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BONS CONSELHOS, MELHORES RESULTADOS

Por que a seleção de conselheiros é tão importante para a perenidade das empresas nas quais a Previ tem participação e para o sucesso dos investimentos da Entidade no longo prazo.

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Diversidade também é importante

Dados de 2019 da Consultoria Spencer Stuart mostram como é necessário ampliar a diversidade nos conselhos empresariais para gerar igualdade. Pela primeira vez na história do Board Index Brasil, mais da metade das empresas (53%) apresenta pelo menos uma mulher em seu Conselho. No entanto, o estudo diz que “as mulheres representam apenas 10,5% do total de membros, uma das porcentagens mais baixas na comparação internacional. E, excluindo as suplentes, esse índice cai para 8,2%”.

E a Previ está alinhada a essa tendência de ampliar a diversidade na seleção de seus conselhos. Em 2015, apenas 12% das indicações eram de mulheres. Nesse último processo seletivo de 2020, essa proporção chegou a 25%. “A diversidade permite somar pontos de vista diferentes à gestão das empresas”, explica Denísio.
 

Vale destacar que não apenas a diversidade de gênero é levada em consideração, mas também a de raça, de origem, idade e experiências. “Conselhos em que a diversidade está presente enriquecem o debate e o processo de tomada de decisão nas empresas”, complementa o diretor.

Exemplo na prática

Selecionada pela Previ em 2019, Estela Maris Vieira é um exemplo do aumento da presença de mulheres entre os conselheiros indicados pela Previ. Membro do Conselho Fiscal das Lojas Renner, com experiência de 20 anos na área de auditoria, Estela se diz impressionada com o rigor e o profissionalismo do processo seletivo. “Quando me inscrevi, confesso que achei que não tinha muita chance, pois não conhecia ninguém na Previ, mas foi um processo totalmente isento, em que se avaliavam as qualidades do candidato e as necessidades das empresas, sem levar em conta relações ou conhecimento pessoal”, elogia.

Para Estela, os Conselhos têm a finalidade de criar valor a longo prazo, supervisionar a gestão, em especial o Conselho de Administração, e agregar valor no debate de ideias. "Trazer a diversidade para dentro dos conselhos tende a estimular a equação tese + antítese = síntese por meio da pluralidade, com diversas formações e experiências. Esse processo abre caminho para um desempenho mais fortalecido e uma maior criação de valor aos acionistas, inclusive aspectos sociais e ambientais para a sustentabilidade do negócio a longo prazo", afirma a conselheira.

Estela também considera importante para a atuação dos conselheiros o fato de a Previ não interferir diretamente no trabalho dos profissionais. “Somos indicados pela Entidade, mas temos um dever de pensar no interesse da empresa e a Previ tem absoluto respeito por isso”, explica.


O diretor de Participações reforça esse ponto: “Os conselheiros têm de agir no melhor interesse das companhias. Isso é que vai gerar melhor performance e mais dividendos. E é isso que vai beneficiar a Previ no longo prazo”, completa Denísio.

Juntos somos mais fortes

Mas, como será a atuação da Previ junto aos conselhos das empresas no longo prazo? A tendência é que a Entidade reduza gradualmente a sua participação em blocos de controle de empresas. Essa estratégia se baseia, em grande parte, na evolução do perfil do Plano 1, que exigirá menor exposição a riscos e maior liquidez para converter os investimentos em caixa para pagamento de benefícios. Isso certamente deve reduzir a capacidade de indicação de conselheiros nas empresas.

A dúvida, então, é como isso afetará a capacidade de induzir as melhores práticas ASGI nas companhias em que investe e no mercado em geral. Denísio explica que, em alguns casos, a Previ poderá indicar conselheiros quando for uma acionista relevante, mesmo que minoritária. “Quando isso não é possível, agimos diretamente como acionistas e conversamos com executivos importantes e com a área de Relações com Investidores junto às empresas investidas para expor as nossas posições”, diz.

Esse engajamento coletivo vem sendo desenvolvido desde já, em outras frentes, como a participação em ações que envolvem outros investidores institucionais. É o caso da formação de um grupo de integridade no âmbito do PRI (Princípios para o Investimento Responsável, organização global que busca estimular as boas práticas de responsabilidade entre os investidores), coordenado por Rafael Castro, gerente executivo de Controles Internos da Previ.

Também podemos destacar a promoção de eventos como o Encontro Previ de Governança Corporativa, que funciona como um fórum relevante para profissionais do mercado financeiro, investidores, executivos e conselheiros de empresas, ou como o Workshop de Conselheiros, que reúne os conselheiros das empresas participadas da Previ para discutir temas relativos à sua atuação profissional. Além disso, no âmbito das empresas, o engajamento conjunto com outros acionistas também será importante no longo prazo.

“Poderemos apoiar candidatos nossos ou de outros investidores para eleger membros nos conselhos”, afirma Denísio. “Mas sempre enxergando a perspectiva de qual é o candidato mais adequado para os interesses daquela empresa naquele momento”, conclui.

A Previ finalizou em setembro as inscrições para mais uma seleção de profissionais para os conselhos de administração e conselhos fiscais das empresas em que possui investimentos.  Atualmente, a Previ possui 34 empresas participadas, que são aquelas nas quais a Entidade possui assento no Conselho de Administração ou Fiscal ou em que os recursos aportados ultrapassam 0,25% do patrimônio. Se a companhia não se enquadrar nessa definição, ela será classificada como empresa investida. Clique aqui e confira a lista completa com as porcentagens de participação no Plano 1 e no Previ Futuro.

