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21/11/2014

Fisioterapia na aposentadoria

Apoio fisioterápico pode ajudar os aposentados em suas atividades diárias.

 

Anos acumulados de dedicação ao trabalho até o merecido descanso. E agora, como se ocupar? A brusca mudança de rotina na vida do recém-aposentado é fato a ser comemorado. A mente pode agora focar em assuntos e temas que fogem de preocupações. E o corpo, desgastado por horas a fio em jornadas de trabalho por décadas, como fica?

Para lidar com as mudanças da melhor forma, da rotina e do corpo envelhecido, uma boa ideia é contar com o apoio de fisioterapeutas, e não apenas depois de ocorrerem problemas como as famigeradas quedas.

A fisioterapeuta Viviane Anacleto, especialista em gerontologia, afirma que a maior parte das pessoas que procuram o serviço dos fisioterapeutas é de pessoas idosas. Com as mudanças do corpo no processo de envelhecimento, eles buscam esse apoio para que possam manter uma rotina de vida normal sem que as dificuldades naturais impostas pelo passar dos anos atrapalhem o desenvolvimento das atividades. Viviane explica que a busca por esse apoio deve acontecer antes que ocorram problemas.

“É importante procurar a fisioterapia antes que haja limitações do corpo. Nesse momento, é possível fazer terapias em grupo, com projetos de dança ou exercícios. E o momento da aposentadoria é ótimo para isso, pois evita ociosidade e garante interação social, responsabilidade e rotina”, afirma.

Segundo Viviane, os programas de fisioterapia em grupo ainda são raros e estão restritos a entidades como as representações e sedes do Serviço Social do Comércio (Sesc). Apesar disso, é uma boa ideia buscar um fisioterapeuta para estabelecer um programa individual que pode garantir flexibilidade.

“O trabalho consiste em garantir a manutenção da força das pernas e dos braços para poder realizar atividades do dia a dia, como subir e descer escadas. Isso previne futuras deformidades e problemas e ajuda a garantir o bom funcionamento do organismo”, afirma.

A fisioterapeuta afirma que doenças como artrose e osteoporose, que aumentam o risco de fraturas, costumam aparecer por volta dos 60 anos. Portanto, é preciso estar atento a elas antes disso. “Não é preciso ter medo ou vergonha de procurar o fisioterapeuta para realizar atividades. O que não pode é parar. É preciso manter uma rotina na aposentadoria”, complementa Viviane.

O também fisioterapeuta Lucas Nogueira destaca que os profissionais da área atuam em três níveis: no primário, o objetivo é a promoção da saúde; no secundário, a intenção é prevenir problemas; e só no terciário vem a reabilitação, que, para muitas pessoas, é a função primordial desse tipo de atendimento.

“A fisioterapia é muito importante para o público de um modo geral, pois é uma ciência que trata não só o movimento, mas também o dia a dia, para que os movimentos sejam realizados de forma correta. O objetivo principal do fisioterapeuta é restabelecer as atividades da vida cotidiana e fazer com que a pessoa retome as atividades diárias, como tomar banho, se vestir corretamente, e até garantir sua inserção na sociedade, se for o caso”, explica.

Segundo Lucas, o fisioterapeuta pode ser um grande aliado do profissional aposentado, porque pode criar programas específicos para pessoas que passaram muito tempo sentadas durante a vida profissional e possam ter tido alterações posturais.

“Essas alterações podem causar disfunções. Além delas, há tendinite, questões como o excesso de movimentos repetitivos, doenças ósseas. É possível elaborar exercícios e programas para que as pessoas não tenham ou evitem esses problemas”, complementa.