Sala do Participante

Voluntariado

03/08/2012

José Anacleto

José Anacleto de Faria trabalhou no Banco do Brasil (BB) de 1966 a 1994, tendo tido experiência em diversas regiões do país como Espírito Santo, Salvador, Minas Gerais, Brasília entre outras. Depois de aposentado, o administrador de empresas ingressou no mestrado em Planejamento Regional e Gestão de Cidades, na Universidade Cândido Mendes (Ucam). Anacleto afirma que sua experiência no BB o ajudou indiretamente a entender a administração pública do país. Ao ingressar no mestrado, tinha como objetivo lecionar. Depois que a meta foi alcançada, por seis meses Anacleto deu aula sobre sistema de informações gerenciais e gestão de micro e pequenas empresas.

"Aguentei somente um semestre, pois tudo é muito diferente dos meus 13 anos de instrutor do BB. Considero o sistema educacional universitário sem estrutura. Como tenho minha aposentadoria e não estava trabalhando por questões financeiras resolvi interromper, pois não estava tendo mais prazer. Para não ficar parado, resolvi dar consultoria em finanças, organização empresarial e desenvolvimento pessoal", comenta o mestre.

Com esse pensamento, o aposentado, além de realizar as consultorias em Muriaé (MG) e adjacências, investiu em novos cursos, como o de Programação Neurolinguística (PNL). Foram três anos dando consultorias. Mas, os projetos de Anacleto não param por aí. Antenado com as questões políticas e sociais, o aposentado e alguns amigos fundaram a Associação dos Amigos de Muriaé (Aamur).

Você sempre foi ligado às questões políticas?
Aposentei-me jovem, com 50 anos. Hoje, tenho 67, estou cheio de disposição e tenho boa formação. Cito a "Parábola dos Talentos" para que entendam minha filosofia de vida. Se Deus me deu talentos e capacidade, serei cobrado por isso. O espírito de cidadania e democracia sempre esteve presente em minha personalidade. Além disso, minha passagem pelo BB me deu sólida experiência em administração e uma visão crítica dos processos administrativos, especialmente no que se refere a normas e rotinas.

Como surgiu o projeto da Aamur?
Sempre fui preocupado com as classes marginalizadas, pois entendo que "o Pai e eu somos um", como disse Jesus. Com a minha experiência no município senti na pele a necessidade de fazer algo mais pela sociedade. O Estatuto da Cidade, lei nº 10.257/01, inaugurou um novo modelo de gestão pública municipal. Infelizmente, transcorridos mais de dez anos, as cidades brasileiras ainda continuam a ser administradas sem participação da população e sem transparência nas ações governamentais. Queremos contribuir com esse estatuto, por isso, a criação da Associação dos Amigos de Muriaé.

Qual é a realidade da Aamur hoje?
Considerando a grandeza do projeto, estamos em fase embrionária, apesar de várias ações já terem sido realizadas. As eleições atrapalham nosso trabalho e, por isso, no momento suspendemos nossas ações. Nosso sonho maior é conseguir implantar efetivamente o Estatuto da Cidade em Muriaé e fazer com que isso tenha um efeito multiplicador. Que as cidades vizinhas se inspirem, os Estados e o Brasil. Os indivíduos são atores sociais e precisam ter consciência disso. Ademais, como diz o estatuto, as cidades devem ser administradas de forma democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade.

Quem quiser falar com o aposentado e saber mais sobre a associação pode escrever para asenp.anacleto@gmail.com ou ligar para (32) 8861-3361.No blog da associação, O Rio nosso de cada dia, é possível obter mais informações. Conheça também  o blog do Anacleto.

Galeria de fotos