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RUMO A 2026

As Políticas de Investimentos e a nova realidade de juros baixos

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Ninguém deve sair para uma jornada longa, por uma estrada desconhecida, sem contar com instrumentos que ajudem a encontrar o melhor caminho para chegar ao destino esperado. Pronta para começar mais um ciclo em 2020, a Previ já está preparada. As Políticas de Investimentos do Plano 1, do Previ Futuro, do Previ Família, da Capec e do Plano de Gestão Administrativa para o período de 2020 a 2026 vão orientar as decisões de alocação de investimento da Instituição nos próximos anos.

Elaboradas pela Diretoria de Planejamento, as Políticas de Investimentos trabalham com um cenário de juros baixos e inflação dentro da meta. Na prática, isso representa um alívio na situação fiscal do país, o que tira um pouco da pressão sobre as contas públicas. São notícias que podem favorecer o desempenho da economia.

Isso, no entanto, não quer dizer que 2020 será necessariamente um ano fácil. O crescimento da economia brasileira ainda é lento e dependente do cenário externo. O crescimento global desacelerou, há instabilidade política nos países vizinhos e o mundo assiste com preocupação à guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.
 

Desafios

Tudo isso desenha um cenário desafiador para a Previ. A queda nos juros deve reduzir o rendimento dos títulos públicos, que são peça importante na carteira dos nossos planos. Isso obriga os gestores a buscar alternativas para aumentar a rentabilidade.

Esse cenário vai exigir uma gestão bastante rigorosa do risco de investimento na busca dessas alternativas. Em resumo, será preciso flexibilizar as carteiras de investimentos, mas sempre de forma cuidadosa.

“A busca por flexibilidade nas Políticas de Investimentos levou em consideração as estratégias que já vinham sendo desenvolvidas ao longo de 2019, assim como o Planejamento Estratégico da Previ, para trazer mais alternativas por meio de segmentos de investimento, carteiras e benchmarks, sempre baseados nos estudos de ALM (asset and liability management – sigla em inglês para a gestão de ativos e passivos)”, explica a diretora de Planejamento, Paula Goto. 

O que são as Políticas de Investimentos

As Políticas de Investimentos são elaboradas pela Diretoria de Planejamento e aprovadas pelo Conselho Deliberativo. Com base no estudo de diferentes cenários da economia brasileira e global, elas permitem traçar estratégias específicas para enfrentar ameaças e aproveitar oportunidades que surjam no horizonte nos próximos anos.


Os estudos incluem análise de alocação setorial. Com isso, são observados diferentes setores da economia para tentar cap tar seu provável comportamento, em cada um desses cenários, quais as melhores estratégias de investimento para cada um deles (comprar ações, vender, compra títulos de dívida da empresa etc.). Desse modo, é possível desenhar estratégias de investimento equilibradas para cada cenário e setor, de acordo com o perfil atuarial e o apetite de risco de cada plano.

 

Plano 1

No Plano 1, a diretriz básica continua a mesma. Por se tratar de um plano maduro, com grande volume de desembolso para o pagamento de benefícios, o objetivo é priorizar investimentos de menor risco e maior liquidez. Ou seja, que não estejam tão expostos às altas e baixas do mercado, e que de forma rápida possam ser convertidos em recursos para o pagamento de aposentadorias e pensões. Obviamente, essa diretriz observa também a necessidade de diversificação do portfólio nos próximos anos, em busca de maior rentabilidade para o Plano 1.

Na busca por maior liquidez, o Plano 1 deve continuar sua estratégia de se desfazer de investimentos em Renda Variável, especialmente de participações em blocos de controle de grandes empresas. Mas não há pressa para isso, nem uma meta estabelecida nesse sentido. As vendas acontecerão de forma calculada, para aproveitar boas oportunidades de negócio. Ao mesmo tempo, investimentos em empresas de menor porte, com bom potencial de valorização em bolsa, entram no radar.

“Neste cenário, vamos precisar ter bastante eficiência na gestão dos investimentos para fazer frente ao custo do passivo. A velocidade de desfazimento de Renda Variável será diminuída, mas sem deixar de lado a nossa estratégia de desconcentração da carteira”, complementa Marcus Moreira, diretor de Investimentos da Previ. 
 
Com isso, houve algumas alterações na distribuição dos investimentos por categoria para o período de 2020 a 2026. A alocação em Renda Variável aumenta, devendo ficar no intervalo entre 43,38% e 58,68% da carteira total do Plano 1. Os ativos de Renda Fixa, por sua vez, terão participação mais reduzida, e devem oscilar entre 31,54% a 46,38% do total. 

 

Previ Futuro

No Previ Futuro, continua a busca por rentabilidade, de acordo com o apetite de risco expresso em cada perfil de investimento. As alocações foram mantidas nos limites da Política de Investimento do ano anterior, com teto de 95% para investimentos de Renda Fixa e de 60% para investimentos em Renda Variável.

Assim como no Plano 1, houve um aumento nos limites permitidos para investimentos no exterior. Os limites de alocação dos perfis de investimento foram mantidos, com 0% de exposição em Renda Variável no Perfil Conservador, de 0% a 20% no Moderado, de 20% a 40% no Arrojado e de 40% a 60% no Agressivo.

 Conheça o Ciclo de Vida

Além dos Perfis de Investimento Conservador, Moderado, Arrojado e Agressivo, o Previ Futuro conta com três perfis de Ciclo de Vida. Nesse modelo, o participante indica um período previsto para sua aposentadoria. No Ciclo de Vida 2030, a previsão vai de 2026 a 2035. No Ciclo 2040, o período é de 2036 a 2045. E no Ciclo 2050, de 2046 em diante. 

 Assim, os investimentos se ajustam a essa previsão com o passar dos anos.
  
Isso significa uma redução gradual nos investimentos de Renda Variável, até chegar ao mínimo, dentro do período esperado de aposentadoria, diminuindo a exposição ao risco com o tempo, em uma trajetória segura e gradual.

Investimentos com Integridade

As Políticas de Investimentos da Previ incorporam critérios de Integridade às decisões de investimento dos Planos. Por isso, devem ser evitados investimentos em empresas que desrespeitem as leis e os padrões expressos no Código de Ética da Previ.

O objetivo é reduzir o risco de investimentos em empresas que possam perder valor de mercado por causa de passivos judiciais, ambientais ou em função de escândalos de corrupção. Dessa maneira, a Previ também ajuda a difundir boas práticas de governança. 

  • Saiba mais sobre as Políticas de Investimentos apresentadas pela visão dos diretores Paula Goto, Marcus Moreira e Marcel Barros

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Vale lembrar:

As Políticas de Investimentos são elaboradas levando em conta sempre um horizonte de sete anos, mas com revisão anual.

Comentários

(2)
  • Juvenal Aparecido Ferreira Antunes 

    Acho o teto de RV de 58,68% muito alto para o Plano 1. Quanto a desconcentração acho imprescindível. Em especial o ativo Vale/Litel que preocupa muito a todos nós associados do Plano 1. Ainda que a governança dessa empresa seja boa, o percentual comprometido com a Vale é excessivo para o perfil maduro do Plano 1. Que Deus ilumine a diretoria da Previ para encontrar solução sustentável.
  • Previ 

    Juvenal, os limites de alocação da Política de Investimentos do Plano 1 são estabelecidos por estudos que levam em conta diversos fatores, inclusive a alocação atual, respeitando a maturidade do plano e as características de liquidez do mercado brasileiro. A estratégia de desfazimento em investimentos de Renda Variável ocorre de forma calculada, aproveitando as oportunidades do mercado para valorização da carteira e diversificação do portfólio.

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