Sala do Participante

Liane dos Santos

24/10/2019

Liane dos Santos

Fale resumidamente sobre você: onde nasceu, onde vive, sua carreira no Banco do Brasil, se é aposentado ou ainda trabalha e outros fatos que deseja destacar.

Tenho 66 anos, sou aposentada e trabalhei no Banco do Brasil por 20 anos. Sou catarinense de Itajaí e desde 1980 moro no Rio de Janeiro. Cursei jornalismo na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre (RS); trabalhei nos jornais Folha da Manhã e Folha da Tarde, da capital gaúcha.

Ao escrever, quais assuntos e temas mais despertam seu interesse? Por quê?

Os poemas que escrevo falam sobre as relações humanas; o estar no mundo, suas circunstâncias e consequências. Em meus livros, tomo alguns posicionamentos com relação à igualdade entre as pessoas e o respeito. Pretendo mostrar minha visão da vida e assim me comunicar com as pessoas. Sentir e fazê-las perceber que estamos todos no mesmo barco, que somos iguais, apesar de diferentes. Quero registrar, com certa ternura e humor, minha resistência contra os preconceitos, essas espadas criadas por nós mesmos e que continuamente nos expulsam do paraíso.

Que obras já lançou e sobre que temas se referem?

Meus livros são: Primeiro ato, Verão (Movimento, 1980); Luz da noite (Trote, 1985); Casa (Blocos, 1991); e O exercício das pequenas delicadezas (Nau Editora, 2004). São todos de poesia. Em 2005 publiquei, em uma tiragem de apenas 52 exemplares, Mimi reinventa o mundo, um livro infanto-juvenil no qual narro a história de uma menina de 13 anos que durante as férias vê a pracinha do seu bairro toda suja e abandonada. Ela decide então limpar o lugar e consertar os brinquedos. Sua iniciativa desperta as mais diversas reações e mostra um pouco da complexa condição humana.

Qual a importância do trabalho criativo em sua vida? O que você busca com suas obras?

Tento me entender e nessa busca escrevo. No meu primeiro livro, me mostro. No segundo, começo a viver essa procura do entendimento. No terceiro, faço um exercício de lapidação. No quarto, volto-me para dentro de mim. No quinto, mostro uma pessoa que descobre que viver arde. Já no sexto, mostro meus pensamentos com clareza. Meus livros de poesia formam um painel do amadurecimento como ser humano.

Gostaria de destacar mais alguma informação?

Conheci, em 1975, Mario Quintana. Fui amiga dele até sua morte. A nossa amizade é um grande orgulho para mim. Conversar com Mario era muito agradável, um exercício de inteligência. Ele era um anjo! No prefácio do meu primeiro livro, Primeiro ato (Ed. Garatuja, 1977), o poeta de Alegrete (RS) escreveu: "O que Liane faz são belos e impressionantes poemas, porque toda busca de autoexpressão é um espetáculo dramático".

Como ter acesso a suas obras?

Meus livros podem ser adquiridos pelo e-mail lily@infolink.com.br.

Galeria de fotos