Sala do Participante

Voluntariado

13/05/2011

Emilio Hiroshi

Desde que se formou como alfabetizador, Emilio Hiroshi Moriya, não parou de dar aulas. Há três anos assumiu a coordenação do Centro de Voluntariado do Distrito Federal (CVDF). O Centro, que existe desde 1997, é uma ONG que tem como missão ser o agente de integração entre o voluntariado e a comunidade. O aposentado atua no Programa Alfa, do CVDF, curso gratuito de alfabetização de jovens e adultos. Segundo Emilio, o interesse em alfabetizar adultos se deu por ouvir colegas, que já tinham se formado, relatarem com muito entusiasmo a experiência. "Fiquei curioso, pois meus colegas falavam muito da gratificação que é alfabetizar um adulto", relata Moriya.

Graduado em Física " licenciatura ", em 2003, Emilio frequentou o Curso de Formação de Alfabetizadores do BB (CFA). No mesmo ano que se formou como professor-alfabetizador (2003), abriu, em parceria com um amigo, um núcleo na Igreja Messiânica, inicialmente, com dez alunos, e que funcionou naquele local até 2006. Em 2007, abriram um núcleo em um condomínio na Asa Norte. De 2008 para cá estão localizados na Igreja Batista da Asa Norte.

Emilio Hiroshi Moriya entrou para o Banco do Brasil em 1973, na agência de São Carlos (SP). Em seguida, trabalhou em Presidente Prudente (SP). Depois da experiência profissional adquirida nas agências do interior de São Paulo, Emilio foi convidado para trabalhar em Brasília. No Distrito Federal, casou e teve dois filhos. Nos últimos sete anos na ativa, atuou na gestão de pessoas e, em 2007, se aposentou.

Como você se sente como coordenador do programa?

É muita responsabilidade. No Brasil, não existe um modelo como o nosso. Claro que há outros programas, mas temos uma característica marcante que é oferecer turmas com poucos alunos. O adulto não aprende fácil como as crianças. Recebemos pessoas que não fazem ideia do que é uma letra, por isso a importância de realizar um atendimento personalizado. No final, o resultado é gratificante. Sou muito feliz com o trabalho que realizo.

Qual a maior dificuldade e maior prazer em alfabetizar um adulto?

Muitos adultos chegam com vontade de aprender, mas trazem uma barreira psicológica do não. Eles chegam pensando que não vão conseguir e que não sabem nada. Quebrar esse obstáculo é primordial e difícil. Mas, ao logo do tempo, ver o adulto lendo e escrevendo é compensador.

Planos para o futuro?

Tenho muita vontade de publicar um livro didático para ajudar aqueles que alfabetizam adultos. Nós adotamos a metodologia do Paulo Freire, mas não há uma cartilha. Pretendo facilitar o processo com um livro que respeite a educação libertadora de Freire e fale da prática.

 

Para quem quiser saber mais sobre o trabalho de Emilio basta escrever para nucleoalfa@gmail.com.

ou visitar o site dos  Voluntarios .

 

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