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Artes

17/12/2009

Ricardo Inada

Ricardo Inada procura despertar emoção de quem vê suas fotografias

 

 

O aposentado Ricardo Inada, que encerrou a atividade no Banco do Brasil em 2008, depois de 26 anos de trabalho, descobriu o gosto pela fotografia quando era garoto e ajudava o pai em seu estúdio. Mas essa relação não é uma experiência despretensiosa para este paulista de Bauru, que vive na capital do estado. Inada, que comprou sua primeira máquina aos 25 anos, já realizou diversos cursos de fotografia, alguns deles em instituições como a Escola Panamericana de Artes e o Serviço Social do Comércio (Sesc) Paulista.

Ao fazer seus registros, o aposentado, admirador de fotógrafos como Sebastião Salgado, pretende captar as imagens que possam provocar emoções e despertar a reflexão do espectador. "A fotografia me proporciona o desafio de encarar os meus erros e a satisfação de ver os bons resultados. Além disso, sinto o desejo de ser persistente e a vontade de aperfeiçoar meu trabalho, pois sempre tenho a sensação de que a minha melhor foto ainda está para acontecer", afirma.

Onde busca inspiração para fotografar?
Não existem os chamados ratos de biblioteca? Então, considero-me um rato de galeria de fotos. Nesses locais posso apreciar vários tipos de trabalhos, aguçando o meu censo crítico e acrescentando novas ideias e muito aprendizado ao processo de criação.

Sua vida pessoal se reflete no seu trabalho artístico?
Sou bastante detalhista e perfeccionista e acho que às vezes isso até atrapalha um pouco. Por outro lado, a fotografia me ensina a ter um olhar mais crítico sobre as coisas. Percebo isso quando comparo meus trabalhos de algum tempo atrás com os atuais e chego à conclusão de que os primeiros já não parecem despertar tanto interesse quanto na época em que foram clicados. Mas um fotógrafo tem que ser meio "atrevido" e se lançar sempre em novas experiências. O olhar peculiar para a fotografia vai sendo adquirido com a capacidade de autocrítica e com as novas tentativas.

Como deve ser a adaptação de um profissional para a entrada de novos equipamentos e tecnologias no mercado fotográfico?

Sem dúvida a fotografia digital agiliza o processo, diminuindo custos com materiais e processamento em laboratório, otimizando assim o tempo e os resultados. Em contrapartida, o fotógrafo precisa investir também na aquisição do conhecimento sobre essa nova tecnologia para poder utilizá-la plenamente.

Se você quer conhecer mais sobre o trabalho de Ricardo Inada, acesse aqui aqui o seu álbum virtual. Contato com o fotógrafo pelo e-mail: inada.rt@gmail.com.

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