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29/05/2015

Educação Financeira: os tipos de despesas

Segundo especialista, para melhor controle, gastos podem ser separados em diferentes categorias.

Na hora de fazer a organização das finanças pessoais, alguns cálculos e registros podem ser feitos mais facilmente que os outros. Os custos com habitação, por exemplo, têm pouca ou nenhuma variação. Por outro lado, os gastos com energia elétrica ou telefone variam, enquanto despesas médicas podem ou não acontecer. 

O professor de finanças Fábio Gallo Garcia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), explica que há quatro tipos de despesas: fixas, variáveis, extras e adicionais. E todos devem estar atentos a cada uma delas para saber onde cortar quando necessário. 

Garcia explica que as despesas fixas têm o mesmo valor todos os meses. É o caso, além dos gastos com habitação, de determinados serviços como condomínio ou assinatura de plano de internet, entre outras. As despesas variáveis são cobradas mensalmente, mas variam de acordo com o consumo. As despesas extras são aquelas que aparecem sem programação e, para isso, devemos ter uma reserva para quitá-las. Por exemplo, quando há uma emergência de saúde. E, por fim, os gastos adicionais são aqueles que não precisam acontecer necessariamente – como aquilo que compramos por lazer.

“Tenho muitos gastos adicionais em meu dia a dia. Costumo sair com frequência, gosto de compartilhar esses momentos com amigos. Mas algumas vezes já tive que deixar de fazer isso para poder cobrir outros custos”, relata o funcionário público mineiro Airton Soares.

O professor Fábio Garcia afirma que a decisão de cortar os gastos adicionais é correta. Além disso, ele afirma que é uma boa ideia manter um controle destas despesas para que o orçamento se mantenha equilibrado.

“Quem tem o hábito de ir a bares ou cinema, não precisa deixar de ir. Mas passe a anotar por um, dois ou três meses tudo o que gasta nesses momentos e transfira para uma planilha. A partir daí, decida quanto vai gastar por mês em cada uma delas”, sugere.

Outra classificação

Garcia ensina, ainda, mais uma dica para facilitar o controle do orçamento a partir dos “tipos de despesas”. Ele recomenda que os gastos sejam divididos de acordo com as quatro primeiras letras do alfabeto:

“A” - alimentar – os gastos com alimentação devem ser planejados, e a família deve prever um valor máximo para essas despesas.

“B” - básico – são as despesas com água, luz, aluguel ou prestação da casa, coisas essenciais para manutenção da família.

“C” - contornável – são as coisas importantes que fazem com que a vida seja melhor, mas que na hora de uma emergência podem ser cortadas – como as despesas com lazer.

“D” - desnecessário – estas, sim, coisas supérfluas. Por exemplo, uma assinatura de uma revista que nunca é lida pelos membros da família.

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