Plano 1

Matérias

12/06/2015

Mais PREVI: Reserva financeira para emergências é essencial

Dinheiro reservado deve ser usado apenas em caso de necessidade

Algumas situações podem surpreender até mesmo a mais precavida das pessoas. Quando estamos falando sobre planejamento financeiro, isso deve ser levado em conta. Assim, é essencial ter uma reserva de emergência - dinheiro que só será usado caso seja realmente necessário.

O educador financeiro Josué Ghizoni afirma que a referência para esta reserva deve ser a resposta à seguinte pergunta: "Se a partir de hoje você passasse a não receber mais nenhum dinheiro, por quanto tempo conseguiria manter seu padrão de vida?" O ideal, segundo o consultor, é que seja possível manter o padrão por pelo menos seis meses.

Segundo Ghizoni, a maioria das pessoas não consegue manter uma reserva deste tamanho, o que é um problema. Ele destaca que esse valor garante estabilidade - financeira e emocional - e segurança para enfrentar as adversidades.

"É preciso estar atento à possibilidade de imprevistos na vida, como enfermidades, doenças e necessidades urgentes. Caso a pessoa tenha esse dinheiro, pode encarar esses problemas mesmo em caso de perda do emprego, por exemplo", explica.

O consultor afirma, ainda, que não há um limite mínimo que deva ser poupado a cada mês para conquistar essa reserva. Ele explica que o planejamento e a organização de cada um vão determinar quanto será poupado.

"Uma pessoa que tem metas e objetivos claros sabe quanto precisa poupar a cada mês para atingi-los. Também sabe o valor de seus gastos mensais com as contas. Assim, consegue ter uma noção clara de quanto vai poder destinar para essa reserva. Quando o dinheiro não sobra, é preciso aprender a gastar menos", afirma.

Segundo o coach financeiro Luiz Dias, é comum entre os brasileiros não se preocupar devidamente com o planejamento financeiro. Por consequência, manter uma reserva emergencial também não é algo muito comum.

Dias concorda com a sugestão de que o mínimo de dinheiro que deve estar guardado para esta finalidade é o equivalente a seis meses dos gastos mensais. Para ele, esse montante garante segurança às pessoas.

"Eu chamo esse valor de 'colchão financeiro', que é algo que muita gente não tem. Em geral, os seres humanos são mais emocionais que racionais, ou seja: compram alguma coisa por que gostaram, e não por que precisavam. E não pode ser assim. Isso prejudica na hora de poupar", afirma.

Para Dias, mesmo os profissionais que têm estabilidade no emprego devem buscar essa segurança financeira. Ela é essencial, por exemplo, no planejamento para a aposentadoria, pois diminui a intensidade da preocupação com o dinheiro.

"O dinheiro que recebemos deve ser usado para pagar as dívidas e as contas mensais, para o lazer, mas também para o investimento, pensando no futuro. Isso garante a tranquilidade", complementa.