Sala do Participante

Ernani José Praia Filho

29/05/2014

Ernani José Praia Filho

Ernani José Praia Filho gosta de desafios, e parece não ter limites quando o assunto é o atletismo. O participante Previ começou a correr há cerca de seis anos, por conta de problemas de saúde. De lá para cá, não deixou o esporte, e agora ele encara uma prova em que vai correr nada menos que 90 quilômetros, a Ultramaratona Comrades, tradicional corrida na África do Sul.
 
Ernani conta que o atletismo surgiu em sua vida como uma alternativa para resolver problemas de saúde. Médicos recomendaram que ele praticasse esporte. Logo, a corrida se tornou uma alternativa, por indicação de fisioterapeutas, já que ele tinha problemas no joelho.
 
“Eu corria um pouco, o joelho doía. Tentava correr mais e ele inchava. Mas insisti. Os fisioterapeutas diziam que era bom, pois o joelho ficaria fortalecido. Naquele momento, me vi numa situação totalmente nova. Sempre gostei de esportes, mas nunca tinha me movimentado para cuidar de minha saúde”, conta.
 
O início foi devagar, mas com o tempo ele diz que tomou coragem para encarar uma prova de cinco quilômetros. Depois vieram outros desafios: dez, 16, 21 e 42, até chegar o momento em que se sentiu pronto para encarar a ultramaratona sul-africana. Aos 49 anos, ele garante que ainda não pensa em deixar de correr e nem de trabalhar.
 
“Daqui a cinco anos adquiro o direito de me aposentar, mas não devo fazer isso. Hoje em dia não me vejo sem me movimentar”, afirma o participante Previ, que atua na Direção de Tecnologia (Ditec) do Banco do Brasil (BB) há cerca de dez anos, praticamente desde que entrou no banco. “É uma função que tem uma cobrança diária, tem muitas variáveis envolvidas e é dinâmica. E por isso tudo, também é estressante”, afirma. 
 
Segundo Ernani, o rendimento no trabalho também melhorou depois que ele começou a dedicar parte de seu tempo à corrida. Para ele, as pessoas devem buscar cuidar da própria saúde para evitar problemas futuros, como internações ou necessidade de medicamentos.
 
“Hoje eu tenho um pique que antes não tinha. Nos primeiros cinco anos tive várias licenças médicas longas no trabalho, depois do atletismo isso diminuiu muito. Acho que desde então só deixei de ir trabalhar uma vez, por causa de uma gripe”, comenta.
 
 
Como é a sensação de encarar um desafio do tamanho desta prova de 90 quilômetros?
Meu corpo foi pedindo isso. Corri cinco quilômetros, depois dez, 15 e encontrei na prova de 21 quilômetros o meu perfil. Cada corredor encontra seu próprio perfil. Mas quando cheguei aos 21, quis fazer a maratona, de 42. E depois disso descobri a prova na África do Sul. A história da corrida me inspirou. Ela começou em 1921, quando amigos se juntaram depois da I Guerra Mundial e percorreram os 90 quilômetros. De lá para cá virou uma tradição, sempre pelo mesmo percurso, a cada ano em um sentido. E a organização da prova ajuda pessoas carentes, idosos, pessoas com câncer, projetos sociais. É muito bacana.
 
O que o esporte representa em sua vida hoje?
Eu acho que, correndo, consegui ter a felicidade que não tinha antes e a alegria de estar equilibrado, fazendo coisas que eu gosto.
 
Quem quiser entrar em contato com Ernani Praia pode enviar um e-mail para ernani_praia@hotmail.com.