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25/02/2016

Nem sempre é possível fugir de imprevistos

Reserva financeira deve ser dedicada para gastos inesperados.

O planejamento e a organização são essenciais para a saúde financeira de uma pessoa ou família. Entretanto, por melhor que tenha sido feito esse planejamento, ninguém está livre da possibilidade de ser surpreendido por imprevistos – sejam eles positivos, como a chegada de um bebê, por exemplo, ou negativos, como algum problema grave de saúde. Por isso, é fundamental ter uma reserva financeira para cobrir os gastos causados por esses imprevistos.

O consultor e analista financeiro Ricardo Pereira afirma que a manutenção de um fundo de reserva é uma necessidade. Ele afirma que todas as pessoas devem se fazer algumas perguntas: “caso você perca seu emprego, por quanto tempo conseguirá manter o padrão de vida?”, “seu plano de saúde pode cobrir todas as suas necessidades?” e “você seria capaz de manter seu plano de saúde caso esteja desempregado?” são algumas delas. A partir daí é possível ter uma noção sobre nossas reservas para eventuais situações inesperadas.

“As pessoas não levam em conta a possibilidade de uma emergência. Gostamos de passar a impressão de que tudo está sob controle. Uma necessidade causada por motivo de saúde não pode ser adiada, por exemplo”, explica.

Segundo Pereira, o planejamento que leva em conta a possibilidade de um imprevisto garante uma vida mais confortável. Quem leva em conta essa possibilidade tem mais tranquilidade para passar por turbulências e realizar os objetivos de longo prazo.

“É preciso elaborar um plano realista para os ganhos e despesas futuras. Por isso, deve ser levada em conta a situação atual e os objetivos estabelecidos. A pessoa deve priorizar as necessidades, mas não pode esquecer seus desejos. E deve levar em conta a evolução familiar, sua evolução profissional e o cenário econômico”, complementa.


Como garantir a reserva financeira

O contador Vicente Sevilha lembra que os gastos mensais de uma família podem ficar maiores de uma hora para outra, e destaca a possibilidade de uma gravidez inesperada, que pode mudar os rumos e todos os planos de um jovem casal. Por isso, reforça a necessidade de uma poupança específica para cobertura de imprevistos.

Sevilha sugere que a família determine um valor mensal que deve ser guardado, aconteça o que acontecer. Esse valor pode ser calculado em função do salário – 10% do total é uma boa referência. “Quando alguém que tem boas noções de educação financeira toma a atitude de guardar parte do dinheiro que recebe, ela acaba levando esse hábito como se fosse uma conta que tem que pagar todos os meses, e não deixa de quitá-la”, compara.

Ao final de um ano, quem reservou 10% do salário de cada mês garante um valor superior ao salário de um mês inteiro. Mas mesmo quem não pode ou consegue poupar tanto, não deve deixar de reservar uma quantia menor.

“E esse dinheiro deve ficar sempre à mão, em uma aplicação de fácil resgate, como cadernetas de poupança, mas só deve ser acionada caso de fato haja uma emergência. Não adianta nada poupar visando uma emergência se a pessoa vai buscar esse dinheiro a qualquer momento”, alerta.