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04/09/2019

Previ participa de Seminário de Investimentos da Abrapp

Evento teve apresentações do chefe de gabinete Marcelo Coelho e do gerente executivo Ivan Schara

Nos dias 27 e 28 de agosto a Previ participou do Seminário “O Desafio da Gestão de Investimentos”, realizado pela Abrapp em São Paulo. No evento, que contou com a presença de 350 pessoas, foram debatidos temas como gestão de riscos, governança, rentabilidade, sustentabilidade, investimentos no exterior e imobiliários, entre outros.

O seminário proporcionou reflexões sobre o momento atual, em que as entidades fechadas de previdência complementar formulam suas políticas e estratégias de investimentos; incentivou debates sobre o cenário econômico e seus impactos na alocação de ativos; e, finalmente, analisou os desafios particulares das entidades no que se refere ao ambiente regulatório e fiscalizador.

A Previ foi representada no evento por Marcelo Coelho, chefe do Gabinete da Presidência, e por Ivan Schara, executivo na Gerência de Administração de Participações Imobiliárias. Marcelo participou do painel “Discussões atuais na gestão de riscos e governanças de investimentos”, durante o qual falou sobre a importância da autorregulação, governança e possíveis aprimoramentos na Resolução CMN 4.661, publicada em 25/5/2018, que dispõe sobre as diretrizes de aplicação dos recursos garantidores dos planos administrados pelas entidades fechadas de previdência complementar.

“Uma das principais preocupações trazidas pela Resolução foi a vedação de investimentos diretos em imóveis e o prazo de 12 anos para adequação do estoque da carteira. Acreditamos no desenvolvimento do mercado de Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) e que ele ainda terá um tamanho e um volume adequados para desenvolver o papel esperado. Mas ainda entendemos que o segmento de imóveis com gestão realizada diretamente pela entidade tem potencial de rentabilidade acima das metas atuariais e poderia representar uma boa alternativa de alocação de recursos diante dos desafios impostos pelo atual cenário macroeconômico”, disse.

Marcelo também explicou que, para a Previ, gerir a própria carteira imobiliária custa menos da metade da menor taxa de administração dos FIIs existentes no mercado. “A transferência compulsória representará mais que uma duplicação do custo atual em desfavor dos próprios participantes, o que demonstra uma incompatibilidade dessa obrigação com o necessário dever fiduciário que a Previ tem em relação aos associados”, explicou.

Marcelo Coelho, chefe do Gabinete da Presidência

O gerente executivo Ivan Schara apresentou o case de sucesso da Previ no segmento de imóveis, durante o painel “Investimento Imobiliário”. Ivan explicou que a Entidade fez o seu dever de casa e montou uma carteira imobiliária de R$ 10,5 bilhões, com ativos de alto padrão, muito bem localizados e bastante resilientes, o que propicia níveis de vacância inferiores aos benchmarks de mercado. Esclareceu que, para tanto, foi implementado um processo de reestruturação da carteira a partir de 2009, no momento mais adequado do ciclo imobiliário.

“Novas ferramentas de gestão foram colocadas em prática, com métricas bem delineadas, códigos e guias de conduta. Boa Governança, Certificação Ambiental, Mix Setorial e Geografia delimitada com base em PIB e nível de consumo foram diretrizes perseguidas durante um amplo processo de desfragmentação da carteira.  Em consequência, alcançamos ganhos de escala, o que permitiu dobrar a participação percentual da carteira nos investimentos da Previ. Era de 2,8% a participação dos imóveis no portfólio de investimentos da Entidade e hoje temos 5,38% no Plano 1 e 3,58% no Previ Futuro.”

Ivan Schara, executivo na Gerência de Administração de Participações Imobiliárias

A reestruturação implementada trouxe resultados bastante consistentes, observou. “Considerando a ciclicidade inerente ao mercado imobiliário, quando analisamos os resultados da carteira nos últimos 10 anos, de 2009 a 2018, obtivemos 407% de rentabilidade no Plano 1, o que supera consideravelmente a taxa atuarial de 189% no mesmo período, alcançando o maior patamar entre todos os segmentos da Entidade”. Os atributos mais significativos decorrentes de uma carteira de imóveis qualificada, segundo Ivan, são a previsibilidade de caixa, baixa volatilidade dos retornos, forte geração de renda e diversificação do risco decorrente do conjunto de contratos de locação.

 “Com relação ao momento atual do setor imobiliário, após um longo período de recessão econômica e sobreoferta de lajes corporativas, já começamos a perceber no mercado de São Paulo o início do aquecimento da demanda, com sinais de melhoria no valor de locação e, consequentemente, no preço dos imóveis”.