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06/02/2018

Quais os desafios dos FIPs no Brasil?

Investimentos Estruturados foram o tema de evento realizado por Previ, Petros e Funcef

Na última sexta-feira, 2/2, a Previ realizou em cojunto com a Petros e Funcef o seminário “Desafios e perspectivas para os FIPs no Brasil”, em que foi promovido o debate sobre a necessidade de aprimoramento na governança e legislação dos Fundos de Investimentos em Participações.


Os FIPs são compostos essencialmente por fundos de private equity, que visam captar recursos para o desenvolvimento de empresas promissoras, com potencial de crescimento e geração de valor aos acionistas no longo prazo. Como explica Gueitiro Genso, presidente da Previ: “Em um cenário em que as curvas de juros dos títulos públicos de longo prazo estão em queda, os FIPs se tornam uma alternativa importante para nós, investidores institucionais. Mas é necessário aprimorar o uso do instrumento, melhorar a governança e a regulação desse tipo de ativo e estimular o debate sobre o segmento, como estamos fazendo neste seminário”.

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Gueitiro abriu o evento falando sobre a importância da missão da Previ, que é pagar benefícios a todos nós, associados, de forma eficiente, segura e sustentável: “Nós, os dirigentes, recebemos o mandato dos investidores, que em nosso caso são os participantes. Como todo administrador que é designado para administrar recursos de terceiros, temos muita responsabilidade. O nosso investidor não é um investidor qualquer, é alguém que tem a expectativa de receber o benefício da aposentadoria, o que torna a nossa responsabilidade ainda maior. Esse é o alvo mais nobre da nossa missão. Para isso, gerenciamos diariamente o tripé risco, retorno e liquidez”, disse. Gueitiro também falou sobre como diminuir a meta atuarial pode proporcionar mais segurança: “Trazer a meta atuarial para um nível estrutural de longo prazo faz com que possamos pilotar a estratégia de desinvestimento com muito mais segurança. Em um cenário de taxa de juros baixas, isso é importante, porque os títulos públicos se tornam menos atrativos, não geram mais os mesmos resultados”, explicou. Confira as duas matérias publicadas pelo jornal Valor Econômico nesta segunda-feira, 5/2, sobre o evento: “Fundações reforçam governança” e “Previ vai retomar o equilíbrio”.

Os painéis apresentados no Seminário debateram o passado, presente e futuro dos FIPs no Brasil, com temas como “Experiências concretas e perspectivas dos fundos de pensão”, “Práticas internacionais em investimentos líquidos”, “Gestores, Administradores e Custodiantes: responsabilidades e desafios” e “Legislação: ampliando as oportunidades de investimentos em FIPs”. A partir da contribuição de visões de importantes agentes, tanto do setor de previdência complementar quanto do mercado financeiro, foi possível promover uma discussão em torno de aprimoramento e ajustes na estrutura, governança e arcabouço jurídico dos Investimentos Estruturados no país.

FIPs na Previ

Um dos destaques de rentabilidade em 2017 na Previ foram os Investimentos Estruturados, que tiveram até novembro do ano passado uma rentabilidade de 53,55% no Previ Futuro, o plano de contribuição variável da entidade. Um dos ativos dessa carteira é o FIP Caixa Barcelona, que teve um retorno de mais de 400% desde a sua criação, em 2013. Novos investimentos em FIPs não estão previstos na Previ para 2018, mas estão sendo realizados estudos para investimentos no segmento no médio prazo, quando a governança e a legislação deste tipo de investimento forem aprimorados. Atualmente, os ativos são responsáveis por 1,26% da carteira do Previ Futuro e 0,59% do Plano 1, o plano de benefício definido da entidade.