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06/11/2015

Empreendedorismo na aposentadoria

Investir no próprio negócio é opção para quem quer ou precisa seguir trabalhando.

Para muitas pessoas, a aposentadoria é o momento de aproveitar a vida fora da rotina do trabalho. Mas também há aqueles que não querem deixar de lado o dia a dia corporativo. E, para essas pessoas, uma boa opção pode ser investir no próprio negócio, com a oportunidade de aumentar a renda familiar sendo seu próprio patrão. A experiência acumulada durante a vida profissional ativa pode ser o grande diferencial para o sucesso desses empreendimentos.

Segundo levantamento recente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), cerca de 7% dos empreendedores do Brasil têm idade superior a 55 anos. Outra pesquisa, essa feita pela empresa de consultoria Rizzo Franchise, mostra que mais de 20% das pessoas que buscam os investimentos em franquias estão nessa mesma faixa etária.

Para o consultor e palestrante Mauricio Schneider, que atua na área de empreendedorismo, o aposentado que deseja investir nessa área precisa ter duas características essenciais: a primeira é estar sempre atento para identificar as oportunidades. A segunda é trabalhar para criar um modelo de negócio a partir dessas oportunidades, colocando em prática aquilo que imaginou.

“Os empreendedores se diferem das outras pessoas pela capacidade de sonhar e ousar. O empreendedor acredita que sempre pode fazer mais e melhor. Ser empreendedor é arregaçar as mangas, suar a camiseta e fazer o negócio acontecer. E é preciso colocar a mão na massa, especialmente quando o negócio está iniciando”, afirma Schneider.

O consultor destaca que alguns levantamentos internacionais colocam o Brasil na terceira posição entre os países do mundo com maior percentual de pessoas empreendedoras. Entretanto, o país também tem uma das maiores taxas de mortalidade de empresas no planeta: mais de metade delas não resistem aos quatro primeiros anos. Mas, isso não deve desanimar os aposentados que desejam entrar para esse mercado.

“Para evitar o fracasso é preciso administrar de forma correta. Isso significa definir o aporte financeiro inicial, buscar aconselhamento profissional, investir em marketing, em equipe de vendas, ter um gerenciamento financeiro impecável, recrutar e capacitar as pessoas certas, criar e acompanhar um planejamento e muito mais. Na teoria as coisas podem parecer simples, mas muitas vezes são complicadas, por isso é preciso apoio qualificado”, complementa.

O planejamento, característica essencial para a gestão financeira familiar, também é fundamental no dia a dia das empresas. Schneider afirma que é preciso definir prioridades e prazos, além de saber quando e onde a empresa quer chegar.

A empresária Mari Gradilone, sócia-diretora da Virtual Office, empresa que presta assessoria a pequenos empreendedores, afirma que o mercado está cada vez mais competitivo, e que nos últimos anos houve mudanças no campo social, nos modelos de gestão e nos investimentos. Por conta dessa rotina de mudanças, o empreendedor precisa estar sempre muito atento ao mercado.

“É importante ter um time de bons talentos, para garantir uma retaguarda forte. Com mais de 20 anos de experiência à frente de um empreendimento que tem por missão prestar serviços e soluções para empreendedores e profissionais liberais, observo que muitos sonhos se perdem no caminho por falta de disciplina e capacidade de administrar os detalhes que permeiam o dia a dia. Um empreendedor precisa estar em sintonia com as novidades de seu setor, ser proativo e buscar saída para as dificuldades que vão surgindo”, conclui.