Sala do Participante

Voluntariado

11/06/2012

Celso Maioli

Celso Maioli Junior é um aposentado do Banco do Brasil que carrega nas veias o espírito de cidadania, solidariedade e coletividade. Nascido em Colatina (ES), o funcionário sempre participou da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), foi presidente da AABB de Linhares e de Vitória, no Espírito Santo. Ele também fez parte da fundação da Federação das AABB (Fenabb), em 1978.

A aposentadoria ocorreu em 1993 e, nessa ocasião Maioli resolveu morar em Guarapari. "O local é próximo de Vitória, onde estão os meus filhos e, ao mesmo tempo, é um lugar pacato e com qualidade de vida", comenta.

E foi nessa época, diante de um incêndio que ajudou a apagar na Restinga da região, que Maioli tornou-se voluntário da ONG Associação Ecológica Força Verde, da qual é o presidente. A instituição participa dos principais movimentos sociais e ambientais do Espírito Santo. Através dessa associação chegou ao Parque Natural Municipal Morro da Pescaria, uma península com 73 hectares de Mata Atlântica e Restinga, localizada entre as Praias do Morro e da Cerca.

Hoje, o aposentado é responsável pela administração do parque e, ainda, é membro titular do Conselho do Meio Ambiente e do Conselho de Saúde de Guarapari, faz parte do Conselho Diretor da Rede de ONGs de Mata Atlântica (RMA), e participa dos principais Fóruns Ambientais.

O que o levou a trabalhar como voluntário e pela causa do meio ambiente?
Sempre gostei de plantar. Cheguei a ter uma firma de paisagismo. Quando estava na ativa meu hobbie era fazer caminhadas nas matas e, com a aposentadoria pude aumentar minha participação. Por um triste acidente, o incêndio, me envolvi ainda mais e conheci esses grupos. As pessoas sozinhas não conseguem muita coisa. Sempre apostei na força do coletivo.

Você participará da Rio+20 pela RMA, como será?
A Rede de ONGs de Mata Atlântica vai compor o grupo da sociedade civil organizada. Iremos propor medidas e protestar contra o Novo Código Florestal, pois consideramos um retrocesso a toda a luta ambientalista. Precisamos aumentar o valor da causa e diminuir a destruição. Alguma coisa boa o encontro deixará, pois a opinião pública está acompanhando.

E o parque? Qual o trabalho desenvolvido?
Há um índice alto de visitantes, inclusive estrangeiros. Realizamos programas de educação ambiental, fazemos proteção da flora e da fauna. Escolas públicas e particulares levam constantemente meus alunos e trabalhamos as questões ambientais visando à conscientização.

Quem tiver interesse em saber mais sobre o trabalho realizado pelo aposentado e até se tornar um voluntário pode escrever para aecofv@gmail.com.

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