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09/03/2018

No equilíbrio: Previ inicia 2018 com superávit de R$ 1,3 bi

Rentabilidade acumulada em 2017 no plano de benefício definido da Previ foi de 14,85%, mais do que o dobro da meta atuarial no período.

 

O ano de 2017 foi marcado pelos primeiros sinais de recuperação da economia brasileira, depois de um período especialmente turbulento para o país. Após dois anos seguidos de recessão, a taxa de crescimento voltou a apresentar números favoráveis, que refletiram no resultado dos dois planos de benefícios da Previ. O Plano 1, de benefício definido, terminou o ano com um resultado positivo de R$ 9,6 bilhões e uma rentabilidade de 14,85%. O Previ Futuro, plano para os associados que ingressaram a partir de 1998, teve rentabilidade de 14,97%. A meta atuarial no mesmo período foi de 7,17%.

Equilíbrio Atuarial em 2018

Mesmo com o cenário político-econômico conturbado desde 2015, o Plano 1 da Previ teve resultados positivos em 2016 e 2017. E o ano de 2018 já trouxe boas notícias: em janeiro o plano retornou ao equilíbrio atuarial, e está com um superávit acumulado de R$ 1,3 bilhão. O déficit de 2015, no valor de R$ 16,1 bilhões, ficou definitivamente para trás. Os números mais uma vez comprovam que os ativos da Previ são sólidos, fortes e resilientes, compostos por empresas da economia real, de setores produtivos e que investem vultosos recursos em seus negócios.

A Previ, que sempre utilizou critérios rigorosos em seus investimentos, elevou ainda mais a régua em 2018. As Políticas de Investimentos, que norteiam a gestão dos ativos dos planos de benefícios por um ciclo de sete anos, agora têm os seus cronogramas vinculados aos processos de Planejamentos Estratégicos e Táticos da Previ, que trazem os direcionamentos que a Entidade irá trilhar no futuro. Outra novidade foi a incorporação do Programa de Integridade, que passou por uma revisão em 2017, nas Políticas de Investimentos. Também foi criado um Rating de Governança, que será implementado em 2018. Os investimentos serão avaliados por padrões rígidos. Antes de comprar um ativo, a Previ realizará uma análise em que levará em conta diversos pontos, como transparência, órgãos de governança e controle, responsabilidade socioambiental e se a companhia possui um Programa de Integridade efetivo.

Desinvestimento líquido

Depois de uma recessão que provocou uma queda no Produto Interno Bruto (PIB) entre 2014 e 2016, em 2017 a economia brasileira mostrou os primeiros sinais de recuperação. Entre as notícias positivas, registraram-se o início da recuperação do mercado de trabalho, a inflação em acentuado viés de baixa e um recuo histórico na taxa básica de juros (Selic), que chegou a 7% no fim do ano. A redução diminuiu a rentabilidade das aplicações em títulos públicos. Essa queda fez com que, de modo geral, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar procurassem uma maior diversificação em suas carteiras. A Previ é uma delas: apesar de um leve aumento nos limites de alocação em Renda Variável do Plano 1, de um intervalo que variava entre  o mínimo de 41,75% e máximo de 49,75% para um de 43,90% a 51,90%, a tendência em 2018 é diminuir a exposição da carteira, com um rebalanceamento e aumento da diversificação. O conceito, chamado de desinvestimento líquido, é simples: ao vender participações, a Previ realoca parte dos recursos levantados em novas companhias com expectativa de valorização, bom fluxo de dividendos e elevados padrões de Governança Corporativa. Em 2017, essa estratégia de desconcentração já entrou em prática, com a liquidação da CPFL Energia e compra de ações da BR Distribuidora.

Redução das taxas de juro podem refletir na meta atuarial

A meta atuarial corresponde à rentabilidade mínima que os investimentos precisam atingir para o cumprimento das obrigações assumidas pelo plano. Na Previ ela é formada pelo INPC + 5% ao ano, ou seja, estima-se que em um ano os investimentos tenham rentabilidade de 5% acima da inflação.

O objetivo de reduzir a meta é tornar o plano mais sustentável no longo prazo. Com a redução dos juros e consequente menor atratividade dos títulos públicos, restam poucas alternativas com baixo risco que possibilitem rendimento acima da meta atuarial. Diminuir a meta é trazê-la para um nível estrutural de longo prazo, o que possibilita que a estratégia de desinvestimento do Plano 1 seja realizada com muito mais segurança.

Mais Liquidez

Em um plano com o nível de maturidade do Plano 1, em que cerca de 90% dos associados já se aposentou, é preciso ter mais liquidez e menos risco. A renegociação do acordo de acionistas da Vale, o mais importante movimento do ano em renda variável, refletiu essa diretriz. Ao final de 2016, o Plano 1 detinha 15,50% de participação na Vale por meio da Litel (holding que concentra as participações externas na Vale). Esse percentual estava avaliado em R$ 24,2 bilhões.

A migração da companhia para o Novo Mercado, o segmento de mais elevadas práticas de governança corporativa da B3, trouxe boas perspectivas. Após a reestruturação, que resultou na operação de troca de ações preferenciais por ordinárias e a incorporação da Valepar, ocorreu incremento da participação da Previ em 1,70%, sem desembolso de caixa. Com isso, a participação indireta do Plano 1 na Vale passou a ser de 17,20%.

