Sala do Participante

Voluntariado

21/11/2005

Israel Vieira

Desenvolver projetos sociais e promover a participação de todos na resolução dos problemas da sociedade é o princípio do Comitê de Cidadania de Salvador, formado por cerca de 800 funcionários do Banco do Brasil da capital baiana. "Transmitimos o espírito de solidariedade, companheirismo, ética e transformação social aos colegas do banco e à comunidade", afirma Israel Vieira, 53 anos, funcionário do Núcleo de Apoio ao Cadastramento do Banco do Brasil, idealizador e presidente do grupo.

A promoção de cursos profissionalizantes é a principal forma de atuação do grupo. Jovens e adultos são capacitados para desempenhar atividades ligadas à costura, à culinária e à panificação. "Quando criei o comitê em 1993, o objetivo era combater a fome, mas, ao longo do tempo, decidimos participar mais ativamente na distribuição de renda. Começamos então a preparar as famílias para ganharem seu próprio sustento", lembra Vieira.

As aulas de panificação acontecem na padaria comunitária. Os participantes aprendem a produzir, embalar e vender o produto. Diariamente, mil pães produzidos na padaria são doados a creches, asilos e orfanatos de 20 comunidades carentes de Salvador. O restante da fabricação é vendido nas agências e o valor arrecadado é revertido para outras atividades do comitê. "As pessoas compram sabendo que estão ajudando. Isso prova que nosso objetivo está sendo alcançado", diz.

Segundo Vieira, o papel utilizado nas agências e unidades do Banco do Brasil da capital baiana é outra fonte de renda. "Todo o papel que vai para o lixo é separado para reciclagem e vendido. O que arrecadamos é usado para pagar os professores dos cursos e arcar com os custos das aulas", explica. Os funcionários voluntários também colaboram financeiramente com os projetos. "Com as doações dos colegas compramos cestas básicas para creches, asilos e orfanatos", conta.

Vieira, que há 25 anos trabalha no Banco do Brasil, comemora os resultados. "Estamos tirando muitas pessoas do estado de inércia e fazendo com que participem socialmente. Se multiplicarmos a semente que estamos plantando mudaremos hoje a comunidade, amanhã o bairro, depois a cidade, o estado e o país", finaliza.