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18/03/2016

PREVI tem déficit conjuntural em 2015, mas mantém solidez

Cenário econômico ruim, com inflação alta e bolsa em baixa, impacta tanto no passivo quanto nos ativos do Plano 1, que registra primeiro resultado negativo acumulado em mais de dez anos. Ambos os planos têm situação de solvência e liquidez sob controle.

Em um contexto que reuniu, do lado do passivo, um aumento substancial dos compromissos da Entidade, grande parte em função da elevação da inflação no período, e, do lado dos ativos, um mercado no qual foi muito difícil rentabilizar adequadamente os investimentos devido ao cenário econômico adverso, não seria surpresa se os planos de benefícios da PREVI, a exemplo da maioria dos fundos de pensão brasileiros, registrassem resultados negativos em 2015. A notícia ruim é que foi justamente isso que aconteceu. A boa é que os impactos desses resultados para os associados serão pequenos, e principalmente que se trata de um déficit conjuntural, uma vez que os ativos que compõem as carteiras de investimentos da PREVI são sólidos, compostos por empresas da economia real, de setores produtivos e que investem vultosos recursos em seus negócios – além de não haver investimentos em ativos de alto risco ou baixo potencial de retorno, como títulos de dívidas soberanas de países em crise ou bancos que deram default, por exemplo –, e que, portanto, têm potencial de recuperar ao longo do tempo seus valores de mercado habituais. Em outras palavras: estamos sob uma tempestade, mas a suportaremos bem, pois a Entidade tem alicerces sólidos e seguros.


Após anos de sucessivos superávits, o maior e mais antigo plano de benefícios da PREVI sofreu com as adversidades econômicas em 2015 e registrou seu primeiro déficit acumulado na última década: R$ 16,1 bilhões. Que teria sido maior, segundo o presidente Gueitiro Genso, não fosse a gestão ativa dos investimentos, praticada há alguns anos pela Entidade, por meio da troca de papeis de renda fixa, compra e venda de ações e otimização da carteira de imóveis, entre outras medidas. “A diversificação na alocação dos recursos, calcada em políticas de investimentos com visão de longo prazo, reforça ainda mais a execução dessa gestão pautada pela constante leitura de cenários e projeções, em busca da antecipação aos movimentos do mercado e, assim, obter resultados superiores aos benchmarks e o mais próximo possível das metas” ressaltou o executivo.

 

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Para se ter uma ideia da oscilação do mercado, a título de exemplo, só nos três primeiros meses de 2016 - até 17 de março, dia da aprovação das contas de 2015 - a carteira de renda variável do Plano 1 marcada a mercado subiu cerca de R$ 5 bilhões.“Embora em momentos como o que enfrentamos em 2015 seja comum questionar a eficácia de uma estratégia mais agressiva de alocação em renda variável, os números comprovam que, em um horizonte de longo prazo, que deve orientar os investimentos das entidades fechadas de previdência complementar, se trata de uma escolha acertada”, completou Gueitiro. E os números comprovam sua afirmação: entre 2005 e 2015, enquanto a meta atuarial do Plano 1 rendeu 236,8% e o Ibovespa 65,5%, a rentabilidade do plano atingiu 275,9%.

Esse expressivo retorno foi o responsável por diversas melhorias no Plano 1, que proporcionaram revisões da tábua de mortalidade e taxa atuarial e culminaram na suspensão de contribuições e distribuição de benefícios especiais aos associados do Plano 1 entre 2006 e 2013, tais como a suspensão das contribuições por sete anos e o pagamento do Benefício Especial Temporário (BET) referente a quatro anos (2011 – retroativo a 2010 – a 2013), entre outros. E tudo isso, vale lembrar, em um ambiente econômico já adverso desde 2008 e com pagamento de benefícios regulares crescentes a partir de 2010. Somados, esses benefícios extraordinários ultrapassam os R$ 25 bilhões destinados a associados e ao patrocinador.

Queda de patrimônio e aumento da Reserva Matemática no Plano 1

Os dois principais fatores que causaram o déficit acumulado do Plano 1 ao final de 2015 foram o aumento da Reserva Matemática, que passou de R$ 122,1 bilhões em 2014 para R$ 135,9 bilhões impulsionada pelo INPC de 11,28% do ano passado, somado à queda dos ativos do plano, que eram de R$ 162,4 bilhões em 2014 e caíram para R$ 148,8 bilhões em 2015, resultado provocado essencialmente pelo desempenho negativo dos principais papéis da Bovespa no último exercício. As duas causas, somado ainda o aumento do volume de pagamento de benefícios no período para R$ 9,4 bilhões (recorde histórico para um ano), levaram ao déficit acumulado de R$ 13,9 bilhões, já considerado o ajuste na precificação dos títulos públicos federais que serão mantidos até o vencimento, conforme determina a Resolução CNPC nº 16, de novembro de 2014. Essa resolução determina que, em caso de déficit ou superávit, é necessário apurar a diferença entre a taxa negociada na data da compra do título e a taxa atuarial do plano. Essa diferença será deduzida ou acrescida ao resultado, se houver déficit, e deduzida da Reserva Especial relativa ao superávit. No caso do Plano 1, serão deduzidos R$ 2,22 bilhões do resultado negativo de 2015, já que a PREVI possui títulos com taxas maiores que a taxa atuarial, de 5%.

