Sala do Participante

Voluntariado

21/11/2005

Gilson Nunes

Funcionários da agência Bangu do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, estão ajudando 17 crianças e adolescentes, entre 6 e 18 anos, que vivem no orfanato Nossa Senhora da Lapa, localizado em Senador Camará (Zona Norte). "Criamos uma caixinha para arrecadar dinheiro das pessoas interessadas em participar. Para isso, abrimos uma poupança em nome de quatro funcionários e passamos a trabalhar juntos para conseguir adesões", conta Gilson Nunes, 37 anos, funcionário da agência e coordenador da iniciativa.

De acordo com ele, os interessados em ajudar doam mensalmente a quantia mínima de R$ 6,00, que é depositada na poupança para ser revertida na compra de artigos para o abrigo. Segundo Nunes, o trabalho só é desenvolvido por causa do esforço e da mobilização de todos os membros da equipe que aderiram a idéia.

Nunes conta que antes de os funcionários decidirem ajudar o orfanato, eles fizeram uma consulta junto aos mantenedores da instituição com o objetivo de detectar as reais necessidades das crianças e adolescentes abrigados. "Percebemos que não faltava comida, mas havia carência de produtos de limpeza e de higiene pessoal. Por isso, passamos a arrecadar dinheiro para comprar esses produtos", diz.

A iniciativa dos funcionários da agência Bangu começou no início de 2006. Em agosto daquele ano, ocorreram algumas mudanças que permitiram melhorar os resultados da ação em prol do orfanato. "Antes arrecadávamos a verba esporadicamente, mas a partir daquele momento passamos a coletar todos os meses. A maior parte dos funcionários colabora. Quando sobra algum dinheiro, compramos roupas e cobertores para doar ao orfanato", diz. Em dezembro, os funcionários que colaboram com o abrigo fizeram uma ação especial para o Natal. "Eles apadrinharam as crianças, que receberam roupas e brinquedos de presente", conta o coordenador.

O projeto foi implementado quando Nirley Matos, 25 anos, coordenava a Equipe de Autodesenvolvimento (EAD) da agência Bangu. Matos, que desde agosto de 2006 trabalha no Catete (Zona Sul), conta como tudo começou. "Fazia parte do trabalho da EAD promover o desenvolvimento social. A sugestão do grupo para alcançar esse objetivo foi ajudar uma entidade da região. Um dos funcionários, chamado José Carlos Júnior, escolheu o orfanato. Fizemos contato com o abrigo para saber o que precisavam e passamos a nos organizar para mobilizar os recursos", diz.