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PAULO ALBERTO BROMBAL

01/03/2018

PAULO ALBERTO BROMBAL

Paulo Alberto Brombal é natural de Jundiaí, São Paulo, mas há onze anos reside em Brasília, Distrito Federal. Seu primeiro livro de poemas, "Tessitura", foi publicado em 1988 por Massao Ohno Editor e, em 2017, o participante lançou "A dual lauda", uma obra com poemas palíndromos, pela Editora Patuá.  Durante a elaboração do livro, o aposentado pode percorrer e reverenciar diferentes estilos literários.  Paulo Alberto está trabalhando em um novo exemplar, com o nome provisório de "Imago", mas ainda sem data prevista para lançamento. Saiba mais sobre o trabalho do escritor:

Como surgiu a literatura em sua vida?

Meu primeiro contato com a literatura foram os romances nacionais e estrangeiros do antigo "Clube do Livro", que comecei a ler aos oito anos. Pode parecer chavão, mas na leitura descobri mundos novos, e com a poesia descortinei perspectivas diferentes e sensibilidades diversas. Em algum momento, comecei também a escrever - não sem parar, contudo. Por fim, posso dizer que me tornei escritor bissexto.

Em que você se inspira? Você se espelha em outros autores?

Na elaboração dos poemas palíndromos de "A dual lauda" pude percorrer e reverenciar, pela via do lirismo não confessional, diferentes estilos literários.

Ao escrever, quais assuntos e temas mais despertam seu interesse? Por quê?

Existe um antigo palíndromo, ‘’In girum imus nocte ecce et consumimur igni’’, que admite diferentes traduções, tais como ‘’Vagueamos na noite e somos consumidos pelo fogo’’ ou ‘’À noite saímos em passeio, e o fogo nos consome’’. O significado primitivo do enigma se perdeu no tempo, mas a aura poética dessa frase, indelével, permanece. Esse palíndromo foi o que me motivou a tentar compor poemas palíndromos.

Que obras já lançou e sobre que temas se referem?

Meu primeiro livro de poemas, "Tessitura", foi publicado em 1988 por Massao Ohno Editor. Em 2017, lancei pela Editora Patuá "A dual lauda", poemas palíndromos.

Está trabalhando em alguma nova obra? Tem alguma previsão de lançamento?

Venho elaborando um novo livro, sem data prevista para lançamento, com o nome provisório de "Imago".

Qual a importância do trabalho criativo em sua vida? O que você busca com suas obras?

Robert Bréchon perguntou-se:  "... os autores de obras de criação pura, de livros inúteis, os poetas? Por que, para quem escrevem? [...] compreendi isso melhor ao ver, nos museus, baixos-relevos que, inicialmente, se encontravam escondidos no interior dos templos, onde nenhum olhar humano poderia, em circunstâncias normais, ter oportunidade de contemplá-los". A criação pode ser inútil, mas apesar disto (ou por isto) deve buscar a perfeição - e, em alguma circunstância, vir a ser contemplada.

Recomenda a outros colegas que se dediquem a esse tipo de atividade? Por quê?

Escrever é algo que toda pessoa deveria ao menos tentar fazer em algum momento. Um amigo poeta versejou que se fizesse nada ou um poema, muita gente era capaz de dizer que ele fez uma coisa e outra ao mesmo tempo. Li isso há mais de trinta anos, e não esqueci. Sinal de que escrever deve valer a pena.

Gostaria de destacar mais alguma informação?

Tentar expressar a ideia de um poema num palíndromo, sem comprometê-la ou arruiná-la, é como montar um quebra-cabeça sem previamente saber se haverá peças/palavras capazes de combinar-se, como fragmentos simétricos de espelhos, para dar-lhe forma. Surpreendentemente, parte significativa dos versos que idealizei acabou por materializar-se em livro.

Como ter acesso a suas obras?

Exemplares de "A dual lauda" podem ser pedidos por e-mail no endereço paulobr33@hotmail.com ou diretamente à Editora Patuá.
 

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