A renegociação do acordo de acionistas da Vale também está em consonância com um dos objetivos estratégicos do Plano 1, “Balanceamento da gestão de ativos e passivos visando ao equilíbrio do Plano 1”.

Maximização do Benefício

Outro objetivo estratégico da Previ é “Maximização dos benefícios e equilíbrio do plano Previ Futuro”, que visa assegurar aos participantes as informações e condições necessárias para a formação de suas reservas previdenciárias, de forma consciente e em linha com seu perfil de risco. No Previ Futuro, o valor da aposentadoria dos associados depende fundamentalmente do volume de recursos acumulados durante a vida laboral. Eles precisam conhecer cada vez mais sobre o plano, porque participam ativamente do processo.

O trabalho de educação previdenciária é importante para que esses participantes tenham em mãos as ferramentas adequadas para fazerem as escolhas certas. Em março a Previ disponibilizará mais um instrumento para que os associados possam participar ativamente da gestão de seus recursos: um novo simulador, em que cada associado poderá, com base no tripé contribuição, tempo e rentabilidade, calcular em diversos cenários o que é necessário para atingir o seu benefício alvo.

Em 2017 as contribuições facultativas exclusivas dos participantes, conhecidas como “2C”, ficaram isentas da taxa de carregamento. Essa isenção possibilita incrementar o saldo de conta individual e, consequentemente, o valor do benefício de aposentadoria, o que aumenta a atratividade dessa contribuição extra.

Outra ação realizada no último ano foi o aprimoramento dos perfis de investimento. Os associados do Previ Futuro tem à sua escolha quatro diferentes perfis, os quais variam o limite de exposição ao risco nas aplicações. A macroalocação de cada um deles foi alterada para as seguintes configurações: Conservador (0% de renda variável), Moderado (de 0% a 20% de renda variável), Arrojado (de 20% a 40% da renda variável)) e Agressivo (de 40% a 60% da renda variável). A definição de um perfil dá ao participante maior controle sobre a estratégia de investimentos aplicada a seus recursos e permite adequar a relação entre risco e retorno de acordo com o tempo de contribuição e a situação pessoal de cada um.

Governança e Transparência

Os efeitos negativos da crise político-econômica dos últimos anos foram mitigados na Previ, graças à governança robusta da Entidade. A aplicação diligente de documentos balizadores da gestão, como as Políticas de Investimentos e o Planejamento Estratégico, pavimentam o caminho e possibilitam que problemas conjunturais sejam enfrentados com lucidez e resiliência.

Outros pilares da governança da Previ são o estatuto, que especifica que todos os membros da administração precisam ser associados há no mínimo dez anos, o que resulta em uma gestão altamente comprometida; o modelo de paridade, em que Diretoria Executiva e os Conselhos Deliberativo, Fiscal e Consultivo têm metade de seus integrantes indicados pelo Banco do Brasil entre os seus funcionários da ativa, e a outra metade é eleita pelos associados; a Estrutura Segregada, em que as Diretorias têm separação de funções, em quem propõe não executa, e quem executa não controla ; e o Corpo Técnico qualificado, em que  os funcionários tem expertise nos mercados financeiro e previdenciário, cuidando não só da aposentadoria dos mais de 200 mil participantes, como das próprias.

A transparência também é um compromisso da Previ com os seus participantes, refletida no objetivo estratégico de “Fortalecimento na relação com os associados com soluções adequadas a cada segmento”. Em 2017 a Entidade lançou um aplicativo para celular, disponível em Android e iOS, que possui serviços de autoatendimento e continuará a ser aprimorado em 2018. Também foi lançado um Boletim de Desempenho, uma newsletter mensal com o resultado detalhado de cada plano, enviada para todos os associados e publicada no site da Previ.
O Relatório Anual da Previ, um documento que apresenta os mais relevantes fatos protagonizados pela Entidade durante o ano e presta contas a respeito do desempenho de seus planos de benefícios, será divulgado para todos os associados e stakeholders no mês de março, quando também começam a ser realizadas apresentações de resultado por todo o país, com a presença da Diretoria Executiva.

Para a Previ, ter uma gestão eficiente e eficaz também é uma necessidade constante. Queremos fazer mais, melhor e com menor custo, sempre focados em cumprir a nossa missão, de garantir pagamentos de benefícios a todos nós, associados, de forma eficiente, segura e sustentável.

Plano 1 em números em 2017

•  114.030 participantes
•  71,8% aposentados, 18,4% pensionistas, 9,8% ativos
•  14,85% de rentabilidade, superior à taxa atuarial do ano (7,17%)
•  R$ 146,6 bilhões de Reserva Matemática
•  R$ 12,22 bilhões pagos em benefícios

Previ Futuro em números em 2017

•  86.724 participantes
•  98,1% ativos, 1,0% aposentados, 0,9% pensionistas
•  14,97% de rentabilidade, superior à taxa atuarial do ano (7,17%)
•  R$ 12,08 bilhões em ativos totais
•  R$ 23,16 milhões pagos em benefícios
•  95% dos funcionários do BB empossados após 24/12/1997 são associados