Sala do Participante

Voluntariado

21/11/2005

Ângela Gulin e Anete Magalhães

Ângela Gulin, 49, e Anete Magalhães Lopes, 50, escolheram o trabalho voluntário como bandeira de vida após a aposentadoria. Elas participam do projeto INCAvoluntário, ligado ao Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro, promovendo atividades festivas e organizando o bazar da instituição.

Ângela começou a ser voluntária em 2004, após trabalhar 29 anos em agências do Banco do Brasil no Rio de Janeiro. Ela dedica uma tarde por semana selecionando as doações recebidas pelo instituto. Algumas peças são doadas diretamente aos pacientes, outras são vendidas na lojinha do Inca. O dinheiro arrecadado é direcionado aos pacientes para a compra de cadeiras de roda, fraldas, transporte, etc.

"Sempre quis ser voluntária, mas tinha dúvidas sobre a eficiência da atividade. Ao chegar ao Inca mudei minha forma de pensar. Percebi que há realmente pessoas honestas, que se envolvem e se dedicam ao trabalho", diz. Ângela afirma ainda que a atividade mudou sua forma de ver o mundo. "Cresci muito quando passei a freqüentar o Inca. Sempre achamos que temos muitos problemas, mas quando vemos tanta gente carente, precisando de comida, de dinheiro, de afeto, percebemos que não temos problema algum. Meus valores mudaram. Todo mundo deveria passar por essa experiência". .

Com Anete, 50 anos, não foi diferente. A vontade de ser voluntária sempre foi presente em sua vida, mas ela só passou a se dedicar à atividade na aposentadoria, que veio depois de 26 anos de trabalho no Banco do Brasil, onde encerrou suas atividades como gerente de núcleo da Diretoria de Mercados de Capitais e Investimentos (Dimec).

O pai de Anete era médico e dedicava parte do tempo dele ao voluntariado. No entanto, foi somente depois de ficar 18 dias em coma, decorrente de uma bactéria no pulmão, que ela decidiu iniciar o antigo desejo. E agora não quer parar mais.

"Fiquei mais feliz e com mais saúde depois que comecei a fazer este tipo de atividade", afirma Anete, que trabalha na parte administrativa do projeto INCAvoluntário, organizando e controlando o cadastro de voluntários. Ela participa também da captação de doações e é membro da comissão que organiza a festa do Dia das Crianças e do Natal.

Assim como Ângela, Anete vê o voluntariado como transformador de vidas. "É muito gratificante, estou me realizando como nunca. Com toda certeza, se recebe muito mais do que se dá".

O bazar do Inca funciona Rua Washington Luiz 35, Centro (Rio de Janeiro), de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 15h30.