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Cleoman Fernandes Da Silva Filho

11/07/2019

Cleoman Fernandes Da Silva Filho

Fale resumidamente sobre você: onde nasceu, onde vive, sua carreira no Banco do Brasil, se é aposentado ou ainda trabalha e outros fatos que deseja destacar.

Nasci em Caruaru (PE). Iniciei a minha carreira no Banco em 2005, quando tomei posse na Agência Capoeiras, interior de Pernambuco. Depois, andei um pouco e passei por outras dependências nas cidades de Recife, Brasília e São Paulo. Atualmente, atuo como assessor jurídico na Diretoria Jurídica em São Paulo.

Como surgiu a literatura em sua vida?

Desde criança escrevia poemas, letras de músicas e crônicas breves. Escrever era algo natural para mim. Muitas vezes, durante a aula, ficava distraído escrevendo pequenos poemas no caderno. Posso dizer que a literatura ganhou força na minha vida quando, ainda no ensino fundamental, na disciplina de Português, o professor pediu para que fizéssemos um poema. Fiz e apresentei no dia seguinte, mas ele não acreditou que eu, com tão pouca idade, tinha conseguido escrever aquele texto. Isso me marcou.

Em que você se inspira? Você se espelha em outros autores?

A inspiração é algo inexplicável. Tudo pode ser fonte de inspiração, qualquer coisa pode aguçar a tua sensibilidade. Ando sempre com um caderno de bolso para não perder nenhuma ideia que surge. Em tempos de tanta tecnologia, ainda tenho o meu bloco de anotações. Isso faz parte do processo criativo - escrever, não digitar. Quanto aos autores nos quais me espelho, sou admirador de vários, a exemplo de Drummond, Bandeira, Gullar, Leminski, Pessoa, Torquato Neto etc.

Ao escrever, quais assuntos e temas mais despertam seu interesse? Por quê?

Não há um tema ou um assunto predileto. Tudo pode despertar meu interesse. Pode ser uma folha no chão, o vento, o silêncio da madrugada, a conversa com amigos, o cheiro do café, a política ... não há limitações. E acho isso muito bom. Não procuro restringir temas ou assuntos. Escrevo o que tenho vontade.

Que obras já lançou e sobre que temas se referem?

Lancei em 2018 o livro Porquanto vazio a despeito d'ouro: a intrépida odisseia de Bucano. É um livro de poesia, que conta, em poemas, a história do personagem Bucano, que escolhe passar por sua própria odisseia para tentar viver o seu grande amor. O livro é dividido em 4 atos e foi escrito para ser uma peça de teatro. Cada ato retrata uma fase da vida de Bucano até ele chegar ao seu final... hum... é melhor não dar spoiler!

Está trabalhando em alguma nova obra? Tem alguma previsão de lançamento?

Sim. Não paro de escrever. Já tenho material escrito para pelo menos uns 4 livros. Preciso agora parar um pouco e trabalhar na organização e na sistematização de cada livro, que é algo trabalhoso. Espero, no próximo ano, lançar meu segundo livro.

Qual a importância do trabalho criativo em sua vida? O que você busca com suas obras?

O processo criativo é um momento precioso, muito intimista, de autoconhecimento e reflexão. É um momento para olhar para si mesmo e entender o que está sendo feito, compreender o significado daquilo que está sendo externalizado e os sentimentos que envolvem a situação. A arte é minha terapia.

Recomenda a outros colegas que se dediquem a esse tipo de atividade? Por quê?

Com certeza. A literatura te leva a viver outras experiências, provocando uma autorreflexão sobre o seu próprio existir, estimulando a criatividade e aguçando o senso crítico etc.

Como ter acesso a suas obras?

O livro está sendo vendido pela internet tanto no site da Editora Chiado quanto no site da livraria Martins Fontes. Para facilitar a localização, segue o link da livraria: https://www.martinsfontespaulista.com.br/porquanto-vazio-a-despeito-douro-590583.aspx/p