Sala do Participante

José Spera Junior

02/04/2014

José Spera Junior

O participante Previ José Spera Junior está aposentado do Banco do Brasil (BB) desde 1991, mas não parou de trabalhar. Já no ano seguinte ele iniciou um trabalho voluntário que mantém até hoje: é diretor da Casa da Menina São Francisco de Assis, uma das mais importantes creches da cidade de Assis, em São Paulo.

A creche recebe meninas e meninos de zero a 11 anos. O nome, Casa da Menina, vem da antiga função do espaço, que antes era um internato para meninas órfãs ou abandonadas pela família. Além disso, a Casa também recebia crianças oriundas da antiga Fundação Estadual para o Bem Estar do Menor (Febem) antes de chegar à configuração atual.

“Essa mudança se deu em 1990, com o advento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A mudança foi implementada a fim de atender às necessidades e ansiedades da população assisense”, explica Spera, que trabalhou no BB desde 1961, tendo atuado em Assaí (PR) e na própria Assis, onde ficou até a aposentadoria.

Até 1991, a creche passava por dificuldades de gerenciamento. No início do ano seguinte, o participante Previ foi convidado por um dos criadores da entidade, Monsenhor Floriano de Oliveira, para compor uma nova diretoria, que estabeleceu novos rumos de gestão com características profissionais.

“Até então, a creche, embora contando com um ambiente humanizado, vivia praticamente de doações de alimentos e algum material de higiene. Não havia recursos regulares e, ao fim de cada mês, era necessário sair junto à comunidade solicitando doações em dinheiro para podermos  cobrir a folha de pagamento mensal”, lembra.

Desde então, Spera não saiu mais da entidade. Em mandatos alternados, exerceu as funções de presidente e tesoureiro, cargo que ocupa atualmente. Ele conta que as crianças até seis anos são levadas ao local pelas famílias pela manhã e recolhidas ao fim da tarde alimentadas e bem cuidadas, além de receberem apoio psicopedagógico.

O espaço é financiado por convênios com os governos municipal e estadual, além de doações, leilões e arrecadação de doações ao Conselho Municipal dos Diretos da Criança e do Adolescente de Assis.

O trabalho de sucesso foi destacado há dois anos, quando a entidade completou o cinquentenário de fundação. Um livro em edição limitada foi lançado, contando o histórico completo da Casa da Menina, com depoimentos de funcionários, diretores, ex-alunos, ex-colaboradores.

Qual a importância da Casa da Menina em sua vida atualmente?

Esse trabalho já é parte de minha vida. Difícil me ver sem ele. É muito gratificante pertencer à diretoria da Casa da Menina, pois me sinto útil em contribuir com meu trabalho voluntário, ocupando um tempo que seria ocioso como aposentado, ajudando, talvez, muitas crianças, a maioria delas proveniente de famílias carentes, socialmente vulneráveis, a terem noções de cidadania.

E para a cidade de Assis, o que representa?

Creio que seja fundamental para a comunidade assisense, principalmente a de baixa renda: atendemos, atualmente, mais de 650 crianças em idade de creche e adolescentes no contraturno escolar, oferecendo alimentação adequada, noções de higiene, atividades socioeducativas, esportivas e recreativas, além de reforço escolar aos alunos do curso fundamental.


Quem quiser conhecer melhor o trabalho da Casa da Menina e colaborar com doações pode entrar em contato por telefone: (18) 3325-1131.

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