Sala do Participante

Voluntariado

21/11/2005

José Edmundo Moura

José Edmundo Moura, 56 anos, colabora com entidades que contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população carente e excluída de Ribeirão do Pinhal (PR), município onde decidiu morar após se aposentar como gerente da agência local em 1998, depois de 21 anos dedicados ao Banco do Brasil. Moura, paranaense de Porecatu, é voluntário na Agência de Desenvolvimento de Ribeirão do Pinhal (ONG que reúne pessoas comprometidas com a sustentabilidade do município) e vice-presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

"A agência, reconhecida como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) pelo Ministério da Justiça, é um fórum que reúne voluntários da comunidade preocupados com o desenvolvimento sustentável do município. A finalidade é promover o desenvolvimento econômico e social, combater a pobreza, defender, prevenir e conservar o meio ambiente, experimentar novos modelos sócio-produtivos e sistemas alternativos de produção, comércio, emprego e créditos", explica Moura.

Em 2005, surgiu a oportunidade para o aposentado assumir o cargo de vice-presidente da APAE de Ribeirão do Pinhal. "Assumi em janeiro, a convite do presidente, que é meu amigo. Na prática eu ajudo o presidente no dia-a-dia da administração da entidade", conta. Uma das conquistas do vice-presidente foi a parceria com a Fundação Banco do Brasil, que garantiu a implementação, em novembro de 2005, do Programa de Inclusão Digital, que tem como meta combater a exclusão social através do acesso a computadores e à internet.

Apesar de instalada numa das salas da associação, a estação digital beneficia toda a população carente do município. "Tomei conhecimento do Programa de Inclusão Digital e imaginei que poderíamos implantá-lo na APAE, prestando mais esse serviço à nossa comunidade, que, apesar de estar localizada na região Sul do Brasil, é muito carente", diz.

O vice-presidente da APAE avalia os resultados da iniciativa. "Já formamos duas turmas em informática básica, totalizando 130 alunos capacitados. Prestamos outros serviços, como acesso à internet de alta velocidade, consultas para trabalhos escolares e inscrições em concursos públicos, entre outras atividades", contabiliza.

Mas não é só a população que ganha com o empenho e a determinação do aposentado. "A sensação de estar ajudando o próximo e contribuindo para a melhoria da comunidade é indescritível. Acredito que por mais que os governos municipais, estaduais e federal façam alguma coisa em prol das pequenas cidades ainda falta muito a ser feito. O voluntariado é uma forma das pessoas contribuírem com seu tempo livre para o desenvolvimento social de seu município, estado ou País. O Brasil tem milhões de aposentados. Se a maioria se envolvesse em alguma ação voluntária com certeza o País seria diferente", diz.