Sala do Participante

Voluntariado

27/08/2009

Comitê da Cidadania dos Funcionários do BB (PE)

O trabalho do Comitê da Cidadania dos Funcionários do Banco do Brasil de Pernambuco (CCFBB-PE) começou em 2005 com a arrecadação de donativos para as comunidades pobres locais. Com o passar dos anos, o engajamento dos voluntários aumentou e as atividades ganharam mais consistência. Desde 2006, a construção de cisternas para a população do semiárido pernambucano é a principal atividade do grupo. Trata-se do projeto Água Coletiva, que já beneficiou cerca de 1,5 mil pessoas com 300 reservatórios.

"Nosso foco mudou, pois, com os programas de transmissão de renda do Governo Federal, essas atividades menores não tinham tanta repercussão. Constatamos que poderíamos atuar em outras áreas. Em 2003, o Governo Federal deu início ao Programa de Mobilização Social para Construção de 1 Milhão de Cisternas. Percebemos a importância desse trabalho. Talvez não façamos 1 milhão de cisternas, mas podemos construir 100 mil", explica Romero Melo, vice-presidente do Comitê e analista da área de logística do Banco do Brasil em Recife (PE).

As vítimas da seca

Melo conta como é a realidade das famílias que enfrentam a seca na região. Segundo ele, o trabalho para buscar a água para as necessidades diárias fica nas mãos das mães e dos filhos. "Se as crianças vão buscar água na fonte, elas deixam de estudar. Por outro lado, se elas vão à escola, não terão água naquele dia", informa, acrescentando que o Comitê privilegia famílias com mulheres na condição de chefe e casas com maior número de idosos, crianças até 6 anos ou pessoas com necessidades especiais.

De acordo com o vice-presidente do Comitê, 2/3 da área de Pernambuco está localizada na região semiárida nordestina. A população, além de sofrer com os efeitos da estiagem, também está submetida às ações políticas atreladas aos carros-pipa. A situação também implica no êxodo para as periferias das cidades durante os períodos mais críticos da seca. "Enxergarmos que é essencial levar água para essas populações, intervindo diretamente nesses fluxos migratórios e levando mais dignidade às pessoas", afirma.

Geração de renda e capacitação

Melo defende que o Água Coletiva também gera renda nas comunidades do semiárido. "Adquirimos os materiais para construção das cisternas no próprio local. Dessa maneira movimentamos a economia, gerando capital naquela comunidade", diz, acrescentando que o Água Coletiva envolve os moradores na construção das cisternas. "Capacitamos os habitantes para desempenharem esse trabalho", reforça.

Como ajudar

O Comitê pretende construir mais 220 cisternas até o final de 2009. "Essa ação é permanente e sem limite de atuação", emenda Melo. Segundo ele, o grupo conta com o apoio de entidades como Companhia de Seguros Aliança do Brasil, Instituto Cooperforte, Brasil Cap e Brasil Prev, além das doações efetuadas por funcionários do Banco do Brasil e aposentados.

Para saber mais e ajudar o Comitê, acesse o site: www.ccfbb-pe.org.br ou envie e-mail para romeromelo@bb.com.br

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