três linhas de defesa e da gestão de risco. A preocupação da Previ em ter um Conselho Fiscal que exerça o controle interno, fiscalize e emita relatórios e compartilhe informações com o Comitê de Auditoria mostra seu compromisso com a integridade e a transparência”.

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O Comitê de Auditoria (Coaud), implantado na Previ em dezembro de 2018 e representado no evento por Renato Chaves, tem como premissas de atuação a interação contínua com a Auditoria Interna e as demais gerências da Previ, além do contato frequente com os auditores externos e do alinhamento entre Diretoria e Coaud. “Essa dinâmica é importante para que possamos fortalecer a cultura de controles internos na Entidade e ter o Coaud reconhecido como uma efetiva linha de defesa. Com as recomendações feitas pelo Comitê, queremos também aprimorar processos, controles internos e políticas corporativas para garantir a integridade da Previ”, finaliza.

A integridade que faz diferença


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O Programa de Integridade do BB, apresentado por Paulo Henrique Abreu Moreira, gerente de soluções da Diretoria de Segurança Institucional do Banco (Disin), tem como fundamentos políticas internas sólidas que conferem mais segurança aos processos e visam o equilíbrio da gestão de riscos e de incidentes. “Quando identificamos procedimentos sensíveis à integridade, como compras, licitações, fusões, aquisições, por exemplo, podemos ver quem é o possível agente da ameaça, qual é essa ameaça, qual a nossa vulnerabilidade e qual a probabilidade de ela acontecer. A partir disso, analisamos os possíveis impactos, quem é o elo vulnerável e como mitigar esses riscos. Com essa dinâmica, aprendemos que a transparência, o comprometimento da alta administração, a existência de canais de tratamento de denúncias e uma gestão atuante que monitore o risco são vitais para garantir a integridade do BB”, relata Paulo Henrique.

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Rafael Castro, gerente executivo da Gerência de Controles Internos da Previ (Conin), falou sobre o Programa de Integridade da Entidade, criado em 2014, a partir da Lei Anticorrupção nº 12.846/2013, que tem como base nove pilares: apoio da alta gestão; normas claras (como Código de Ética, Guia de Conduta, Política de Integridade e o Controle Disciplinar); comunicação e treinamento; auditoria e monitoramento; mapeamento e avaliação de riscos; canal de denúncias; iniciativas externas anticorrupção; due diligence; e estratégia de investimento anticorrupção.

Rafael destacou a solidez do Programa e a participação da Previ nos Princípios para Investimento Responsável (PRI) como referência estratégica para o mercado. “A ética e a preocupação com a segurança e a integridade precisam estar intrínsecas à cultura e fazerem parte do nosso cotidiano, das nossas relações de trabalho, do nosso comprometimento com a missão de pagar benefícios aos associados. A Previ, enquanto investidora institucional, incentiva seus públicos de interesse e o mercado a adotarem melhores práticas de gestão a partir de diretrizes relacionadas à ética e à integridade, que devem ser observadas na gestão dos investimentos”.