Já segundo a Resolução CNPC Nº 22, que determinou as novas regras de solvência em novembro do último ano, passam a ser objeto de planos de equacionamento apenas déficits que superem o limite calculado com base na duration (tempo médio de duração do passivo) de cada plano de benefícios, menos quatro anos. No caso do Plano 1, essa conta dá 8,1% da Reserva Matemática, o que corresponde a R$ 11 bilhões ao final de 2015. Assim, os associados do maior plano da PREVI e o patrocinador, o Banco do Brasil, arcarão com a recomposição da diferença entre o déficit ajustado e esse valor, de R$ 2,9 bilhões, apenas a partir de 2017, após o plano de equacionamento ser elaborado e aprovado ao longo de 2016. Contudo, já é possível afirmar que o impacto desse equacionamento será pequeno, uma vez que o pagamento pode ser realizado em até 18 anos e em função da quantidade expressiva de participantes do Plano 1, da ordem de 115 mil pessoas.

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PREVI Futuro registra resultado negativo de R$ 58 milhões e recorde de adesão

Detentor de um patrimônio de R$ 6,8 bilhões, o PREVI Futuro, plano de benefícios mais jovem e ainda aberto para adesão de novos participantes, também apresentou dificuldades para rentabilizar seus investimentos em 2015 e fechou o ano com um resultado negativo de cerca de R$ 58 milhões, coberto pelo Fundo de Gestão de Risco, constituído para fazer frente a oscilações dos ativos de investimento e do passivo atuarial do Plano e que tem valor atualizado de acordo com a variação da cota do Perfil PREVI. Assim, em função do resultado técnico no encerramento do exercício 2015, decorrente do desempenho dos ativos de investimento e da alteração das premissas atuariais, foi necessária a reversão do Fundo de Gestão de Risco - que tinha saldo de R$ 65 milhões - no valor de R$ 57,4 milhões para manutenção do equilíbrio do plano. Assim, não há déficit contábil no plano PREVI Futuro.

Como se trata de um plano de Contribuição Variável, e, portanto, tem uma lógica diferente da que vale para um de Benefício Definido como o Plano 1, o cálculo do resultado negativo é efetuado apenas sobre uma parte dos recursos, pois são consideradas somente as reservas da Parte 1 do Plano – que cobre o pagamento dos benefícios de risco como pensão por morte e aposentadoria por invalidez – e os benefícios concedidos da Parte 2 – que corresponde às rendas programadas de aposentadoria.

Por outro lado, a adesão dos novos funcionários do Banco do Brasil continua crescendo e bateu novo recorde em 2015, alcançando 95,3%. Somente no mês de dezembro, dos 148 funcionários empossados pelo BB, apenas um não se filiou ao PREVI Futuro. “Esses números mostram que os funcionários do Banco confiam na PREVI e reconhecem na Entidade um importante benefício, que garantirá a manutenção das suas rendas pós-período laboral”, destaca Gueitiro Genso.


Maior liquidez e manutenção da solvência norteiam estratégias para próximos anos

A PREVI vem buscando, por meio de suas participações em empresas, preparar seus ativos para uma maior necessidade de liquidez nos próximos anos, quando o volume de pagamento de benefícios tende a crescer. A Entidade procura evitar a concentração dos seus investimentos em poucos ativos, praticando a diversificação na alocação dos recursos, busca garantir a aderência desses investimentos ao seu fluxo de caixa e às políticas de investimentos dos planos de benefícios. Nesse sentido, vale destacar que a PREVI já está preparada para gerar um fluxo de caixa suficiente para continuar pagando os benefícios normalmente aos associados por muitos anos. A estratégia de longo prazo com o casamento entre ativos e passivos e mecanismos como a formação de um caixa mínimo – preparado para pagar benefícios pontual e integralmente por seis meses, mesmo no mais negativo dos cenários – garantem o cumprimento dos compromissos firmados com os participantes.

Por fim, nenhum dos aspectos inerentes à gestão de um fundo de pensão seria relevante se não houvesse uma boa governança corporativa. E nesse quesito, a PREVI tem um modelo de governança maduro e transparente, reconhecidamente um dos mais modernos entre previdências complementares do país.  Sua gestão é feita por funcionários do Banco do Brasil, participantes da própria PREVI há no mínimo dez anos. Portanto, são os próprios associados que cuidam dos seus benefícios, o que evidencia um grande comprometimento com a Entidade. As decisões de investimento da PREVI são pautadas por políticas e diretrizes bem definidas, que sempre buscam a remuneração adequada do capital no longo prazo. A boa governança corporativa é uma prática e militância da Entidade, com transparência na comunicação com seus públicos de relacionamento e foco na gestão responsável dos recursos para o pagamento dos benefícios atuais e futuros dos associados.

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