Sala do Participante

Voluntariado

15/12/2009

Aparecida e Francisco

Profissionais da área de saúde especializados no trato infantil têm uma grande preocupação com a re-internação desses pequenos pacientes. Essa volta para o hospital geralmente está associada a um agravamento do quadro. Preocupados com a qualidade de vida de meninos e meninas que recebem alta e têm de voltar às suas casas após o período de internação, a equipe do Hospital dos Servidores do Estado (HSE), no Rio de Janeiro (RJ), criaram a ONG Reviver, em 1993. Desde o início, o trabalho contou o apoio de voluntários do Banco do Brasil, como a aposentada Maria Aparecida Xavier, que na época era gerente geral da agência Saúde próxima ao hospital.

Psicóloga da Reviver, ela explica que as crianças que têm alta recebem tratamento contra doenças sérias e/ou crônicas. Quando retornam para casa, dada a realidade social vulnerável em que se encontram suas famílias, o quadro piora, podendo resultar em óbito. Mas o trabalho da ONG está mudando esse cenário. "Com o atendimento prestado pela Reviver, o número de re-internações caiu em pelo menos 60%. Em termos de óbito, a quantidade é quase zero. No ano passado tivemos apenas uma morte, mas que foi consequência do surto de dengue que acometeu o estado", afirma Aparecida.

Em 2008, essa ação passou a contar com o reforço de outro aposentado associado da Previ. Francisco Bernardo Vieira, colega de agência de Aparecida, foi convidado por ela para cuidar das finanças da ONG. A entidade tem 250 associados que doam trimestralmente pelo menos R$ 45,00. A atividade conta ainda com o apoio dos padrinhos e madrinhas. "Eles se responsabilizam por custear as despesas das famílias que decidem ajudar, arcando com a compra de remédio, entre outras necessidades", explica.

 

Os profissionais de saúde encaminham os responsáveis e as crianças para a Reviver, localizada em frente ao HSE, no momento da alta. Nesse primeiro atendimento, inicia-se o relacionamento para conhecer os entraves para continuar o tratamento em casa, além de problemas decorrentes da condição social da família, como emprego e habitação. O trabalho da ONG consiste em oferecer condições para os pais cuidarem do paciente, de maneira que consigam zelar pela qualidade de vida dos familiares ao fim da assistência prestada pela Reviver durante um ano.

"Respeitamos as individualidades para obter um resultado sustentável. Ao oferecer cursos profissionalizantes aos responsáveis, por exemplo, nos dedicamos a descobrir a atividade com a qual há uma identificação. Sabemos que as famílias chegam esperando assistencialismo, mas nosso objetivo é promover uma transformação considerando os seus desejos", detalha a aposentada, emendando que 805 crianças e adolescentes já passaram pela associação, resultando no atendimento a 3,22 mil pessoas.

Mais informações no  site da entidade. Veja ainda o vídeo sobre a Reviver. Os contatos da associação são: (21) 2518-7759 e  reviver.hse@hotmail.com

Galeria de fotos