PREVI Futuro

Matérias

10/07/2015

Reequilibrando as finanças

Quando os gastos vão além da conta, é hora de repensar a vida financeira.

O site da PREVI sempre dá dicas e orientações para garantir a saúde financeira do participante e de sua família. Em linhas gerais, os especialistas apontam que é necessário manter uma rotina de planejamento para que as contas estejam sempre em dia. Mas imprevistos sempre podem acontecer. Quando as finanças não seguirem o esperado, quais providências devem ser tomadas?

O planejador financeiro pessoal Rogério Nakata afirma que o primeiro passo de quem está nessa situação deve ser se adequar à nova realidade. Os gastos devem ser revistos e as dívidas devem ser quitadas o quanto antes. Se não for possível pagar tudo o que deve, o ideal é procurar os credores para renegociar as dívidas, dividindo em parcelas adequadas ao orçamento.

“Uma boa ideia é procurar uma taxa de juros menor. Por exemplo, se uma pessoa se atrapalhou e gastou demais com o cartão de crédito, ela pode buscar um crédito consignado, que tem juros bem mais baixos que os do cartão para quitar a dívida. E, então, pagar as parcelas mais baratas”, sugere.

Nakata lembra que é comum haver a cobrança de juros compostos – os chamados juros sobre juros. Quanto mais tempo a encontrar uma solução, maior vai ser a dívida do consumidor. É o efeito conhecido como bola de neve.

Para Nakata, algumas razões comuns acabam levando várias pessoas a, muitas vezes, perderem o controle das dívidas. As compras por impulso, por exemplo, estão entre as vilãs, e devem ser evitadas. O ideal é pesquisar ao máximo antes de fechar uma negociação.

“As pessoas devem identificar quais são as prioridades em suas vidas, destinando uma parte do que ganham para os investimentos. Em todos os casos, o ideal é tentar manter uma reserva equivalente a três, seis ou até 12 meses de rendimentos. Isso faz com que estejamos preparados para imprevistos e possamos fazer as compras de coisas que desejamos”.

E complementa: “Antes de comprar, devemos estudar ao máximo aquilo que desejamos ou precisamos adquirir. É sempre recomendável buscar orientações com especialistas, avaliar com a família se aquilo é mesmo o que necessitamos. Muitas vezes uma compra mal pensada, especialmente de bens de alto valor, acaba prejudicando a vida de uma família durante muitos meses, ou até anos”.

Para o consultor financeiro Wellington Moreira, a indisciplina pode ser a chave para que uma pessoa perca o controle de suas finanças. A sugestão é simples: tomar nota de tudo o que gastamos no dia a dia para evitar surpresas.

“Muitas vezes não temos informações simples, que estão diretamente relacionadas e exercem grande influência em nossa vida financeira. Por exemplo: será que todas as pessoas sabem quanto gastaram em combustíveis nos últimos dois meses?”, pergunta.

Também há problemas quando as pessoas vivem em um padrão de vida acima do permitido. As decisões sobre compras e gastos devem ser tomadas de acordo com o padrão de ganhos. Quem gasta mais do que pode, acaba se endividando.

“Será que vale a pena ter o carro dos sonhos? O custo não vai ser mais alto que a vontade de realizar aquele desejo? A resposta é clara. É preciso ter sempre os pés no chão”, conclui.