Sala do Participante

Voluntariado

24/03/2011

José Galvão

José Galvão Furtado ingressou no Banco do Brasil em 1964, como escriturário na agência Metropolitana da Luz, São Paulo (SP). Em 1975, passou a ser caixa-executivo. Ao longo dos anos dedicados ao Banco, foi assistente de supervisor, supervisor e se aposentou como gerente de expediente, em 1992. Formado em economia pela Universidade de Marília (SP), Galvão não conseguiu ficar sem uma atividade por muito tempo depois que a aposentadoria virou uma realidade.

De 1994 a 1997, trabalhou na Prefeitura de Campinas, na Secretaria de Cooperação Internacional. Lá, teve a chance de aprender ainda mais adquirindo novos conhecimentos sobre relações internacionais. Foi nessa época que o economista conheceu Philips, um novo amigo de trabalho. Foi através da nova amizade que Galvão ficou sabendo da Cidade dos Meninos. Uma instituição sem fins lucrativos que assiste a jovens em situação de risco onde mais tarde foi ser voluntário.

Instituição prepara menores para o mercado de trabalho

A Casa dos Menores de Campinas ( cidade dos meninos ) carinhosamente chamada por Casa dos Meninos, foi fundada há 55 anos e tem o objetivo de resgatar e cuidar de crianças e adolescentes que vivem em situação de risco, seja por negligência familiar, abandono ou violência, oferecendo-lhes a oportunidade de conquistar um futuro digno e produtivo.

São, aproximadamente, 180 meninos e meninas entre oito e 18 anos abrigados. Uma equipe de profissionais interdisciplinar trabalha para dar a essas crianças e adolescentes educação, amor, compreensão, atenção e orientação para a vida. Mas o trabalho não seria possível sem a ajuda de pessoas como Galvão, que ajudam esses jovens sem pedir nada em troca.

Qual o seu papel como voluntário na Casa dos Menores de Campinas?

Eu ensino a esses jovens, que estão prestes a sair da instituição para o mercado de trabalho, a aplicar o dinheiro, distribuir a renda, abrir conta em banco. O ensinamento é passado através de dinâmicas e simulações que representam o cotidiano deles. Diante de um computador, os jovens aprendem, por exemplo, a elaborar uma planilha de orçamentos. O tema da ética profissional também está na pauta dos meus ensinamentos.

Você falou que os meninos estão prestes a sair da instituição para o mercado. Eles recebem educação profissionalizante?

A Casa dos Menores de Campinas oferece a seus alunos nove cursos profissionalizantes e encaminhamento ao mercado de trabalho. Neste ano, a entidade também terá o Projeto Trampolim, pelo qual oferecerá, em parceria com o Banco do Brasil, capacitação técnica para mais 60 jovens abrigados e jovens carentes da comunidade. Há uma preocupação em acompanhar os jovens até o momento em que eles se sentem seguros para encarar o mundo e alcançar sonhos como frequentar uma universidade.

O que mais o motiva a depois de aposentado dedicar seu tempo a um trabalho como esse?

O retorno. Em 2010, tivemos 100% de frequência em turmas que têm aproximadamente 12 alunos cada. Saber que esses meninos se tornam homens preparadores e multiplicadores dentro de suas famílias com valores e conhecimentos positivos que os ajudaram a construir uma vida melhor é um grande fator motivador

O que eles mais gostam de aprender em suas aulas?

Eles gostam muito de usar o computador, simular situações, orçamentos e ficam curiosos quando falo sobre grafoscopia, que é a ciência que estuda a assinatura como marca pessoal.

Para entrar em contato com o voluntário José Galvão Furtado, escreva para galvao.furtado@uol.com.br..

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