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14/12/2017

Em sincronia

Revisão das Políticas de Investimentos têm cronograma de processos vinculados aos Planejamentos Estratégico e Tático da Previ.

 

As Políticas de Investimentos da Previ foram revisadas. Os documentos, que são considerados balizadores da governança da entidade, norteiam a gestão dos ativos dos planos de benefícios de 2018 até 2024. A grande novidade desta revisão, que não teve alterações de direcionamento, é a vinculação do cronograma das Políticas aos processos dos Planejamentos Estratégico e Tático da Previ.

O diretor de Planejamento Marcus Madureira explica: “Os Planos Estratégico e Tático trazem os objetivos da Previ, com os direcionamentos que a entidade irá trilhar no futuro. Esses documentos precisam estar refletidos nas Políticas de Investimentos. O casamento dessas ações fortalece a entidade”. O diretor de Investimentos Marcus Moreira complementa: “A integração entre esses documentos é uma evolução no processo. O Planejamento Estratégico se torna um indutor das Políticas, assim como as Políticas também induzem a discussão do Planejamento Estratégico. É um ciclo”.

Rebalanceamento da carteira do Plano 1

As alocações de investimento do Plano 1 sofreram pequenas alterações. A renda variável, que tinha um limite mínimo de 41,75% e máximo de 49,75%, agora tem um intervalo de 43,90% a 51,90%, enquanto a Renda Fixa passou de 39,85% a 47,85% em 2017 para 38,20% a 46,20% em 2018.

Apesar da alocação máxima de Renda Variável ter aumentado, a tendência de desinvestimento dessa classe de ativos permanece, como explica o diretor de Investimentos Marcus Moreira: “A estratégia de migração da Renda Variável para a Renda Fixa é a mesma, a velocidade de execução que mudou. É necessário analisar a conjuntura para perseguir o resultado, e estamos em um cenário de redução da taxa de juros. Mas no longo prazo continuaremos aumentando nossa fatia de renda fixa e diminuindo a de renda variável, paulatinamente”.

Moreira também ressalta que aumentar a alocação de Renda Variável não significa aumentar a exposição, já que o risco de concentração desse tipo de investimento está sendo mitigado com o rebalanceamento da carteira e aumento da diversificação: “A grande mudança reforçada nessa Política é a forma de diminuir a exposição em renda variável. Tínhamos uma visão de desinvestimento somente como venda de participação, mas introduzimos um conceito que chamamos de desinvestimento líquido. O objetivo é diminuir a composição da carteira, mas também diminuir o risco. Após muitos anos, passamos novamente a ser compradores de renda variável de ativos que não tínhamos na carteira. Podemos eventualmente diminuir a exposição só vendendo ativos, ou vendendo mais e comprando um pouco. Por exemplo: se temos de vender R$ 5 milhões, podemos vender esse valor diretamente ou vender R$ 7 milhões e comprar outros R$ 2 milhões de outros ativos. A consequência é uma alteração do mix da carteira, visando desconcentrar e consequentemente reduzir o risco. A Previ deixa de ser mais relevante em fatias maiores das empresas, mas ganha em diversificação. Queremos estar presentes em mais empresas, com uma fatia menor, diminuindo um pouco a nossa importância no processo de governança e no processo de participação via conselho, porque entendemos que o Plano 1 já atingiu a maturidade e essa estratégia já atingiu o seu dever”.

Análises setoriais

Outro fator determinante no rebalanceamento da carteira é o aprofundamento da análise setorial que aconteceu nessa revisão das Políticas, como explica Marcus Madureira: “Para deixar o portfólio do Plano 1 mais líquido, condizente com um dos objetivos estratégicos da Previ e com a maturidade desse plano de benefícios, aprofundamos as análises setoriais. Selecionamos diversos indicadores e criamos mapas para identificarmos quais são os setores mais promissores para investirmos, como saúde e educação”.
As análises setoriais serão revisadas trimestralmente pelas diretorias de Investimentos, Participações e Planejamento, que trabalharão em conjunto, em vez de serem revisadas anualmente, junto com o restante das Políticas: “O objetivo é que a metodologia utilizada não fique estanque ao longo do ano, para analisarmos o que mudou na conjuntura e fazer o casamento entre os olhares de risco, de mercado e de governança, o que ajuda no rebalanceamento da carteira de investimentos”, disse Madureira.

