Sala do Participante

Voluntariado

19/11/2009

Marcel Juviniano

A rotina atarefada não é um pretexto para afastar Marcel Juviniano Barros de uma atividade que para ele é das mais recompensadoras. Desde 2001, o funcionário do Banco do Brasil cedido para Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista, é voluntário da Creche Comunidade Sorriso. Barros, que iniciou sua carreira como menor estagiário em 1978, é diretor financeiro do espaço, que atende 98 crianças entre 0 e 3 anos e 11 meses do bairro Cruzeiro, em Bragança Paulista.

Segundo ele, a instituição tem o objetivo de garantir que a meninada da região fique num espaço seguro enquanto os pais trabalham. A Creche Comunidade Sorriso, de acordo com Barros, cumpre com esse papel há cerca de 30 anos. "A instituição fica na comunidade, mas pode receber crianças de qualquer lugar da cidade. A única exigência que fazemos é que os responsáveis estejam trabalhando", emenda Barros, coordenador de negociação dos funcionários do Banco do Brasil pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

O diretor financeiro da Creche Comunidade Sorriso conta que a meninada fica na instituição em período integral. Uma equipe de 17 pessoas se encarrega de zelar pelo conforto da garotada. De acordo com Barros, a instituição não cobra mensalidade dos matriculados. "A creche é situada num bairro carente, por isso não cobramos uma taxa. Há caso de famílias que vivem com um salário mínimo. Quem pode, dá quanto quiser. Cerca de 50% dos familiares pagam e os valores variam entre R$30 e R$100", explica.

Para arcar com os custos, a entidade recebe com doações da população e conta com o apoio da iniciativa privada e do poder público. "Recebemos do governo o equivalente a R$40 por criança. Mas esse valor não atende todas as necessidades. Contamos com mais ou menos 60 sócios, entre pessoas da comunidade e do Banco do Brasil, que contribuem com valor mensal. Não há uma taxa fixa. Cada sócio paga quanto pode", comenta, acrescentando que comerciantes e indústrias locais doam alimentos para as refeições da criançada, além de produtos de limpeza e higiene pessoal.

O funcionário do Banco do Brasil afirma que o objetivo é aumentar a arrecadação para poder assistir mais crianças. "Temos a capacidade dobrar o número de matrículas, mas falta verba para garantir e manter essa expansão. Não temos condições de arcar com as despesas de uma equipe maior. Para aumentarmos nossa capacidade de atendimento, precisamos do apoio do poder público e de doações da população", fala.

O primeiro contato de Barros com a entidade aconteceu em 2001. Naquele momento, os membros do sindicato dos bancários faziam doações para a instituição. Em seguida veio o convite da presidente e co-fundadora da creche para que esses voluntários integrassem a direção. "É gratificante saber que estamos garantindo que as mães possam trabalhar enquanto seus filhos são tratados com carinho. Quando chegamos lá, somos recompensados ao vermos as crianças sendo bem cuidadas e ao recebemos os agradecimentos dos pais. Essa é uma experiência fantástica. É como se fossemos responsáveis pelas crianças também", avalia.

Acesse o  site site da Creche Comunidade Sorriso para mais informações. Os contatos da entidade são (11) 4034-2762 ou (11) 4033-4366 e  contato@comunidadesorriso.org.br.