Sala do Participante

Voluntariado

21/11/2005

Claúdio Alves Brennand

Cláudio Alves Ribeiro Brennand, 36 anos, funcionário da Gerência Regional de Logística, é representante do Conselho Operativo do Fome Zero no Banco do Brasil do Rio de Janeiro. A instituição é parceira do Governo no projeto e tem autonomia para elaborar ações de responsabilidade socioambiental.

Brennand desenvolve o trabalho de inclusão digital. Ele planeja a articulação da doação de computadores para que algumas comunidades possam viabilizar a instalação de telecentros comunitários, o que proporciona acesso a computadores, internet e cursos de informática. Atualmente, existem 110 telecentros comunitários no estado do Rio de Janeiro articulados ao programa do Banco do Brasil. O conselho planeja o tipo de atuação que os telecentros irão desenvolver, ajudando na organização e na escolha de monitores e coordenadores.

Ele também está envolvido com o projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos do BB Educar, programa da Fundação Banco do Brasil. Brennand dedica três horas semanais ao trabalho de alfabetizador. A última turma, integrada por funcionários da limpeza do Banco no Andaraí, formou-se em outubro.

Outra atividade que conta com a participação de Brennand é o Comitê Carj (Centro Administrativo do Rio de Janeiro) de Solidariedade e Cidadania, organização não-governamental, criada há 12 anos, que conta com a ajuda de funcionários do Banco do Brasil para várias ações de ajuda a comunidades.

Brennand sempre está ligado a algum tipo de atividade voluntária. A preocupação em contribuir para a melhoria da sociedade começou bem antes de iniciar suas atividades profissionais. "A primeira vez fiz algum trabalho para ajudar alguém remonta à minha infância. Tinha 8 anos e consegui ajudar uma amiga da minha mãe a aprender a fazer contas de multiplicar e dividir" conta.

O extenso currículo como voluntário também contabiliza a participação, em 2001, num projeto de promoção do cinema com camponeses de todo o País, por intermédio da Brigada de Teatro Patativa do Assaré, a primeira experiência de teatro do oprimido com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), articulado pelo próprio criador do método, Augusto Boal, e o trabalho num programa de associativismo de camponeses para a capacitação, produção e comercialização de alimentos agroecológicos em numa comunidade rural em Cachoeiras de Macacu, no Rio de Janeiro, em 2004.

"Gosto sempre de problematizar aquela história do beija-flor que faz sua parte para apagar o incêndio com as gotinhas d´água. Ajudar na fuga dos animais do incêndio da floresta, pensar na melhor forma de apagá-lo, entender o que está ocorrendo com o meio ambiente, se o incêndio surgiu em decorrência de devastação, desmatamento etc. Em síntese, acredito que o voluntário deva dar sua contribuição local, mas também refletir e agir no que se refere ao global, nacional", diz.