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Lucia Milani organiza doações para recém-nascidos

14/04/2016

Lucia Milani organiza doações para recém-nascidos

Quem ouve a participante Previ Lucia Milani falar sobre o projeto “Amigas da Maternidade do Guarujá”, que distribui roupas e outros itens do enxoval infantil para famílias de bebês recém-nascidos, não pode imaginar como este projeto entrou na vida dela, em 2005.

“Eu estava correndo e caí, e no acidente quebrei o cotovelo direito. Foi uma lesão grave. Tive de passar por uma cirurgia de emergência. Quando fui transferida para outro hospital, onde seria atendida pela Cassi, presenciei uma briga entre os profissionais da ambulância onde estava e os de outra ambulância. Enquanto eu, assustada, pedia para que eles parassem de brigar, vi um homem sair com um bebê de colo. Chovia, e ele tirou a própria camisa para cobrir o bebê. Aquilo me tocou. Olhei para o céu e pedi para não ter sequelas de meu acidente, e em troca ia fazer algo para ajudar as famílias de bebês recém-nascidos”, relata.

A história curiosa deu início a um trabalho que já dura mais de dez anos, período em que Lucia é voluntária do projeto. Todos os meses, Lucia e os demais colaboradores do grupo levam em média 60 enxovais para as mães da maternidade Santo Amaro, que funciona na cidade do litoral paulista.

“Não tenho sequelas de meu acidente, isso contrariou a previsão dos médicos. Quando me recuperei, aprendi a costurar para fazer os produtos para as crianças, como os casaquinhos e mantas. Adotei a maternidade Santo Amaro pois foi lá que tudo aconteceu. Morava no Guarujá quando o projeto começou. Em 2009 voltei a morar em São Paulo (SP), mas adotei o hospital como 'meu queridinho'”, conta.

Entre os parceiros e parceiras no projeto estão alguns colegas do Banco do Brasil (BB). Lucia trabalhou no banco por 26 anos até a aposentadoria, em 2003. Nascida em São Paulo, ela passou pelo Centro de Processamento de Dados (Cesec) Santo Amaro, na própria capital paulista, antes de ser transferida pelo Rio de Janeiro, onde atuou na Agência Primeiro de Março, na Agência Centro e na Agência Leblon. Voltou a São Paulo, onde passou pelas Agências Moema e Berrini até a aposentadoria.

“Meu pai trabalho no Banco e tenho um irmão que também trabalhou no banco e está aposentado. Também tenho 3 sobrinhos que trabalham no Banco. Minha família tem uma história com o banco, e a muitas pessoas que me ajudam também são colegas”, conta.

Como vocês escolhem as famílias que vão receber os enxovais?
Uma vez por mês entramos na maternidade e entregamos os enxovais para as famílias. A ideia é entregar naquele dia para as famílias de todos os bebês que estão no hospital. Vejo que muitas mães não têm muitas coisas. Se alguns enxovais sobram, deixamos com uma pessoa que trabalha no hospital, que vai entregar para quem precisa.

Qual a importância desse projeto em sua vida?
É fundamental. Sou casada, tenho filho, levo minha vida normal, mas me dedico muito a isso. Faço o trabalho, divulgo, estou sempre conversando a respeito. Por exemplo, frequento academia, e muitas pessoas de lá já participam. No hospital, vejo que tem mães que recebem os presentes e que não precisariam ganhar, mas naquele ela fica muito feliz, pois recebeu um agrado em um momento tão especial. eu sinto que estou fazendo um bem para aquelas mulheres.

A página do Facebook e o blog são os canais de contato para quem deseja conhecer o projeto e colaborar com os voluntários e voluntárias.

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