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Didison dos Reis

03/10/2014

Didison dos Reis

 
Sinos que fazem música. Didison Reis, que trabalhou por 37 anos no Banco do Brasil e se aposentou há três anos, é dono de um talento especial: é o único tocador de sinos em carreira solo no país. 
 
Didison explica que há cerca de dez orquestras de sinos no Brasil, incluindo a que ele dirige na Igreja Presbiteriana da Capital Mineira. Os sinos usados tanto pela orquestra quanto na carreira solo foram ofertados por uma igreja dos Estados Unidos em 2002.
 
“Ganhamos cinco oitavas de sinos, o que representa 56 peças, que tocamos na orquestra. Quando faço minhas apresentações solo, toco entre 22 e 24 sinos, dependendo da música”, explica. Veja o vídeo e conheça o trabalho de Didison. 
 
O participante conta que convive com a música desde a infância, já que o pai foi regente de coral. Ele aprendeu a tocar teclado e veio daí a inspiração para os sinos. Apesar de aparentarem grande diferença, sinos e pianos têm bastante semelhança.
 
“Os sinos surgiram como instrumento musical por volta do ano de 1500, na Inglaterra. Os monges identificaram proximidade na sonoridade com o piano e, a partir daí, trabalharam junto com fundidores de metal para montar sinos afinados. Nessa época, as músicas passaram a ser tocadas nas igrejas de lá”, explica.
 
Com o passar dos anos, a reclamação de vizinhos pelo alto som dos grandes sinos nas torres das igrejas, porém, fez com que fossem desenvolvidos modelos menores – os sinos de mão. No século XIX eles se tornaram instrumentos no interior das igrejas e chegaram ao Brasil por volta de 1940.
 
“Cada sino é equivalente a uma nota do piano. Eles são colocados na mesa, na disposição do teclado. O músico toca cada nota e devolve o sino em questão para a posição em que estava. Depois pega outro, toca outra nota, e assim toca as músicas, num andamento mais lento que o dos outros instrumentos”, conta Didison.
 
O participante destaca que começou a carreira solo em apresentação no casamento da filha. “Resolvi fazer um trabalho diferente para o casamento dela. Na internet, vi que nos Estados Unidos, na Coreia e no Japão é muito comum o músico tocar sozinho. Como já tinha experiência no teclado e experiência com os sinos, montei a escala, chamei maestros para algumas dicas e, depois dos ensaios, consegui tocar”, lembra.
 
 
Qual a importância desse trabalho para o senhor?
É muito gratificante tocar os sinos nas igrejas, pois vejo que as pessoas gostam e se emocionam, ficam comovidas. Isso é muito bom.
 
Como foi o aprendizado nessa arte?
Foram sete meses ensaiando. Fiquei de janeiro a julho para aprender a tocar a primeira música, e consegui fazer a apresentação no casamento da minha filha. As pessoas que compareceram gostaram muito.
 
Para falar com Didison dos Reis, entre em contato por e-mail.

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