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Maurício Robe Barbosa Campos

30/01/2020

Maurício Robe Barbosa Campos

Fale resumidamente sobre você: onde nasceu, onde vive, sua carreira no Banco do Brasil, se é aposentado ou ainda trabalha e outros fatos que deseja destacar.

Nasci em São Paulo e ingressei no BB em 2001, também na capital, na agência da Praça Sílvio Romero, no Tatuapé. Atualmente resido em São Carlos, no interior do estado, onde atuo como gerente de relacionamento no Escritório Exclusivo.

Como surgiu a literatura em sua vida?

Sempre fui um ávido leitor e entrei na literatura pela porta da poesia. Publiquei depois contos em dezenas de antologias e venci o concurso de contos da Livrarias Curitiba e outros. Em 2015, fui coautor da antologia O Rei de Amarelo em Quadrinhos, vencedora do HQ Mix, o Oscar dos quadrinhos nacionais. Em 2017 publiquei meu primeiro romance, Incompatível, com recursos do Proac, pela editora Scortecci e em 2019 publiquei meu segundo romance, desta vez um thriller, Morte em Boulogne.

Em que você se inspira? Você se espelha em outros autores?

Meu estilo narrativo segue a linha de Hemingway, que retrata a realidade de forma objetiva. Em Morte em Boulogne, uma forte inspiração veio da trilogia Millenium, de Stieg Larsson. O livro tem os mesmos elementos do gênero de mistério desenvolvido na Suécia (dark urban). O livro trata de uma acusação injusta recebida por uma ativista de refugiados que precisa provar sua inocência.

Ao escrever, quais assuntos e temas mais despertam seu interesse? Por quê?

Escrevo no gênero romance policial e sempre tento fugir dos personagens convencionais do gênero. Nos meus livros os protagonistas nunca serão o detetive com o copo de uísque na mão, o inspetor, o delegado... As boas histórias de detetives são protagonizadas por pessoas comuns que precisam sair de situações extraordinárias utilizando suas próprias forças.

Que obras já lançou e sobre que temas se referem?

Meu último lançamento, Morte em Boulogne, é um thriller que tem como pano de fundo a questão dos refugiados. Incompatível, meu primeiro romance, tem como tema a Magia do Caos. O Distrito Amarelo é uma antologia de contos de horror cósmico. O Rei Amarelo em Quadrinhos tem como base a obra do autor americano Robert W. Chambers e sua obra que enlouquece os leitores. Mosaicos Urbanos é um livro de contos com minha produção premiada e foi traduzido para cinco idiomas.

Está trabalhando em alguma nova obra? Tem alguma previsão de lançamento?

No momento trabalho na divulgação de Morte em Boulogne, mas estou sempre trabalhando em uma obra nova.

Qual a importância do trabalho criativo em sua vida? O que você busca com suas obras?

A literatura é uma atividade muito prazerosa, dá um significado maior à vida e é uma fonte de satisfação.

Recomenda a outros colegas que se dediquem a esse tipo de atividade? Por quê?

Para criar personagens que sejam verossímeis e sejam capazes de prender a atenção do leitor, é preciso muita pesquisa, o que dá ao escritor uma cultura geral bem ampla com o passar do tempo.

Gostaria de destacar mais alguma informação?

Deixo aqui a resenha de Morte em Boulogne: uma mulher é enganada por seu namorado, o diretor de um hospital, que após sedá-la, retira um de seus rins. Ela retorna para casa enquanto ele desaparece, sempre com alguma desculpa para não lhe atender. Sozinha, resolve buscar meios de responsabilizá-lo, mas descobre que quando pessoas poderosas desejam não ser incomodadas, perturbá-las pode trazer consequências impensáveis.

Como ter acesso a suas obras?

Através do meu site www.mauriciorbcampos.com.br ou pelo site da Amazon.