Sala do Participante

Voluntariado

14/12/2010

Altair Franzo

Todos os sábados, Altair Franzo vira "Doutor Tatá Pernilongo Sorrisol". Sua especialidade médica é "Alegrista". Junto com o grupo voluntário Anjos da Alegria, ele se veste de palhaço e faz visitas a hospitais, creches e asilos de Americana, Santa Bárbara e Nova Odessa, no interior de São Paulo. Esta associação segue a mesma linha dos Doutores da Alegria e dos Hospitalhaços e conta com profissionais de diversas áreas.

O trabalho voluntário foi uma das atividades que o ex-funcionário do Banco do Brasil escolheu para fazer depois que se aposentou pela PREVI, em setembro de 2009. Franzo trabalhou durante 36 anos na instituição e integrou o primeiro grupo de office-boys. Atuou em várias cidades do Brasil, tendo iniciado a sua carreira na agência Moreira Sales, no Paraná, e encerrado em Piracicaba, São Paulo, como gerente geral. Após ter se aposentado, trabalha como consultor previdenciário na Brasilprev, empresa ligada ao Banco do Brasil.

Esta não é a primeira vez que Franzo se envolve com trabalho voluntário. Ele já havia participado do Centro de Valorização à Vida (CVV), em Americana, instituição destinada principalmente à prevenção de suicídios. Para ele, o trabalho voluntário dos Anjos da Alegria representa uma forma de levar alegria e esperança num ambiente de sofrimento. "O objetivo é oferecer uma palavra de estímulo e arrancar sorrisos, fazendo com que as pessoas se esqueçam da dor", conta Franzo.

Qual foi o momento mais marcante durante seu trabalho com os Anjos da Alegria?

Cada dia é um dia, cada paciente é um paciente. Entretanto, uma história que me marcou foi a de uma moça, que ficou muito tempo em coma. Quando saiu, ela estava com a mobilidade reduzida e só poderia ser liberada do hospital depois que deixasse a sonda. No dia em que fomos lá, brincamos com ela, fazendo bolinhas de sabão. Na hora, vimos ela tirar a mão debaixo da coberta. No final do dia, a mãe dela apareceu e disse que a paciente havia conseguido ir ao banheiro e que seria liberada. Outra história marcante foi a de uma senhora em um asilo. Víamos na expressão dela sua tristeza. Começamos a brincar e de repente ela começou a contar toda a história da vida dela. Depois a filha desta senhora veio nos agradecer, pois fazia muito tempo que ela não conversava com as pessoas da família.

O que o voluntariado traz de bom para sua vida?

Traz uma sensação de grandeza e paz de espírito. Vemos que é possível fazer muita coisa com tão pouco. No Banco do Brasil, me realizei profissionalmente. E com este trabalho voluntário tenho me realizado como ser humano.

O que você diria para incentivar as pessoas a participarem de trabalhos voluntários?

Quem faz trabalhos voluntários, deve divulgá-los como forma de valorizar esta atividade e incentivar outras pessoas. Com este tipo de trabalho, o que a gente recebe em troca não há dinheiro que pague.

Conheça o trabalho dos Anjos da Alegria.

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