Sala do Participante

Marcus Vinicius Ribeiro Rodrigues

17/07/2019

Marcus Vinicius Ribeiro Rodrigues

Fale resumidamente sobre você: onde nasceu, onde vive, sua carreira no Banco do Brasil, se é aposentado ou ainda trabalha e outros fatos que deseja destacar.

Sou de São Paulo e tenho dezesseis anos de Banco do Brasil e desses, quase dez na gerência média. Sou graduado em Relações Internacionais e tenho uma graduação incompleta em História da Arte. Em 2017, optei por me tornar assistente de novo para mudar o foco de minha carreira. Recomecei a estudar, terminei duas pós-graduações em Gestão de Pessoas e estou batalhando para ir para essa área, onde me redescobri, especialmente depois de ser convidado para colaborar na Dipes por um tempo em um projeto maravilhoso chamado Game DesEnvolver.

Como surgiu a literatura em sua vida?

Sempre fui aficionado por leitura. Minha mãe diz que aprendi a ler sozinho, vendo as palavras nos outdoors e associando-as. Os livros são meus companheiros desde sempre, em todos as horas e lugares. Tive a sorte de crescer em uma família onde todos gostam de ler, além de ter tido ótimos professores. Com o tempo, passei a me dedicar mais a biografias e a livros de arte, mas estou tentando resgatar a leitura de outros gêneros também.

Em que você se inspira? Você se espelha em outros autores?

Me inspiro em minhas vivências e vieses pessoais para escrever. Sou muito influenciado, especialmente, por Machado de Assis, e meu livro preferido dele é Memórias Póstumas de Brás Cubas. Me identifico demais com todos os personagens, especialmente com o principal: Santo Agostinho. Diga-se de passagem, foi uma professora do colegial que me emprestou Confissões para eu ler, dizendo que eu gostaria muito.

Ao escrever, quais assuntos e temas mais despertam seu interesse? Por quê?

Quando escrevo, o que me chama muito a atenção é perceber como não há nada de novo sob o sol. Pessoas e eras vêm e vão e os comportamentos humanos não mudam nunca, apenas assumem formas adequadas ao momento em que se vive. Nosso egoísmo e nossa ingenuidade, frutos das "bolhas" nas quais voluntariamente nos isolamos, é algo que me atrai também, pois é difícil abrir-nos para o que parece novo, diferente, externo quando, na verdade, tudo isso faz parte de nossa natureza: basta querer.

Que obras já lançou e sobre que temas se referem?

Lancei, recentemente, um poema numa antologia de autores brasileiros publicada pela portuguesa Chiado. O convite para escrever nessa obra me surpreendeu, pois nunca me vi produzindo algo que não fosse acadêmico. Eu havia submetido a eles uma monografia que fiz sobre um tema inédito no Brasil: Os retratos oficiais dos reis da época colonial do Brasil. Não foi publicada, mas eles me chamaram para participar desse livro, e adorei. O tema da antologia é Liberdade.

Está trabalhando em alguma nova obra? Tem alguma previsão de lançamento?

Com isso, (re)tomei o gosto por escrever, algo que eu adorava fazer na escola. Hoje estou às voltas com uma espécie de diário, onde escrevo minhas impressões sobre a rotina, a vida, a natureza do homem, entremeadas com um pouco de devaneios. Não tenho ideia de quando e mesmo se será publicado, mas está sendo um ótimo exercício, inclusive terapêutico, de pôr essas coisas pra fora.

Qual a importância do trabalho criativo em sua vida? O que você busca com suas obras?

A criatividade é fundamental para tornar a vida mais interessante e dar novas cores ao que sempre fazemos, além de nos incentivar a fazermos mais e melhor sempre.

Recomenda a outros colegas que se dediquem a esse tipo de atividade? Por quê?

Sem dúvida! Especialmente para alguém fechado como eu, escrever é um ótimo modo de se expressar, manter memórias vivas e, principalmente, ter insights tanto sobre assuntos novos quanto sobre fatos pregressos. Está sendo um excelente exercício.

Gostaria de destacar mais alguma informação?

Escrever está sendo mais recomeço para mim. Depois das artes visuais, depois da música erudita, depois da Gestão de Pessoas, essa é mais uma flor no meu caminho. É claro, é feito de pedras, mas espero que possa ser sempre verde, sempre fresco, para mim e para as pessoas com quem convivo e que andam comigo. Nós só vamos para frente se for junto, se for com ajuda.

Como ter acesso a suas obras?

O livro Liberdade - Antologia da Poesia Livre - Vol. I - Edição Brasileira está disponível no site da Editora Chiado e nas livrarias Martins Fontes e Cultura, em São Paulo. No meu currículo funcional do BB e em meu perfil do Facebook também dá para me conhecer um pouco mais!