Previ Futuro

A Política de Investimento do Previ Futuro, o plano mais jovem da entidade, dá ênfase para a maximização do retorno do benefício, um dos objetivos estratégicos da Previ. Nesse plano, que é de Contribuição Variável, os associados participam mais ativamente da gestão, já que podem decidir o quanto de risco querem correr ao escolher um perfil entre quatro opções diferentes: Conservador (0% em renda variável); Moderado (0% a 20%); Arrojado (20% a 40%) e Agressivo (40% a 60%). A Política do Previ Futuro recomenda que se aumente ainda mais o investimento em projetos de Educação Previdenciária, que ajudam os participantes a escolher ativamente seus perfis, influenciando diretamente em suas estratégias de acumulação de recursos.
As alocações do Previ Futuro foram mantidas, com um intervalo de 0% a 60% para Renda Variável e de 21% a 95% para Renda Fixa. A Política de Investimento do PREVI Futuro também começa a olhar para a administração dos recursos na fase de pagamento de benefícios. A decisão de incluir uma estratégia específica para essa parcela de recursos é uma forma de preparar a gestão dos ativos para uma nova realidade nos próximos anos, enquanto o Plano está na fase de acumulação. Hoje, são mais de 85 mil participantes ativos no PREVI Futuro, e pouco mais de 1,5 mil aposentados e pensionistas. Mas a tendência é que o número de beneficiários aumente nos próximos anos, à medida que mais associados atinjam condições para a aposentadoria.

Investimentos Estruturados

Não estão previstos nas Políticas novos investimentos em Fundos de Investimento em Participações (FIPs) em 2018. Para Marcus Moreira, “FIP é uma alternativa interessante em um cenário de diminuição da taxa de juros, mas é necessário aprimorar o uso do instrumento, melhorar a governança e a regulação desse tipo de ativo, estimular o debate sobre o segmento para poder voltarmos a investir”, explica, acrescentando que durante 2018 serão realizados estudos para investimentos em FIP no médio prazo. O Segmento de Investimentos Estruturados foi um dos principais destaques de rentabilidade em 2017, com um rendimento até outubro de 23,53% no Plano 1 e de 49,68% no Previ Futuro. A alocação no segmento de Investimentos Estruturados ainda é pequena, correspondendo a 0,56% do total do Plano 1 e a 1,25% do Previ Futuro.

Integridade

Uma das novidades entre as diretrizes das Políticas de Investimentos este ano é a inclusão da Política de Integridade. Se, nas versões anteriores da Política, eram analisados os instrumentos de governança tradicionais na avaliação de ativos para aquisição, no ciclo 2018-2024 também é levado em consideração se a companhia tem um programa de integridade efetivo. Isso significa definir parâmetros mais rígidos de ética, integridade e cumprimento das leis nos investimentos da Previ e cobrar das empresas nas quais a entidade investe a adesão ao código de ética e o respeito às boas práticas de responsabilidade socioambiental. Desse modo, a Previ mitiga o risco de envolvimento em investimentos pouco transparentes, ao mesmo tempo em que fomenta um padrão ético elevado no mercado brasileiro.

Foco na missão

O referencial inicial na construção das Políticas de Investimentos é a missão da Previ, que para fortalecer o conceito do mutualismo, de “construir juntos”, foi alterada na última atualização do Planejamento Estratégico para “Garantir o pagamento de benefícios a todos nós, associados, de forma eficiente, segura e sustentável”. Os quatro objetivos estratégicos da Previ vinculados às Políticas de Investimentos 2018-2024 são “Fortalecimento na relação com associados e soluções adequadas a cada segmento”, “Gestão eficiente e eficaz”, “Balanceamento da gestão de ativos e passivos visando ao equilíbrio do Plano 1” e “Maximização dos benefícios e equilíbrio do Plano PREVI Futuro”.
As Políticas de Investimentos são instrumentos constantes para acompanhar a conjuntura. Monitoram não só as possíveis dificuldades que serão enfrentadas, mas também novas oportunidades. Também foram atualizadas as Políticas de Investimentos da Carteira de Pecúlios, a Capec, e do Plano de Gestão Administrativa, o PGA.