Sala do Participante

Artes

21/01/2014

Diógenes Câmara

O ano de 1962 foi marcante para Diógenes Câmara. Foi quando começou a trabalhar no Banco do Brasil (BB) e também a se dedicar à veia artística, dando início à carreira de ator.

Nascido em Montes Claros (MG), Câmara trabalhou também na cidade goiana de Araguaína. Advogado por formação, ele atuava como professor da matéria de Educação Artística em uma escola, e foi aí que nasceu a paixão por interpretar.

“Como minha aula era no último horário e os alunos já se sentiam cansados e com sono, procurei uma solução para que eles se interessassem pela matéria: comecei a ler e declamar alguns poemas de Carlos Drummond de Andrade. Assim tornei minhas aulas bastante concorridas. Foi aí que tudo começou”, lembra.

Carreira

Daí em diante, a carreira avançou. Câmara entrou para um clube na cidade natal, onde começou a encenar algumas peças. Ele conta que foram tempos difíceis, já que a equipe era obrigada a realizar todas as tarefas envolvidas, desde datilografar o texto da peça e tirar cópias para distribuir entre os atores à direção, produção e, claro, atuação no espetáculo.

Consagração

Câmara recebeu várias homenagens ao longo de décadas atuando. Recentemente, recebeu uma placa alusiva aos 50 anos de teatro. Também participou do filme “Os Marginais”, que contava com o ator Paulo José. Entre as peças encenadas estão clássicos infantis, como “A Bela e a Fera” e “Pinóquio” e monólogos adultos, como “A Vida de Procópio Ferreira”.

Mesmo com tanta história para contar, Câmara afirma: “o teatro para mim não é profissional, mas um grande hobby, que faço por prazer”. E diz que as dificuldades são muitas. “Minha cidade tem cerca de 450 mil habitantes, entretanto o público para o teatro é pequeno, e existe apenas um centro cultural com capacidade para cerca de 200 pessoas. Já lutei para que fosse construído um teatro para pelo menos uns 500 lugares bem confortáveis, mas é difícil. Eu continuo lutando”, conclui.

 

Qual a importância do teatro em sua vida, atualmente?

O teatro hoje é tudo na minha vida, ao lado, claro, da minha família. Quando estou decorando um texto, me concentro de tal maneira que nem mesmo minha família fica sabendo como vai ser o espetáculo, pois procuro fazer tudo escondido e com bastante paz. Eles só ficam conhecendo na primeira apresentação. Subir no palco é maravilhoso e eu adoro interpretar.

 

O que busca com o teatro?

Busco a minha paz de espírito, busco a felicidade de estar diante de uma plateia e ser aplaudido por ela, às vezes até de pé. Busco a perfeição do personagem e, por fim, busco a minha própria felicidade, essa não tem preço.

 

Para entrar em contato com o ator, envie e-mail para: diogenesvasconceloscamara@hotmail.com.