Sala do Participante

Artes

09/06/2010

Murilo Klein

Fotógrafo busca aprimorar sua arte experimentando ângulos e temas diferentes

 

Apesar de trabalhar na plataforma Porto Alegre (RS) do Centro de Suporte Operacional (CSO) de Curitiba (PR) desde 2000, o gaúcho de Teutônia Murillo Klein Rocha consegue encontrar tempo para aprimorar sua atividade como fotógrafo. O bancário, que tem nove anos de BB, sempre admirou a fotografia e quando comprou sua primeira máquina, em 2006, pôde se dedicar a essa arte. Murillo nunca fez cursos, mas sempre pesquisou muito e jamais teve receio de experimentar para melhorar cada vez mais as suas técnicas. E essa dedicação proporciona bons resultados. O fotógrafo já participou do Banco de Talentos da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) de 2008. Murillo também teve suas fotos divulgadas em sites especializados. "Minha maior realização pessoal é quando meu trabalho é reconhecido", emenda.

Onde busca inspiração para fotografar?
O objetivo muitas vezes não está na foto em si e sim naquilo que ela proporciona. A foto pode despertar todo tipo de emoção, contemplação, alegria, tristeza, choque, etc. Uma foto pode ser bonita e tecnicamente perfeita e não causar nenhuma emoção. Será uma boa foto, porém, em segundos, é esquecida. Mas se ela tiver algo de especial, poderá marcar e despertar emoções.

O que pretende provocar em quem se depara com seu trabalho?
O meu objetivo sempre é que a pessoa que veja o meu trabalho não o esqueça no mesmo momento. Quero sempre que levem consigo a ideia do trabalho, seja para contemplar as lindas obras da natureza, como para se chocar com as diferenças que os seres humanos proporcionam aos seus iguais. A fotografia me proporciona mais uma forma de expressão. Me expresso pela fala, pela música e também pela fotografia.

Como as máquinas digitais, que muito contribuíram para popularizar a fotografia, facilitaram a atividade dos fotógrafos?
É preciso estar sempre acompanhando a tecnologia atual. No caso da fotografia, as máquinas digitais nos dão uma agilidade indispensável em todo processo fotográfico. Antes era preciso clicar todas as poses do filme, para depois revelar e ampliar para aí sim apreciar a foto, ou até mesmo perceber que ela não ficou como se pretendia, e então voltar o processo desde o início. Agora clicamos e na mesma hora vemos a foto. Na mesma hora podemos repetir para tentar outros efeitos ou até mesmo descartá-las. Ao mesmo tempo, a máquina digital pode nos deixar preguiçosos e sem tanto conhecimento sobre as técnicas, afinal, podemos tentar mil vezes antes de acertar, enquanto com a máquina de filme não é bom arriscar perder a foto.

Clique  aqui e conheça o trabalho de Murilo Klein ou entre em contato através do e-mail  muraogro@gmail.com.

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