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18/12/2014

Empreendedorismo na aposentadoria

Levantamento do Sebrae mostra que 7% dos empreendedores brasileiros têm mais de 55 anos

 

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) revela que entre os 9,2 milhões de pequenos e micro empreendedores do país, 7% têm mais de 55 anos.

Para Luiz Barretto, presidente do Sebrae, as pessoas que se dedicam a empreender a partir do momento da aposentadoria podem trabalhar com uma atividade que efetivamente gostam: “A maioria dos aposentados busca se sentir útil, e com isso eles veem o negócio próprio como um complemento de vida. Portanto, não sentem a pressão e ansiedade pela qual os mais novos passam”, afirma.

O levantamento, chamado Global Entrepreneurship Monitor(GEM, ou Monitor Global de Empreendedorismo, em português), também mostrou que 71% das pessoas criam a própria empresa por oportunidade e não por necessidade. Entre os empreendedores acima dos 55 anos, porém, esse percentual sobe para 74%.

“Essa motivação faz com que o novo negócio seja um empreendimento mais qualificado, com uma gestão mais organizada e competitiva e, consequentemente, com mais chances de sobrevivência”, afirma Barretto.

O especialista em gestão empresarial Vinícius Nóbrega, professor da Faculdade Anhanguera em Ribeirão Preto, destaca que o desejo de empreender é muito comum entre os brasileiros de todas as idades, junto da conquista da casa própria e da realização de viagens.

“Melhoria da qualidade de vida, realização profissional, aumento da renda ou a subsistência. São muitas as razões para que cada vez mais pessoas no Brasil busquem o próprio negócio. No entanto, a caminhada para um empreendedor é árdua e depende de muita busca por informação, habilidade de planejamento, criatividade e disciplina”, afirma.

Nóbrega lembra que mais da metade dos novos negócios no Brasil não chega ao quinto ano de vida, e por isso é preciso estar pronto para encarar novos desafios. Para não fazer parte dessas estatísticas, é preciso construir estratégias que garantam o funcionamento do negócio em longo prazo: “Antes de começar, o empresário deve fazer um estudo minucioso do mercado. Informações sobre as características do produto são fundamentais para se desenhar uma boa estratégia. Além disso, é preciso avaliar o desempenho dos concorrentes antes de entrar em um mercado competitivo. Uma boa estratégia é tentar oferecer produtos e serviços que a concorrência não oferece”, ensina.