A seleção poderia ser apenas mais um procedimento rotineiro, no entanto, é muito mais do que isso. Ao selecionar os conselheiros que vai indicar, a Previ está, em última análise, escolhendo profissionais que terão um papel decisivo para o futuro da Entidade, de seus associados e da sociedade como um todo.

É fácil de entender: os conselheiros cuidam dos melhores interesses das empresas. Se as empresas vão bem, elas dão lucro e geram dividendos que ajudam a Previ a cumprir sua missão de pagar benefícios a todos os associados de forma segura, eficiente e sustentável. “Se as empresas nas quais investimos e participamos vão bem, a Previ vai bem”, resume Denísio Liberato, diretor de Participações da Previ.

Enxergar longe

Denísio explica que um conselho atuante é fundamental para a longevidade das empresas. “Um bom Conselho de Administração vai tentar enxergar as tendências de longo prazo e, com isso, os conselheiros conseguem se antecipar aos movimentos do mercado e sinalizar para a diretoria da empresa, de forma ágil, os ajustes necessários para adequação a essas tendências”.
 

Quem não faz isso pode não ver possíveis ameaças no horizonte. “Sem essa visão estratégica, até grandes empresas ou conglomerados podem apresentar prejuízos, o que prejudica a perenidade das companhias. E a perenidade é fundamental para uma organização como a Previ, com investimentos que visam ao longuíssimo prazo”, afirma Denísio.

ASGI em pauta

Os conselheiros também desempenham outro importante papel: o de estimular a adoção de melhores práticas ambientais, sociais, de governança e de integridade. Os chamados aspectos ASGI já fazem parte dos critérios de decisão de investimento na Previ, que estimula a adoção desses critérios também na atuação dos conselheiros indicados pela Entidade na empresa.

Segundo José Reinaldo Magalhães, conselheiro de administração indicado pela Previ para a Jereissati Participações, holding que controla a rede de shoppings Iguatemi, os temas ligados às práticas ASGI ganham mais relevância a cada dia. “É algo que a sociedade cobra das empresas, não apenas no Brasil, mas no mercado global. Por isso, os temas ASGI estão sempre em nossa pauta para que a empresa os coloque em prática”.

A Previ tem publicações que explicam e incentivam melhores práticas junto aos conselheiros, como o Guia Previ de Melhores Práticas ASGI em Investimentos, lançado em 2018, e o Código Previ de Melhores Práticas em Governança Corporativa, que existe desde 2004 e já está em sua terceira edição.  O documento serve como guia para empresas que têm participação da Entidade. Elaborado a partir de pesquisa sobre as mais modernas tendências nas práticas de governança corporativa, o Código foi uma iniciativa pioneira, que incorporou a experiência e a maturidade da Previ na gestão de suas participações acionárias, e levantou bandeiras até então pouco debatidas no mercado de capitais brasileiros.

Características importantes nos conselheiros

Então, se os conselhos são tão importantes, como, afinal, a Previ escolhe os conselheiros que vai indicar para as empresas? Trata-se de um processo rigoroso que avalia uma série de quesitos de cada candidato. “Buscamos pessoas com excelente formação acadêmica e profissional e com uma experiência ampla que permita ter uma visão estratégica do negócio da empresa, saber para onde ela vai, se está inovando e se ela se diferencia no mercado”, enumera Denísio.

Ser inquieto e se atualizar sempre também são características imprescindíveis, explica Denísio: “Normalmente, são profissionais que estão sempre se aprofundando em temas relevantes para a gestão das companhias e que possuem visão estratégica e de longo prazo, integridade, postura independente, habilidade de construção de relacionamentos e ampla perspectiva de governança corporativa”. 

As indicações, que são submetidas à alçada final do Conselho Deliberativo da Previ, respeitam os critérios de seleção, amplamente divulgados e materializados por meio de edital. O processo é rigoroso, com dupla checagem de documentos, assim como das credenciais acadêmicas e profissionais dos participantes que precisam atender às demandas específicas de cada empresa. Denísio afirma que os profissionais que vêm do Banco do Brasil têm uma excelente experiência no mercado financeiro, mas que também é preciso buscar profissionais no mercado com perfis diversos e experiências em outros setores como mineração, alimentos, bens de capital, energia etc.

A seleção é rigorosa, com garantia de isonomia de critérios a todos os candidatos. Um sistema de pontuação que leva em conta itens como capacitação, experiência profissional, formação acadêmica e certificações, entre outras exigências, é a primeira linha de corte. É preciso chegar a um escore mínimo de 50 pontos para que o candidato entre na disputa da vaga. Só quem fica acima desse limite tem sua documentação avaliada.

O caminho de ASGI que a Previ percorre

ASGI em pauta

"É algo que a sociedade cobra das empresas, não apenas no Brasil, mas no mercado global. Por isso, os temas ASGI estão sempre em nossa pauta para que a empresa os coloque em prática", José Reinaldo Magalhães, conselheiro de administração.

Benefício para todos

"Se as empresas nas quais investimos e participamos vão bem, a Previ vai bem", Denísio Liberato, diretor de Participações.

Seleção profissional

"Quando me inscrevi, confesso que achei que não tinha muita chance, pois não conhecia ninguém na Previ, mas foi um processo totalmente isento, em que se avaliavam as qualidades do candidato e as necessidades das empresas, sem levar em conta relações ou conhecimento pessoal", elogia Estela Maris, conselheira da Previ

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