Sala do Participante

Voluntariado

09/08/2011

Carlos Conti

Aposentado descobre em um antigo hobby um trabalho social.

O mineiro de Guaxupé, Carlos Antonio Conti entrou no Banco do Brasil em 1959, como escriturário, na cidade de Bocaiúva (MG). Alguns anos depois, assumiu o cargo de fiscal visitador da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial (Creai), no qual seguiu até aposentar-se, em 1985.

Transição

Se, para muitos profissionais, o momento de se aposentar é delicado e de ansiedade, para Conti foi uma passagem sossegada. "Assim que me aposentei não senti necessidade de um trabalho remunerado para complementação de renda, como é regra geral em nosso país, pois o amparo da PREVI era o suficiente. Mas, para não viver no ócio, comecei a dedicar-me mais à oficina que já tinha", comenta o aposentado.

Para ele, a oficina sempre lhe proporcionou momentos de lazer, funcionando como hobby. Hoje, o aposentado mora em uma chácara em sua cidade natal e pode aumentar o espaço físico da oficina. Foi lá que ele começou a produzir brinquedos para crianças carentes.

Como surgiu a ideia de produzir os brinquedos e distribuí-los?

Eu tenho mania de criar e passava muito tempo na oficina. Fiz umas máquinas, como lixadeira e, quando acabei de produzi-las, me perguntei o que faria com elas, pois não sou marceneiro. Foi quando um amigo meu deu a ideia de fazermos brinquedos de madeira e doá-los às crianças. Topei na hora.

 

Como é a produção e a distribuição dos brinquedos?

Hoje, somos eu e mais três na oficina. O meu amigo lá do início não está conosco. No último ano foram 1.300 brinquedos produzidos. Trabalhamos de 2ª a 6ª, das 7h30 às 11h30, na feitura dos brinquedos. Vamos guardando toda a produção e na época do Natal distribuímos nas instituições religiosas, creches, Correios e lugares da região onda há crianças carentes.

Vocês têm apoio ou patrocínios? Pretendem aumentar o número da produção?

Não contamos com patrocinador. Enviamos sempre uns 150 brinquedos à cidade de Cabo Verde, onde temos um conterrâneo que nos ajuda financeiramente e distribui os brinquedos em um orfanato e à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) daquela cidade. Já houve momentos de termos o apoio da prefeitura. Em algumas ocasiões pedimos doações dos materiais, como madeiras usadas, cola, tinta e lixa, mas muitas vezes tiramos dinheiro do nosso bolso mesmo.

Como é o relacionamento com as crianças?

Não temos contato direto com elas. Fazemos uma triagem dos locais que irão receber os brinquedos e no início do mês de dezembro entregamos o material. Nosso contato é com os responsáveis pelas instituições para as quais iremos doar. Recebemos fotos e temos retorno das histórias. Não acho que precisamos aparecer. O importante é que elas brinquem.

 

Para fazer contato com o aposentado Carlos Antonio Conti basta enviar um email para caconti07@yahoo.com.br

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