Sala do Participante

Voluntariado

21/11/2005

José Hélio Duarte

Em uma das idas ao seu pequeno sítio em Itaboraí, no Rio de Janeiro, José Hélio Duarte, 56 anos, conheceu o trabalho do orfanato das Irmãs Missionárias Nossa Senhora de Fátima. O aposentado, que por 28 anos trabalhou no Banco do Brasil, até encerrar sua atividade no setor de assessoria ao Conselho Deliberativo da Previ há sete anos, decidiu ajudar a instituição. "Minha participação começou com a doação de alimentos não perecíveis e conseguindo apoio de amigos e familiares. Formei um grupo que realizava mutirão de limpeza e reforma no lar", conta.

Já se passaram 20 anos desde esse momento inicial, e Duarte, que mora em Niterói, continua engajado com o compromisso de conseguir agregar mais voluntários à causa. "Com o apoio de colegas da Previ conseguimos os recursos para melhorar a estrutura da nova sede e oferecer um atendimento completo às crianças. Elas recebem reforço escolar, acompanhamento psicológico, participam de atividades recreativas e têm acesso a tratamento dentário", informa.

De acordo com Duarte, a instituição acolhe cerca de 25 meninos e meninas órfãos ou encaminhados pelo Conselho Tutelar, seja por maus-tratos ou por incapacidade de serem criadas pela família. "O abrigo é um local de passagem para essas crianças. A finalidade é que o espaço prepare-as para serem reintegradas à família e à sociedade", comenta, acrescentando que as crianças órfãs que chegam aos 12 anos sem um lar para adoção, são direcionadas a uma instituição para adolescentes.

Para o aposentado, o resultado é fácil de ser mesurado. "A recompensa maior é quando somos informados sobre as crianças. Depois de passarem pelo abrigo, elas encontram suas famílias ou um novo lar e conseguem uma profissão. Notamos o crescimento pessoal quando elas ainda estão conosco no abrigo. Encontramos muita dificuldade para fazer a casa funcionar, mas quando vemos esses resultados, nos sentimos gratificados", avalia.

Duarte explica que as atividades são mantidas pelas doações dos voluntários. "Contamos com o apoio de empresários locais para conseguir alimentos e pagar as contas. Já o custo de mão-de-obra (psicólogo, assistente social e funcionários) é pago com recursos dos colegas da Previ que são voluntários. Precisamos desse tipo de apoio sustentar nossa estrutura e manter nosso trabalho", diz.

O aposentado conta que a idéia é que o abrigo atenda toda a comunidade do entorno. De acordo com ele, as pessoas da região são muito carentes e a instituição pretende oferecer possibilidades de fonte de renda aos moradores. "Temos o projeto de realizar cursos profissionalizantes para os jovens que saem daqui e também para a comunidade. Há espaço na sede, mas precisamos aumentar a quantidade de voluntários que nos apóiam para termos recursos financeiros", explica.

Para saber mais sobre o abrigo, o contato de José Hélio Duarte é jhduarte@ig.com.br.